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A verdade é que me apetecia fazer uma birra por o Verão já ter passado, por ter ido pouco à praia e por sentir que não carreguei as baterias o suficiente para as estações que aí vêm.
Mas, não tendo já idade para birras, meti na cabeça que hei-de encontrar e tentar ter sempre presente as vantagens, porque as há, da chegada do Outono.
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Primeira: já que estará frio e chuva e vento lá fora, trazer o verde para dentro de casa. É raro o dia em que não trago um ramo de árvore, umas folhas com umas bagas de cores lindas — tudo apanhado nos caminhos que faço a pé, dos arbustos silvestres e das árvores por podar junto às estradas. Ponho tudo em jarras ou colo nas paredes e trato-as como se tivessem vindo de floristas sofisticadas.
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Segunda: mantas e mais mantas pela casa.
Tapadas para as meninas e a
Manta Pastor que o João não larga desde o primeiro dia de Outono até voltar a Primavera. Só de olhar para ela já me apetece um bocadinho mais que fique frio.
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Terceira: emoldurar, finalmente, o desenho de uma árvore que a Leonor fez há uns meses e que todos adoramos cá em casa. Pôr coisas nas paredes põe a casa confortável e torna-a ainda mais nossa.
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