K.I.S.S.*

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1.  Um truque: cá em casa toda a gente gosta de laranjas mas ninguém toma a iniciativa de lhes pegar, senão quando as corto em gomos e as levo para a mesa prontas a comer.
2. Herdei, das mãos generosas da minha Tia Ana, uns metros de renda feita à mão por uma senhora com mais de 90 anos. Prometo usá-la muito bem.
3. Quase tão bom, e muito mais barato do que comprá-las aos vendedores de rua, é assar umas castanhas no forno e comê-las à noite enroscada no sofá.
4. Faço questão de comemorar as coisas boas.
* Keep It Simple Stupid

Preparar o Inverno

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O cheiro da borracha dos sacos de água quente faz-me sempre lembrar a minha Avó Beatriz e a sua enorme casa na Covilhã. É uma recordação de infância muito boa que chega sempre com o frio.
Duas camisolas velhinhas passaram hoje a ser coberturas para os sacos de água quente. Acho que vou comprar mais quatro para termos cada um o seu cá em casa.

Dos dias

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Se há coisa boa no Outono são as folhas caídas das árvores. Eu adoro pisá-las e ouvir-lhes o som seco. A R. inaugura exposições ao ar livre.
Fomos ao Doclisboa e levámos a R. que se estreou numa sala de cinema e aguentou valentemente uma curta e uma longa metragens, sem pestanejar.
Quem não participou no sorteio da Collégien ainda vai a tempo de o fazer até sexta-feira à meia-noite!

Copo meio cheio

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A verdade é que me apetecia fazer uma birra por o Verão já ter passado, por ter ido pouco à praia e por sentir que não carreguei as baterias o suficiente para as estações que aí vêm.
Mas, não tendo já idade para birras, meti na cabeça que hei-de encontrar e tentar ter sempre presente as vantagens, porque as há, da chegada do Outono.
Primeira: já que estará frio e chuva e vento lá fora, trazer o verde para dentro de casa. É raro o dia em que não trago um ramo de árvore, umas folhas com umas bagas de cores lindas — tudo apanhado nos caminhos que faço a pé, dos arbustos silvestres e das árvores por podar junto às estradas. Ponho tudo em jarras ou colo nas paredes e trato-as como se tivessem vindo de floristas sofisticadas.
Segunda: mantas e mais mantas pela casa. Tapadas para as meninas e a Manta Pastor que o João não larga desde o primeiro dia de Outono até voltar a Primavera. Só de olhar para ela já me apetece um bocadinho mais que fique frio.
Terceira: emoldurar, finalmente, o desenho de uma árvore que a Leonor fez há uns meses e que todos adoramos cá em casa. Pôr coisas nas paredes põe a casa confortável e torna-a ainda mais nossa.