Natal em Janeiro

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1. Gosto tanto das bagas vermelhas à porta de casa que ando a fingir que não é já tempo de as guardar.
2. O abacateiro está tão crescido que teve de mudar de sítio, porque já batia nos armários da cozinha. A ilustração foi o lindo presente de Natal da Maria e aguarda na parede que o emoldure.
3. O pinheiro de madeira que a Rosa fez na escola também ficará mais uns dias na sala.
4. Apesar de prolongarmos o Natal mais um bocadinho, o calendário da APCC com desenhos do João Fazenda já nos diz que é Janeiro.

Natal

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Cá em casa o Natal começa hoje, com o jantar em que juntamos os nossos cinco filhos.
1. Adoro o Calendário do Advento que a Rosa trouxe da escola. Todos os dias descobrimos quem é o novo colega que faz uma careta. Cheira-me que no dia 24 será o professor.
2. Uma das prendas que lhes comprei é um livro gigante, com ilustrações que são pinturas fabulosas. E, sim, às vezes calço meias diferentes porque estou cheia de pressa.
3. Não resisti a comprar para o João uma Mãe Natal dos chocolates Regina, uma reedição acabadinha de aparecer.

Dos dias

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1. Por estranho que possa parecer, já ando a trabalhar para o Natal.
2. No meio de tanta crise, a verdade é que continuam a acontecer coisas giras em Lisboa.
Esta é uma delas.
3. A rotina dos dias passa por ir muitas vezes aos correios enviar encomendas. Eu não gosto nada. Elas dão a volta à chatice dos tempos de espera transformando os CTT numa biblioteca. Acho uma óptima solução. Digo-lhes para terem muito cuidado mas estou sempre à espera de que um dia destes alguém me diga que os livros são só para comprar. Espero que não.

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Passados dois anos, voltei a receber pegas no Natal e fiquei toda contente por saber que a sua criadora, agora com 103 anos (!), continua a fazê-las umas atrás das outras.
A minha irmã apareceu com uma pilha de pegas de todas as cores e distribuiu-as generosamente pela família. As da minha mãe saltaram logo para a mesa de Natal. As minhas juntaram-se às que já tinha e ganharam lugar cativo na mesa cá de casa.

Mais prendas

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Para o meu Tio M. a prenda deste ano não é bem uma prenda, é mais uma devolução já que o carrinho de brincar que lhe vou dar era dele em pequenino. Eu sou há anos a sua fiel guardiã mas, agora que ele vai ser avô, chegou a hora de o devolver. Juntei umas fotografias dele e da minha mãe em pequenos e pus tudo dentro de uma caixa de bolos, outra das minhas formas preferidas de embrulhar prendas.
Para alguns dos mais crescidos da família, que talvez se lembrem de os usar na escola, as prendas são cadernos escolares e lápis Viarco de duas cores.
A almofada-mala foi a prenda de anos da minha sobrinha mais pequena e talvez venha a fazer mais umas até ao dia 24 porque há poucas coisas mais rápidas de fazer.
O embrulho em tecido é a prenda da minha mãe, que só vou poder mostrar aqui depois do Natal. O efeito-surpresa assim o obriga.

Penha Longa

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O melhor dos últimos dias foi poder admirar o palácio em que esteve instalado o Mercado de Natal da Penha Longa. Uma beleza.
Sempre que fotografo um chão de mosaico hidráulico lembro-me do fabuloso catálogo de imagens que a Rosa tem construído. E arrepio-me com o que ela lá escreveu: muitos daqueles pavimentos já não existem. Restam, felizmente, as imagens.

Dias do Mercado

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Foram quatro dias de animação completa. Pela arena do Campo Pequeno passaram cerca de 55 mil pessoas. Umas dezenas de crianças baloiçaram-se na rena de madeira da R. que levei para me fazer companhia. As minhas alcofas foram mexidas e admiradas por centenas de pessoas. Muitas delas contaram-me histórias deliciosas sobre as alcofas em que dormiram ou que ainda guardam lá em casa do tempo em que os filhos eram bebés. Para mim foi um verdadeiro “descer à terra”, porque às vezes é difícil manter presente que nem tudo passa pela internet e que há muitas, muitas pessoas que nem se lembram de que ela existe.
À equipa do costume, que tornou esta maratona possível, e a todos os que me visitaram, muito obrigada.

Natal ♥

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Navegar é preciso. E sonhar também. Dei um passeio virtual para fazer umas compras de Natal cá para casa. Tudo especial, português e disponível à distância de uns cliques.
Para o João — este livro Serrote.
Para mim — este cinto Machado-Noussnouss.
Para a Joana (a minha enteada) — esta manta, d’A vida Portuguesa.
Para o Sebastião (o meu enteado mais novo) — estes ténis Sanjo.
Para a Leonor — esta touca Wooler.
Para a Rosa — esta boneca Matilde Beldroega.

K.I.S.S. *

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Coisas simples e boas:

— Começar 2011 numa enorme ronha cá por casa. Pijamas, panquecas, livros, desenhos animados e pão feito em casa — foram assim os primeiros dias do ano.

— Receber de prenda de Natal delas (e do pai delas) um catálogo com trabalhos fabulosos de Isidro Ferrer, um designer e ilustrador espanhol.

— Oferecer ao J., que tem um verdadeiro fascínio por burros, este boneco Matilde Beldroega, um trabalho perfeito da Rita Pinheiro.

— Querer este livro já!

* Keep It Simple Stupid

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