Compras
31 Março 2009
A Feira do Príncipe Real tem-me feito perceber que afinal até gosto de verde.
E pode parecer ridículo mas já ando a comprar presentes a pensar no próximo Natal. Lancei um desafio a mim mesma: entrar no mês de Dezembro de 2009 com todas as prendas compradas ou feitas. Todas!
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Bactus scarf – este frio repentino ainda me vai pôr a fazer um cachecol como este aproveitando todos os restinhos de lãs que há cá por casa.
Stuffed monster gallery - monstros de pano a partir de desenhos infantis.
Bordar desenhos
10 Março 2009
Quando eu estava grávida da R. a L. fez este desenho da irmã na minha barriga (a linha azul é o útero). Eu gostei tanto dele e fiquei tão feliz por vê-la ansiosa pela chegada do bebé que resolvi passá-lo a tecido. Bordei pela primeira vez em ponto pé-de-flor, para a parte de trás juntei retalhos e o resultado foi um brinquedo/almofada com um guizo dentro. Juntamente com o desenho emoldurado foi esta a prenda de primeiro Natal do nosso bebé, o que deixou a L. toda orgulhosa. Agora ando com vontade de bordar mais desenhos dela.
Bonecas
29 Dezembro 2008
O Natal trouxe novas bonecas cá para casa. Estas são as minhas preferidas.
A primeira veio do Sul da Índia e tem colchão, almofada, saco com muda de roupa e instruções para lhe vestir o sari. Uma perfeição.
A ratinha de sapatos vermelhos tem um casaco de capuz tricotado pela minha irmã que me dá vontade de fazer o mesmo modelo para todos os bonecos cá de casa.
A menina das meias verdes foi feita pela Constança e, ao vivo, é ainda melhor do que parecia na fotografia.
E as duas últimas são da Turquía.
A sorte das miúdas cá de casa, eu incluída.
Lisboa natal
25 Dezembro 2008
Um dia, há já muito tempo, a minha família dividiu-se em duas. Desde aí o Natal passou a implicar saltitar de casa em casa atravessando Lisboa várias vezes para cá e para lá. Hoje apercebi-me de que essas viagens por Lisboa à noite, com o porta-bagagens cheio de prendas e o cansaço de dois dias intensos, também fazem parte do meu Natal. A grande diferença é que dantes adormecia no carro e era transportada a dormir até à cama e agora sou eu que levo sempre alguém adormecido ao colo.
Presentes
23 Dezembro 2008
Parte das prendas está embrulhada e pôde aparecer à luz do dia. E assim começa a adoração aos presentes. Este ano nenhum foi feito à mão porque o tempo não chega para tudo. São só umas gracinhas e o maior investimento ficou para os embrulhos. Nunca prescindo disso. Como de outras vezes, o papel é de revistas já lidas e a fita um cordel branco a lembrar os das pastelarias. Era capaz de passar dias só a escolher a página perfeita para cada embrulho.
Da escola
17 Dezembro 2008

A nova escola da L. comemorou o Natal de forma diferente da tradicional festa escolar. No caso da classe dela os pais foram hoje convidados a participar numa aula aberta em que as crianças, agrupadas em pares, eram responsáveis por explicar em que consistia cada jogo em que devíamos participar. O tema era “os cinco sentidos” e por isso passámos meia hora a mexer em objectos dentro de caixas sem olhar lá para dentro, a ouvir com atenção para a seguir identificarmos diferentes sons, de olhos vendados tentando perceber o que eram as penas, escovas de dentes e paninhos com que nos faziam cócegas na cara e a escolher de entre muitos desenhos à vista feitos pelos alunos quais correspondiam às conchas dispostas em cima de uma mesa. Muitíssimo divertido. A L., que esteve em risco de não poder estar presente por causa de uma conjuntivite que apareceu ontem, estava radiante e orgulhosa.
Também lá na escola, comprei vários panos de loiça impressos com desenhos de todas as crianças. Consegui identificar o dela rapidamente por causa dos saltos altos que calçam todas as meninas que desenha.
Calendário de Natal
11 Dezembro 2008
Durante anos guardei estes papéis japoneses que uns amigos me ofereceram sem os conseguir usar. São tão bonitos que sempre me pareceu um crime usá-los para embrulhos normais. Há três anos finalmente consegui. Queria fazer um calendário de Natal para a L. e não tinha já tempo para fazer um de pano como tinha pensado. Forrei caixas de fósforos de cozinha com os meus preciosos papéis, pus lá dentro as surpresas e pendurei no tecto da sala uns fios de nylon com uns ganchos metálicos nas pontas que entretanto ficaram para sempre no mesmo sítio e têm sido muito úteis.
A minha ideia era ser um calendário efémero, só para esse ano. Mas não foi o que aconteceu. A L. fartou-se de brincar com as caixinhas e mesmo assim elas conservaram-se em óptimo estado. Guardei-as durante um ano com os enfeites de Natal e no ano a seguir voltei a usá-las porque mais uma vez não houve tempo para o de pano. Percebi que se tinham tornado uma instituição cá em casa quando há uns meses a L. me perguntou pelas caixinhas do Natal.
A grande vantagem deste calendário é que pode ter o número de dias que se queira. Os meus têm tido sempre à volta de dez, doze dias acabando sempre a 23 de Dezembro. Porque nesta altura do ano há sempre falta de tempo e doze caixinhas implicam doze ideias de surpresas + doze prendas pequeninas + doze rebuçados. Já é uma festa.
Uf!
10 Dezembro 2008
Sobrevivi a vinte dias sem internet. Não foi fácil mas consegui. Uf! A pior parte foi mesmo a dos telefonemas intermináveis para a Zon Tv Cabo. Juro que se alguém me trata por “Senhora Dona Inês Nogueira” nos próximos dias eu grito!
Obrigada pela preocupação e pela persistência das visitas. Olhar para o mesmo post durante tanto tempo e continuar a vir cá espreitar mostra uma fidelidade que me enche de orgulho.
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E agora, o Natal. Instalou-se cá por casa. Com direito a árvore, bolo-rei e enfeites espalhados pela casa toda. Sim, porque a L. já descobriu, como eu, que um rolo de fita-cola pode fazer maravilhas.
Reciclar
19 Novembro 2008
Viajar no papel
17 Novembro 2008
Sinto tanta falta de viajar que ando a mergulhar nos cadernos de viagem antigos, a matar saudades. Este é do Verão de 97 em Moçambique.
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Aos poucos vou juntando prendas pequeninas para o calendário de Natal deste ano. A parte mais divertida é pensar nos papelinhos das surpresas que lá estarão. Os de maior sucesso nos anos anteriores: Hoje a mãe conta seis histórias antes de ires dormir e Hoje à noite vamos fazer e comer panquecas e chocolate quente. Veremos se é desta que conseguimos fazer o que mais me apetece e que já por duas vezes foi abortado por causa do frio: Hoje à noite vamos andar de baloiço no jardim.
Saber esperar
11 Novembro 2008
O disparate de haver árvores de Natal nas lojas e bolos-reis nos cafés desde Outubro faz com que a L. todos os dias me peça para brincar com os enfeites da árvore que estão guardados numa caixa no cimo de um armário muito alto. Eu não deixo. Há coisas em que só se mexe no Natal para se manterem assim desejadas e especiais. Como a
roupa velha do almoço de 25 de Dezembro. A minha mãe sempre se recusou a fazê-la em qualquer outro dia do ano apesar dos insistentes pedidos dos filhos. Perderia a graça – sempre nos disse. Deixaria de saber a Natal. Há que esperar.
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Cada vez é mais difícil tirar-lhe fotografias focadas porque não pára quieta. Anseia por andar.
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Mankind Mag – Uma revista que me enche as medidas. Na página 17 está a casinha azul de cartão que me ficou debaixo de olho na Tsuru.




















