Reciclar
19 Novembro 2008
Das casas e dos livros
18 Novembro 2008
Já vivi em dez casas diferentes. Na folha de rosto dos meus livros escrevo o meu nome e, por baixo, a data e a rua onde vivo nesse momento. Copiei o hábito de um amigo ainda mais salta-pocinhas do que eu. Todos os meus livros ficam assim associados às casas em que vivi. Ou talvez seja melhor dizer ao contrário – as casas em que vivi ficam associadas aos livros que li, já que as casas ficam na memória e os livros permanecem comigo.
LE DÉMÉNAGEMENT
Clémence Lafarge + Camille Jordy
Adam Biro Jeunesse, 2004
Viajar no papel
17 Novembro 2008
Sinto tanta falta de viajar que ando a mergulhar nos cadernos de viagem antigos, a matar saudades. Este é do Verão de 97 em Moçambique.
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Aos poucos vou juntando prendas pequeninas para o calendário de Natal deste ano. A parte mais divertida é pensar nos papelinhos das surpresas que lá estarão. Os de maior sucesso nos anos anteriores: Hoje a mãe conta seis histórias antes de ires dormir e Hoje à noite vamos fazer e comer panquecas e chocolate quente. Veremos se é desta que conseguimos fazer o que mais me apetece e que já por duas vezes foi abortado por causa do frio: Hoje à noite vamos andar de baloiço no jardim.
Manhãs
14 Novembro 2008
Eu, que sempre fui uma noctívaga, descobri o encanto das manhãs quando a L. nasceu. E cada vez gosto mais delas. A luz da manhã, o silêncio da casa quando ainda sou a única acordada e, principalmente, a perspectiva de um dia inteiro cheio de possibilidades, são para mim todos os dias um prazer. As noites, por outro lado, transformam-se cada vez mais numa desilusão porque não consigo dar conta do que fui deixando para fazer depois de as deitar. Limito-me a sucumbir ao cansaço.
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Já tanta gente tem este livro e eu também o quero.
Vício
12 Novembro 2008
Ando há uns tempos a pensar que preciso de comprar tesouras novas. Ao mesmo tempo a minha consciência anti-consumismo tem-me sussurado ao ouvido que talvez fosse sendo tempo de ver quantas tesouras existem cá em casa. Hoje resolvi juntá-las todas. Faltam pelo menos três de que me lembro mas que não consegui encontrar. O que faz dezoito tesouras numa só casa.
Estou a precisar de tesouras novas.
Saber esperar
11 Novembro 2008
O disparate de haver árvores de Natal nas lojas e bolos-reis nos cafés desde Outubro faz com que a L. todos os dias me peça para brincar com os enfeites da árvore que estão guardados numa caixa no cimo de um armário muito alto. Eu não deixo. Há coisas em que só se mexe no Natal para se manterem assim desejadas e especiais. Como a
roupa velha do almoço de 25 de Dezembro. A minha mãe sempre se recusou a fazê-la em qualquer outro dia do ano apesar dos insistentes pedidos dos filhos. Perderia a graça – sempre nos disse. Deixaria de saber a Natal. Há que esperar.
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Cada vez é mais difícil tirar-lhe fotografias focadas porque não pára quieta. Anseia por andar.
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Mankind Mag – Uma revista que me enche as medidas. Na página 17 está a casinha azul de cartão que me ficou debaixo de olho na Tsuru.
Pacote
3 Novembro 2008
Duas alcofas novas aqui. A n. 8 tem mais quatro centímetros do que as anteriores para lá caberem bonecas um bocadinho maiores.
















