Estamos de novo em casa de uma amiga. A sorte que é ter amigos que nos dão guarida e mimo. A nossa casa ainda não voltou à normalidade, já lá vão quase dois meses. Espero esta semana voltar a ter uma casa-de-banho funcional. Até lá exploramos a nova casa e o novo bairro .
Arquivos mensais: Fevereiro 2009
Sexta-feira
Le petit bal perdu – um filme/coreografia delicioso.
Small Magazine – saiu o número da Primavera.
ObamaBats - ainda da campanha para as eleições americanas. Free download.
Descobertas
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Às vezes descubro tesouros escondidos na grande estante da minha sala. Livros preciosos que li ou namorei durante um tempo e que a seguir guardei cuidadosamente. Esqueço-me deles e eles lá ficam, à espera de um dia me tornarem a surpreender. Este livro fabuloso foi-me dado por uma amiga há uns dez anos. Escolheu-o para mim por causa da minha profissão e do meu gosto por tipografia. Há uns dias reencontrei-o e percebi que sempre esteve ali à espera de aparecer no momento exacto em que eu tivesse uma filha de cinco anos a aprender francês e a descobrir o mundo fascinante das palavras escritas.
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E há lá coisa mais cool do que ter uma mãe blogger? Bem-vinda, mãe!
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BOÎTE À LETTRES – LE LIVRE-JEU DE L’ÉCRITURE
Valérie Guidoux + Joelle Jolivet
Seuil Jeunesse, 1995
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Falar, falar, falar
A L. fala muito. Muito. Fala, fala, fala. O dia todo, sem parar. Hoje esteve doente e ficou em casa. E falou, falou, falou. Fez-me rir imenso; pediu-me muitos mimos (ela pede mesmo. ”Mãe, quero mimos”. E eu dou); teve opinião sobre este mundo e o outro; durante meia hora achou que me conseguiria convencer de que a única maneira de irmos buscar a R. à creche seria se eu a levasse ao colo; esborrachou a irmã com abraços e beijos – “É que ela tem um pescoço tão macio”; e falou, falou, falou.
Às sete da tarde, naquele momento do dia em que eu muitas vezes acho que vou adormecer em pé antes delas as duas, pedi-lhe - ”Agora por favor fica calada só um bocadinho, está bem? Dois minutos”. E ela respondeu-me – “Não posso”. “Porquê?”. “Porque se me calar o meu cérebro incha”.
Cheira-me que os cinco anos serão a idade das conversas hilariantes entre nós as duas.
BRUNO MUNARI’S ABC
Bruno Munari
Chronicle Books, 2006
Rosa sem medo
Tem como actividades preferidas do momento tudo o que implique tirar os pés do chão. Subir o escadote, galgar degraus de escadas, trepar para cima de bancos ou mesas, baloiçar-se na rena de madeira a uma velocidade maluca, sentar-se numa cadeira alta com os pés a abanar de felicidade – esta é a sequência de acontecimentos de um dia normal. Passo o tempo a salvá-la do risco de cair, tropeçar, desequilibrar-se, entalar-se, ser pisada, empurrada e qualquer outro tipo de acidentes. Tudo isto sem ter ainda começado a andar sem apoio.
Porto seguro
Ofereci à L., como presente de menina crescida de cinco anos, um lugar só seu na grande mesa de trabalho cá de casa. Servirá para os trabalhos que já traz da escola, e que adora fazer, e também para os desenhos, pinturas e recortes que até agora eram feitos na mesa de lioz da cozinha. E servirá principalmente como porto seguro, fora do alcance das mãozinhas curiosas da pessoa mais pequena que por aqui anda.
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Estou cheia de curiosidade sobre o destino que terá este quiosque que há anos definhava no nosso jardim e que agora está lindo, todo recuperado e pintado de fresco com duas cores muitissimo bem escolhidas.
Sexta-feira
Saboreio a maravilhosa luz de Lisboa carregando um ramo de flores que, oops, afinal é um molho de nabiças.
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Retomo esta manta que me faz lembrar o Verão em que estive grávida da R. Fiz treze quadrados, já só faltam dezassete.
K.I.S.S. *
Mãe em campanha
Iniciei uma campanha de marketing cá em casa. O objectivo é convencer a L. de que giro giro era este ano ela mascarar-se de indiana. Tenho um pano lindo que faria um sari perfeito e dezenas de bindis à escolha, tudo trazido da Índia há uns anos. Talvez até lhe fizesse umas pinturas com hena nas mãos como me fizeram nas praias de Goa. Veremos se a convenço.
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Entretanto vou fazendo mantas e almofadas por encomenda para bebés acabadinhos de nascer.
Azul
Ansiosamente em busca de todos os bocadinhos de azul que iluminem estes dias tão cinzentos e molhados. Se ao menos Lisboa ficasse assim…






















