Prendas

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Gosto de fazer as prendas para elas oferecerem nas festas de anos para que são convidadas. É mais uma oportunidade de testar as trezentas ideias por minuto que me passam pela cabeça e também uma boa maneira (espero eu) de ensinar às crianças que nem tudo tem de ser comprado.

De novo

 
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1. No início do ano comecei um projecto que só acabará no final de Dezembro.
52 semanas = 52 cartas para a minha sobrinha Maria que está a viver em Berlim.
2. Uma ideia para os Domingos: aproveitar as manhãs, em que as entradas são gratuitas, para ir visitar os Museus de Lisboa. Começámos pelo MNAA, com o seu belíssimo jardim virado para o Tejo.
3. Espalhar estrelinhas ou como transformar umas camisolas quentinhas mas sem grande graça em roupa apetecível para as crianças cá de casa.
4. Novas alcofas para novos bebés.

Nove anos!

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Aqui tinha pouco mais de dois anos. Continua a ter os mesmos olhos fabulosos. Lê livro atrás de livro. Usa palavras difíceis ao mesmo tempo que continua a dormir com o gato que lhe fiz há anos. É ultra observadora. Fora de casa é tímida e reservada. Em casa é teatreira, refilona e doce, tudo ao mesmo tempo.
É uma linda pessoa, a minha filha de nove anos.

A Mariana

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A Mariana convidou-me para um projecto seu — ainda no segredo dos deuses — e esse foi o pretexto para, finalmente, nos conhecermos ao vivo.
As miúdas adoraram as horas que passámos juntas e eu, sortuda, fiquei com um monte de lindas fotografias de nós as três e da nossa casa. Obrigada, Mariana.
Fotografias: © Mariana Sabido

Com as mãos

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Às vezes preocupa-me que não ande a gastar o tempo suficiente a incentivar as minhas filhas a fazerem mais trabalhos manuais. Com uma mãe que tem sempre um trabalho nas mãos, seja em casa, no comboio ou na esplanada, provavelmente elas não têm a mesma curiosidade que teriam se não tivessem a casa cheia de lãs e tecidos e tintas e papéis e espumas e caixas e tudo o que é preciso para fazer o que se queira.
Mas depois, de vez em quando acontecem destas coisas — vêm de casa da avó com um monte de cartões brancos e um saco de retalhos e fecham-se no quarto com a urgência de quem tem coisas importantes para fazer. E saem de lá com isto.
E eu percebo que está tudo bem.
E, mais uma vez, imitar é bom, que é o que as irmãs mais novas fazem quando olham para o exemplo das irmãs mais velhas.

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Tão importante como ter irmãos é ter-se também algum tempo sem eles.
Em quinze minutos sem a irmã, a Rosa concentra-se em tudo o que tem à mão no jardim e desenha com pedras e paus. Explicação dela:
uma menina dentro de uma casa que tem uma chaminé a deitar imenso fumo. Cá fora há árvores e um rapaz.

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1. De vez em quando faço desaparecer um molho de brinquedos a que já ninguém liga e que só serve para lhes encher o quarto. Ficam guardados em caixas escondidas que só eu sei onde estão até ao dia em que, sem aviso, voltam a aparecer. E aí é a festa, como se fossem todos novinhos em folha.
2. Olho para a roupa de cama de uma das alcofas de bonecas e apetece-me fazer tudo igual mas em tamanho de gente.

Caderno do bebé

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Comecei a preencher o Caderno do Bebé da Rosa. Em vez de colar as primeiras fotografias — muitas delas ainda têm de ser impressas — juntei algumas coisas que tenho guardado e que não quero mesmo perder: as pulseiras da maternidade e os cartões com os nomes dos bebés que usaram a alcofa onde a Rosa dormiu e que esteve durante anos debaixo do colchão.
De um momento para o outro fiquei com a cabeça cheia de memórias dos meus bebés. Parece que foi há tanto tempo. Parece que foi ontem.
Os Cadernos do Bebé, feitos pela minha mãe e a minha sobrinha Maria, têm voado para muitas casas. Já vão na segunda edição, já existem em francês e a versão inglesa está a caminho. Em breve haverá novidades aqui e aqui.

Dos dias

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1. Por estranho que possa parecer, já ando a trabalhar para o Natal.
2. No meio de tanta crise, a verdade é que continuam a acontecer coisas giras em Lisboa.
Esta é uma delas.
3. A rotina dos dias passa por ir muitas vezes aos correios enviar encomendas. Eu não gosto nada. Elas dão a volta à chatice dos tempos de espera transformando os CTT numa biblioteca. Acho uma óptima solução. Digo-lhes para terem muito cuidado mas estou sempre à espera de que um dia destes alguém me diga que os livros são só para comprar. Espero que não.

Uma dica preciosa

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Pela primeira vez a Leonor adorou ir ao dentista.
Eu respirei de alívio e marquei outra consulta para a Rosa.
[Ofereço esta dica preciosa a quem tem crianças pequenas a precisarem de ir ao dentista em Lisboa — Dra. Filipa Cordeiro. Dá consultas em vários sítios. Nós fomos aqui].

K.I.S.S. *

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1. Uma alcofa para um bebé que se chamará Violeta.
2. O quarto delas todo arrumadinho (daqui a uma semana já haverá desenhos e pinturas espalhados por todo o lado).
3. Uma alcofa para um bebé rapaz que está a caminho.
4. Como é que eu nunca me tinha lembrado disto? Os guaches são as melhores tintas do mundo para crianças de 4 anos. São densas e brilhantes, fáceis de misturar para fazer milhares de cores novas e — importante quando a artista produz muito — baratas.
Na loja há novas alcofas de bebé disponíveis.
* Keep It Simple Stupid