De novo

 
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1. No início do ano comecei um projecto que só acabará no final de Dezembro.
52 semanas = 52 cartas para a minha sobrinha Maria que está a viver em Berlim.
2. Uma ideia para os Domingos: aproveitar as manhãs, em que as entradas são gratuitas, para ir visitar os Museus de Lisboa. Começámos pelo MNAA, com o seu belíssimo jardim virado para o Tejo.
3. Espalhar estrelinhas ou como transformar umas camisolas quentinhas mas sem grande graça em roupa apetecível para as crianças cá de casa.
4. Novas alcofas para novos bebés.

Vélocité

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Andar a pé tem destas coisas — ontem decidimos ir apanhar o metro numa estação mais afastada de casa, porque estava um lindo dia e apeteceu-nos andar, e descobrimos logo um belo café que não sonhávamos que existia.
Para além de café é uma oficina e loja de bicicletas e estava animadíssimo, entre pessoas a estacionarem as bicicletas junto à esplanada e pais com crianças a tomarem o pequeno-almoço.
Lisboa ainda me reserva surpresas boas ao virar da esquina.

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Ontem passámos a primeira tarde do ano no nosso quiosque preferido e pudémos apreciar as novidades que por lá vão: frota de bicicletas, triciclo, carrinho de bonecas, mantas, brinquedos e até papa Cerelac na ementa (que eu acho uma ideia brilhante!).
O Central Parque devia ganhar o prémio do café de Lisboa mais amigo das crianças!

Dos dias

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1. Por estranho que possa parecer, já ando a trabalhar para o Natal.
2. No meio de tanta crise, a verdade é que continuam a acontecer coisas giras em Lisboa.
Esta é uma delas.
3. A rotina dos dias passa por ir muitas vezes aos correios enviar encomendas. Eu não gosto nada. Elas dão a volta à chatice dos tempos de espera transformando os CTT numa biblioteca. Acho uma óptima solução. Digo-lhes para terem muito cuidado mas estou sempre à espera de que um dia destes alguém me diga que os livros são só para comprar. Espero que não.

Central Parque

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Temos um novo sítio preferido. Chama-se Central Parque e é um quiosque com esplanada que fica no meio do Parque Eduardo Sétimo, logo abaixo da Estufa Fria.
Para nós é ao lado de casa e, apesar de ficar no centro de Lisboa, é uma espécie de oásis no meio da cidade. Não se ouve um carro, tem patos, galos, pavões e gansos a passarinhar no jardim e — o melhor de tudo para a criançada cá de casa — um super parque infantil mesmo ao lado da esplanada.
O Miguel e a Didi, os anfitriões, recebem-nos sempre tão bem que o difícil tem sido não passar lá os dias inteiros.

No jardim

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É oficial: cá em casa quem nasceu a 26 de Dezembro (um dos dias do ano menos indicados para festas de aniversário) passou a ter direito a segunda festa em Junho. A primeira foi com a família e esta com os amigos. E sendo festa de quase-Verão tinha de ser num jardim, que é um dos melhores sítios do mundo para apagar velas e cantar parabéns, para andar de baloiço e saltar à corda, para fazer rodas e beber água no chafariz.

Lisboa…

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Ontem, enquanto eu aqui declarava o meu amor por Lisboa, era isto que se passava em pleno Largo do Chiado, no coração da cidade.
Nas imagens estão os jornalistas Patrícia Melo Moreira (Agência France Press) e José Goulão (Agência Lusa). Foram estúpida e violentamente agredidos por polícias, enquanto fotografavam uma manifestação. O relato, de viva voz, está aqui.
Portanto, Lisboa é uma beleza e um pesadelo também. E acho que nem preciso de dizer mais nada porque as imagens falam por si.
1. © Hugo Correia / Reuters
2. © Isabel Santiago Henriques / Lightshot