De novo

 
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1. No início do ano comecei um projecto que só acabará no final de Dezembro.
52 semanas = 52 cartas para a minha sobrinha Maria que está a viver em Berlim.
2. Uma ideia para os Domingos: aproveitar as manhãs, em que as entradas são gratuitas, para ir visitar os Museus de Lisboa. Começámos pelo MNAA, com o seu belíssimo jardim virado para o Tejo.
3. Espalhar estrelinhas ou como transformar umas camisolas quentinhas mas sem grande graça em roupa apetecível para as crianças cá de casa.
4. Novas alcofas para novos bebés.

Natal

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Cá em casa o Natal começa hoje, com o jantar em que juntamos os nossos cinco filhos.
1. Adoro o Calendário do Advento que a Rosa trouxe da escola. Todos os dias descobrimos quem é o novo colega que faz uma careta. Cheira-me que no dia 24 será o professor.
2. Uma das prendas que lhes comprei é um livro gigante, com ilustrações que são pinturas fabulosas. E, sim, às vezes calço meias diferentes porque estou cheia de pressa.
3. Não resisti a comprar para o João uma Mãe Natal dos chocolates Regina, uma reedição acabadinha de aparecer.

Papel

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Se eu disser que uma resma de papel foi o grande brinquedo das duas semanas de férias de quatro crianças, juro que não estou a exagerar. O que fotografei é uma ínfima parte de toda a produção mas posso dizer que não houve aparelho electrónico que não fosse reproduzido em papel — iphones, ipads, ipods, laptops, nintendos, pens de net móvel, headphones de vários tipos — para além de bandeletes, pulseiras, anéis, medalhas e condecorações de pôr ao peito, chinelos de praia e bonecos vários.
E até eu fui contagiada e enfeitei a açoteia com bandeirolas de papel para receber uns amigos que vieram jantar.
Criei uma página Caderno Branco no Facebook. Ainda não sei exactamente de que forma a usarei mas, para já, servirá como uma espécie de anexo aqui do blog. Passem também por lá!

Na ilha

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No último dia de férias marimbámos nas horas boas para apanhar sol, besuntámos os filhos e os sobrinhos de protector solar, vestimos-lhes roupas compridas quando não estavam no mar e passámos o dia inteiro na ilha da nossa infância.
Agora percebo que há muitos anos que não tinha um dia de praia a sério.

Caderno do bebé

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De volta de uns dias a Sul, venho aqui mostrar a última boa ideia da minha mãe. É um caderno e serve para registar o primeiro ano de cada bebé.
Eu nunca consegui ter um livro do género para os meus bebés porque nunca vi um de que gostasse. Aliás, sempre fugi a sete pés de tal coisa porque sempre achei os que vi simplesmente pavorosos. Agora já tenho um para cada filha e, mesmo à distância, porque elas já não são bebés, reconstituirei o primeiro ano de vida de cada uma delas. Vou finalmente poder juntar no mesmo sítio as memórias dos dois anos mais intensos da minha vida. Para mais tarde recordar.
Cada exemplar é encadernado à mão pela minha mãe e cada página foi desenhada pela minha sobrinha Maria, uma designer portuguesa que anda a espalhar o seu talento pelo mundo (ela vai achar isto um exagero mas é a mais pura das verdades).
As duas juntas são uma equipa poderosa.
O resultado é lindo — um caderno para ir preenchendo ao sabor do crescimento do bebé ou puxando pela cabeça para que a memória não fuja. Sem bonecadas patetas, sem conversa delico-doce. Apenas um lindo caderno que apetece mesmo preencher.
Para saber mais, basta espreitar aqui ou no facebook.

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1. Os dodôs novos que amanhã porei na loja.
2. Um vestido que comprei por meio euro, para aproveitar o tecido e os botões mas que, já de tesoura na mão, decidi poupar. Talvez no Verão ainda o use.
3. O livro que a minha mãe ofereceu à Leonor, agora que ela anda a aprender inglês.
4. O casaco que comecei ontem para a Rosa, contagiada pela febre familiar. Já só penso nos botões que lhe hei-de coser.
HELLO AGAIN — Intermediate English Course on Records for young People
James McAllister
Verbo, 1979

Frenética família

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Uma febre de tricot e crochet atacou as mulheres da minha família.
A minha mãe ensinou a neta Maria a fazer tricot. A Maria, que é canhota, ensinou a Leonor, que também é canhota. E eu respirei de alívio por ter sido poupada a torcer os olhos e o cérebro — ensinar uma canhota a fazer alguma coisa que implique agulhas não é tarefa fácil.
Pelo caminho a Maria, que de cada vez que se mexe faz alguma coisa gira, criou um lindo mini-blog a propósito da sua nova actividade preferida. E a minha mãe, para além de ter feito tapetes que ofereceu às filhas e à nora no Natal, fez este puf com trapilho que me ofereceu no dia de anos. Ainda estou de boca aberta com este presente. Não é fabuloso?

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Uma encomenda cheia de prendas lindas da minha prima Constança faz-me lembrar as saudades que eu tenho de viajar. Começo a sufocar aqui no rectângulo à beira-mar plantado.

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Passados dois anos, voltei a receber pegas no Natal e fiquei toda contente por saber que a sua criadora, agora com 103 anos (!), continua a fazê-las umas atrás das outras.
A minha irmã apareceu com uma pilha de pegas de todas as cores e distribuiu-as generosamente pela família. As da minha mãe saltaram logo para a mesa de Natal. As minhas juntaram-se às que já tinha e ganharam lugar cativo na mesa cá de casa.

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“Clássicas, com filhos, sem filhos, com papéis ou unidas de facto, heterossexuais, homossexuais, monoparentais, recompostas, numerosas ou em versão mini: a família mudou e muito nos últimos anos em Portugal, mas não se pode dizer que esteja em crise. Ao contrário, o número de famílias aumentou 10,8% nos últimos dez anos, segundo resultados provisórios do Censos 2011, e aumentou também a sua importância no bem-estar de cada um.”
in Público, 31.12.2011, pág. 5
Uma coisa muito boa que ficámos a saber este ano. Venha o próximo.
Feliz ano novo.

Mais prendas

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Para o meu Tio M. a prenda deste ano não é bem uma prenda, é mais uma devolução já que o carrinho de brincar que lhe vou dar era dele em pequenino. Eu sou há anos a sua fiel guardiã mas, agora que ele vai ser avô, chegou a hora de o devolver. Juntei umas fotografias dele e da minha mãe em pequenos e pus tudo dentro de uma caixa de bolos, outra das minhas formas preferidas de embrulhar prendas.
Para alguns dos mais crescidos da família, que talvez se lembrem de os usar na escola, as prendas são cadernos escolares e lápis Viarco de duas cores.
A almofada-mala foi a prenda de anos da minha sobrinha mais pequena e talvez venha a fazer mais umas até ao dia 24 porque há poucas coisas mais rápidas de fazer.
O embrulho em tecido é a prenda da minha mãe, que só vou poder mostrar aqui depois do Natal. O efeito-surpresa assim o obriga.

Facebook

Não gosto muito do Facebook. Talvez seja por ter um blog que já me ocupa o tempo e a cabeça de forma mais do que suficiente. Ou então por estar cansada do excesso de informação que me rodeia. Talvez seja pelas duas coisas.
Por outro lado, lembro-me de algumas coisas a que não aderi logo e que mais tarde se revelaram úteis, interessantes ou simplesmente divertidas. E por isso tenho dado ao Facebook o benefício da dúvida mantendo lá a minha página aberta (embora semi-morta) e dando umas voltas pelas páginas dos amigos.
E depois há dias em que passo por lá e vejo coisas que me encantam ou inspiram ou me fazem rir. Como as fotografias da minha sobrinha Maria ou os desenhos da Joana.
E num segundo fica claro que valeu a pena ir lá espreitar.
Fotografias: © Maria Nogueira / © Joana Villaverde

Natal ♥

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Navegar é preciso. E sonhar também. Dei um passeio virtual para fazer umas compras de Natal cá para casa. Tudo especial, português e disponível à distância de uns cliques.
Para o João — este livro Serrote.
Para mim — este cinto Machado-Noussnouss.
Para a Joana (a minha enteada) — esta manta, d’A vida Portuguesa.
Para o Sebastião (o meu enteado mais novo) — estes ténis Sanjo.
Para a Leonor — esta touca Wooler.
Para a Rosa — esta boneca Matilde Beldroega.