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Há dois dias trouxe este livro da biblioteca e desde aí tenho andado maravilhada com ele. Para além de lindo (as fotografias, o design, o papel) tem receitas que me fascinam e que quero experimentar ainda este fim-de-semana.
Como secar tomate no forno, fazer pesto de rúcula ou de pimento encarnado ou uma sopa fria de curgete e coentros — são algumas das minhas receitas preferidas.
A Cláudia Villax, a quem eu escrevi a dar os parabéns pelo seu belo trabalho, vive em Lisboa, tem uma casa em Marvão, produz o azeite biológico Azeitona Verde e gere a Food, People and Design.
Quanto a mim, vou ter de comprar o livro porque estou com dificuldade em devolver este à biblioteca.

Caderno do bebé

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De volta de uns dias a Sul, venho aqui mostrar a última boa ideia da minha mãe. É um caderno e serve para registar o primeiro ano de cada bebé.
Eu nunca consegui ter um livro do género para os meus bebés porque nunca vi um de que gostasse. Aliás, sempre fugi a sete pés de tal coisa porque sempre achei os que vi simplesmente pavorosos. Agora já tenho um para cada filha e, mesmo à distância, porque elas já não são bebés, reconstituirei o primeiro ano de vida de cada uma delas. Vou finalmente poder juntar no mesmo sítio as memórias dos dois anos mais intensos da minha vida. Para mais tarde recordar.
Cada exemplar é encadernado à mão pela minha mãe e cada página foi desenhada pela minha sobrinha Maria, uma designer portuguesa que anda a espalhar o seu talento pelo mundo (ela vai achar isto um exagero mas é a mais pura das verdades).
As duas juntas são uma equipa poderosa.
O resultado é lindo — um caderno para ir preenchendo ao sabor do crescimento do bebé ou puxando pela cabeça para que a memória não fuja. Sem bonecadas patetas, sem conversa delico-doce. Apenas um lindo caderno que apetece mesmo preencher.
Para saber mais, basta espreitar aqui ou no facebook.

Caixas Métricas

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 O grande achado das férias foram três Caixas Métricas que descobri num passeio pela terra a Sul. Fiquei a conhecer o Sr. Francisco, marceneiro, porque lhe perguntei se podia fotografar o lindo chão da sua oficina. A resposta foi uma visita guiada a uma sala escondida — se quer ver o que é um chão mesmo bonito, menina — enorme e praticamente vazia, só com meia dúzia de pequenos móveis. Entre eles estavam estes, restaurados mas esquecidos, que pertenceram em tempos a uma escola primária da zona e que serviam para guardar todos os materiais de medição e sólidos geométricos (aqui uma Caixa Métrica ainda com o recheio).
A minha mãe foi lá buscar as três caixas, que ficam perfeitas na casa nova, e — a sortuda que eu sou — ofereceu-me uma que veio connosco para Lisboa. Ainda estou a decidir se também lhe forro o vidro da porta ou antes as prateleiras.
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Tenho uma fada em casa. Como se não bastasse o vestido, que para mim é já suficientemente rebuçado, ela ainda escolhe como acessórios umas asas e uma varinha mágica para ir para a escola em grande. E assim vai, esvoaçante, bairro afora, com uma alegria que não pára de me comover.

Encontrei, finalmente, para a L., os sapatos que mais usei na minha infância e adolescência. Devo ter tido mais de uma dezena de pares, com variantes de lona e de veludo, com flores bordadas ou destes mais simples que são os meus preferidos. Ela adora-os.

A mesa dos almoços em casa da minha mãe é sempre um deleite para a vista.

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Jogo da memória

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Não sei se me aventure já na manta enorme que quero fazer para a nova casa da minha mãe ou se me limite a coser estes retalhos e a fazer um individual de mesa/jogo da memória para a R. As regras do jogo seriam: é preciso encontrar o par de cada tecido enquanto se come TUDO o que está no prato.
De uma coisa tenho a certeza: depois de fazer duas mantas aos quadrados só me apetece fazer uma sem regras geométricas. Tudo torto! é a palavra de ordem.
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Outros jogos da memória com padrões de tecidos — aqui e aqui.
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Descobertas

♥ achados by you.
♥ achados by you.
Um livro de Andrée Clair com ilustrações lindíssimas de Béatrice Tanaka ( + + ) e uma travessa em esmalte (marcada com um Made in China mas de outros tempos).Há em mim qualquer coisa de descobridora. Ando sempre em busca do objecto perfeito.
SAFIA E O RIO
Andrée Clair + Béatrice Tanaka
Edições 70
Título original: Safia et le fleuve Éditions La Farandole, 1974