Chuva
7 Outubro 2009
Se há coisa de que gosto quando começa o tempo de chuva é contrariar a tendência generalizada das pessoas se fecharem mais em casa e em espaços fechados. Gosto das escolas que continuam a levar as crianças para o recreio, apesar da chuva. Gosto de ver crianças nos parques infantis, apesar da chuva. E gosto muito de galochas, gabardinas, gorros e chapéus-de-chuva. Chapinhar nas poças e apanhar chuva no nariz são das poucas vantagens que vejo nas estações frias.
Brinquedo novo
4 Outubro 2009
Recebi uma super prenda. Estou tão feliz com a minha máquina nova.
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Há vinte anos vi um pequeno filme de animação na RTP que adorei e de que nunca mais me esqueci. Ando desde essa altura a querer revê-lo mas sem saber como o encontrar. Há dois dias finalmente aconteceu. Agora que tenho duas filhas acho-o ainda mais delicioso. Chama-se Cockaboody, é de 1973 e foi feito por John e Faith Hubley que gravaram as vozes das suas filhas pequeninas a brincarem e fizeram a animação a partir dessa gravação. Está aqui.
Recomeçar
9 Setembro 2009
Verão
1 Setembro 2009
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23 Junho 2009
Depois da tempestade
25 Maio 2009
Depois da verdadeira tempestade tropical de sábado que tornou o jantar numa esplanada com uma amiga e três crianças numa noite de aventura memorável, a bonança de passear no jardim só com uma filha dedicando-lhe todo o tempo e atenção.
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Por vezes o mundo parece mudar muito, muito devagar. E depois há fotografias como estas que me mostram exactamente o contrário — as mudanças gigantescas que tem havido e as voltas que o mundo dá (via 5-au-sac).
O Verão quase aqui
21 Maio 2009
Hoje – cumpri o ritual do dia da espiga. Como no ano passado e desde há muitos anos.
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Ontem – fui, finalmente, ao Pois Café. É o segundo café austríaco que me encanta em Lisboa (embora sejam tão diferentes um do outro), o que me leva a confirmar que de cafés percebem os nórdicos. Sorte a nossa que agora os temos por cá. O bónus de lá ir é poder fazer companhia aos turistas pelas ruas em volta da Sé (linda, magnífica Sé), absorver a maravilhosa luz de Lisboa e sentir no ar o cheiro das primeiras sardinhas assadas. Daqui a uma semana estarei numa qualquer tasquinha a comê-las.
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Na última semana – tornei-me oficialmente uma viciada no Leite Perfumado dos Quiosques de Refresco. Ando a lutar contra mim mesma, na tentativa de não beber mais do que um por dia. Mas não está a ser nada fácil…
Mãos na massa
11 Maio 2009
Quando vou ao atelier da Joana venho sempre com vontade de meter as mãos na massa. Gosto de levar o meu computador e de misturar o seu ambiente digital, limpinho e asséptico com o cheiro da terebentina e as manchas de tinta por todo o lado. Mas na verdade o que acontece de mais importante é que fico a sentir falta do tempo em que os meus dias eram cheios de blocos de desenho, caixas de pastéis, livros de História da Arte e de teoria da cor, filmes mudos em salas escuras, aulas de modelo nu e horas de clausura no laboratório de fotografia.
Tenho saudades de andar na escola.
Dias assim
7 Maio 2009
Muito trabalho e falta de tempo para tudo o resto + as maravilhas de um computador portátil que me permite ir trabalhar para onde me apetece, seja o atelier de pintura de uma amiga ou a esplanada do jardim + um dia de praia fabuloso que me encheu a casa de areia, baldes de plástico e braçadeiras + a constatação, pela milésima vez, de que a vida é muito mais fácil com bom tempo.
Revolução
25 Abril 2009
Um ano
21 Abril 2009
Um ano de blog. Começou assim, com os sapatos da Violeta. Parece que foi há muito tempo porque tantas coisas aconteceram entretanto. E parece que foi há pouco tendo em conta a dimensão que este blog ganhou na minha vida.
Escrever de novo regularmente. Fotografar todos os dias, eu que passei uns anos a estudar para ser fotógrafa e acabei por não o ser. Olhar para tudo com mais atenção. Pensar mais sobre o que vejo. Reparar ainda mais nas coisas pequenas. É também isso que este blog me dá. E depois há as pessoas. Tanta gente, tanta interacção, tantas ideias.
160 posts, 652 comentários, 87.000 visitas. Números entusiasmantes e quase inacreditáveis. Muito obrigada.
WORDS FAIL ME
Teresa Monachino
Phaidon, 2006
Faz de conta II
3 Abril 2009
Enfiar as mãos nos cestos das lãs e tirar os restinhos que andam lá no fundo há anos. Ter como único critério de escolha dos novelos a espessura dos fios, para poder usar sempre as mesmas agulhas. Enfiar umas 40 ou 50 malhas, nem muito largo nem muito estreito. Desatar a tricotar sem parar, sem saber o que será no fim, tudo a direito, só pelo prazer de dar aos dedos e de ver crescer qualquer coisa. Esta será a minha companhia enquanto faço de conta.
Faz de conta que a minha casa-de-banho não voltou a ficar sem chão, sem sanita, sem sítio onde tomar banho. Faz de conta que isto não é um pesadelo que dura há três meses. Faz de conta. E viva o tricot!
Pensar
21 Março 2009
O meu pai
19 Março 2009

Quando eu era pequena o meu pai era perito em surpresas. Uma das minhas preferidas aconteceu várias vezes quando eu e o meu irmão iamos, como de costume, na carrinha da escola para casa. Durante o percurso o meu pai aparecia sem aviso, a guiar o seu carro e a buzinar desenfreadamente, obrigando o motorista da carrinha a parar. Era uma verdadeira emboscada mas uma emboscada feliz, levada a cabo por um super-herói de barbas que ainda por cima era nosso pai. Eu e o meu irmão, inchados de orgulho, mudavamo-nos para o carro sob o olhar espantado dos outros miúdos. Era um momento de glória extraordinário. A seguir o meu pai, tão contente como nós, levava-nos para casa calmamente.
Sorte
16 Março 2009
Um rio deslumbrante. A praia a meia hora de casa. Lisboa é um luxo.
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Urban sketchers – Ando a segui-los atentamente.
The veggie baby – Inspiração para alimentar crianças que, como as minhas, não comem carne.

























