Coisas-que-tenho-sempre-em-casa

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Molduras novas. Porque pôr na parede é uma boa maneira de guardar coisas bonitas:
um desenho da Maria, umas borboletas que uma amiga bióloga me deu, uma fotografia, uma folha que a Leonor apanhou no jardim ou um recorte de uma revista.
Hoje não resisti a estas rosas que vinham na Marie Claire Idées e fui pô-las na mesa de cabeceira da Rosa cá de casa. É uma surpresa para quando ela vier de casa do pai.
Mais coisas-que-tenho-semore-em-casa: 

Meias

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1. Entretanto passou o Carnaval e — apesar de eu ter descoberto há um ano que já não lhe acho grande graça — adorei esta ideia, que vi no desfile da escola delas, de calçar meias por cima dos sapatos para uns verdadeiros pés de palhaço.
2. Cá por casa instalou-se de vez o hábito de calçar as meias que há, desirmanadas ou não. Eu inventei que isto torna os dias mais divertidos e elas acreditam. Pelo menos por enquanto.
A reportagem completa do Dinheiro Vivo já está aqui.
Muito obrigada pelo entusiasmo de quem já viu e me fez chegar palavras simpáticas. Têm-me tornado os últimos dias verdadeiramente emocionantes.

Vélocité

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Andar a pé tem destas coisas — ontem decidimos ir apanhar o metro numa estação mais afastada de casa, porque estava um lindo dia e apeteceu-nos andar, e descobrimos logo um belo café que não sonhávamos que existia.
Para além de café é uma oficina e loja de bicicletas e estava animadíssimo, entre pessoas a estacionarem as bicicletas junto à esplanada e pais com crianças a tomarem o pequeno-almoço.
Lisboa ainda me reserva surpresas boas ao virar da esquina.

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Ontem passámos a primeira tarde do ano no nosso quiosque preferido e pudémos apreciar as novidades que por lá vão: frota de bicicletas, triciclo, carrinho de bonecas, mantas, brinquedos e até papa Cerelac na ementa (que eu acho uma ideia brilhante!).
O Central Parque devia ganhar o prémio do café de Lisboa mais amigo das crianças!

Natal

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Cá em casa o Natal começa hoje, com o jantar em que juntamos os nossos cinco filhos.
1. Adoro o Calendário do Advento que a Rosa trouxe da escola. Todos os dias descobrimos quem é o novo colega que faz uma careta. Cheira-me que no dia 24 será o professor.
2. Uma das prendas que lhes comprei é um livro gigante, com ilustrações que são pinturas fabulosas. E, sim, às vezes calço meias diferentes porque estou cheia de pressa.
3. Não resisti a comprar para o João uma Mãe Natal dos chocolates Regina, uma reedição acabadinha de aparecer.

Quando começo a entrar em parafuso com a falta de tempo, com os prazos todos apertados, com o Natal à porta e o meu pinheiro falso e ecológico ainda dentro da caixa, com as actividades na escola delas e esta casa transformada em fábrica de alcofas… bem, quando as coisas estão assim o melhor é parar e fazer um homenzinho de rolha com cabelo de dracalon. Rio-me sozinha, respiro fundo e lá vou eu tratar das coisas importantes.
Hoje o meu trabalho aparece aqui. Obrigada, Inês Simões.

A Mariana

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A Mariana convidou-me para um projecto seu — ainda no segredo dos deuses — e esse foi o pretexto para, finalmente, nos conhecermos ao vivo.
As miúdas adoraram as horas que passámos juntas e eu, sortuda, fiquei com um monte de lindas fotografias de nós as três e da nossa casa. Obrigada, Mariana.
Fotografias: © Mariana Sabido

Saudade

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Já tinha visto dezenas de fotografias lindas e lido outros tantos comentários deliciados, mas nunca tinha ido ao Café Saudade e andava cheia de curiosidade.
No nosso fim-de-semana em Sintra lá fomos finalmente visitá-lo. É muito melhor ao vivo, porque cheira a coisas boas, o atendimento é muito simpático e o espaço é ainda mais bonito do que se percebe nas fotografias.
Tive pena de não conhecer a Mary mas comi o melhor bolo de cenoura de sempre.

K.I.S.S.*

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1.  Um truque: cá em casa toda a gente gosta de laranjas mas ninguém toma a iniciativa de lhes pegar, senão quando as corto em gomos e as levo para a mesa prontas a comer.
2. Herdei, das mãos generosas da minha Tia Ana, uns metros de renda feita à mão por uma senhora com mais de 90 anos. Prometo usá-la muito bem.
3. Quase tão bom, e muito mais barato do que comprá-las aos vendedores de rua, é assar umas castanhas no forno e comê-las à noite enroscada no sofá.
4. Faço questão de comemorar as coisas boas.
* Keep It Simple Stupid

Com as mãos

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Às vezes preocupa-me que não ande a gastar o tempo suficiente a incentivar as minhas filhas a fazerem mais trabalhos manuais. Com uma mãe que tem sempre um trabalho nas mãos, seja em casa, no comboio ou na esplanada, provavelmente elas não têm a mesma curiosidade que teriam se não tivessem a casa cheia de lãs e tecidos e tintas e papéis e espumas e caixas e tudo o que é preciso para fazer o que se queira.
Mas depois, de vez em quando acontecem destas coisas — vêm de casa da avó com um monte de cartões brancos e um saco de retalhos e fecham-se no quarto com a urgência de quem tem coisas importantes para fazer. E saem de lá com isto.
E eu percebo que está tudo bem.
E, mais uma vez, imitar é bom, que é o que as irmãs mais novas fazem quando olham para o exemplo das irmãs mais velhas.