Arquivo da Categoria: Papéis
Com as mãos
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Às vezes preocupa-me que não ande a gastar o tempo suficiente a incentivar as minhas filhas a fazerem mais trabalhos manuais. Com uma mãe que tem sempre um trabalho nas mãos, seja em casa, no comboio ou na esplanada, provavelmente elas não têm a mesma curiosidade que teriam se não tivessem a casa cheia de lãs e tecidos e tintas e papéis e espumas e caixas e tudo o que é preciso para fazer o que se queira.
Mas depois, de vez em quando acontecem destas coisas — vêm de casa da avó com um monte de cartões brancos e um saco de retalhos e fecham-se no quarto com a urgência de quem tem coisas importantes para fazer. E saem de lá com isto.
E eu percebo que está tudo bem.
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E, mais uma vez, imitar é bom, que é o que as irmãs mais novas fazem quando olham para o exemplo das irmãs mais velhas.
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Caderno do bebé
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De volta de uns dias a Sul, venho aqui mostrar a última boa ideia da minha mãe. É um caderno e serve para registar o primeiro ano de cada bebé.
Eu nunca consegui ter um livro do género para os meus bebés porque nunca vi um de que gostasse. Aliás, sempre fugi a sete pés de tal coisa porque sempre achei os que vi simplesmente pavorosos. Agora já tenho um para cada filha e, mesmo à distância, porque elas já não são bebés, reconstituirei o primeiro ano de vida de cada uma delas. Vou finalmente poder juntar no mesmo sítio as memórias dos dois anos mais intensos da minha vida. Para mais tarde recordar.
Cada exemplar é encadernado à mão pela minha mãe e cada página foi desenhada pela minha sobrinha Maria, uma designer portuguesa que anda a espalhar o seu talento pelo mundo (ela vai achar isto um exagero mas é a mais pura das verdades).
As duas juntas são uma equipa poderosa.
O resultado é lindo — um caderno para ir preenchendo ao sabor do crescimento do bebé ou puxando pela cabeça para que a memória não fuja. Sem bonecadas patetas, sem conversa delico-doce. Apenas um lindo caderno que apetece mesmo preencher.
Para saber mais, basta espreitar aqui ou no facebook.
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Festa
Ecofont
Desenhei, finalmente, uns cartões novos e usei a Ecofont, um tipo de letra que faz reduzir o consumo de tinta. É gratuita e está aqui.
(via Maria Nogueira)
Na parede
Prendas
Presentes
Parte das prendas está embrulhada e pôde aparecer à luz do dia. E assim começa a adoração aos presentes. Este ano nenhum foi feito à mão porque o tempo não chega para tudo. São só umas gracinhas e o maior investimento ficou para os embrulhos. Nunca prescindo disso. Como de outras vezes, o papel é de revistas já lidas e a fita um cordel branco a lembrar os das pastelarias. Era capaz de passar dias só a escolher a página perfeita para cada embrulho.
Calendário de Natal
Durante anos guardei estes papéis japoneses que uns amigos me ofereceram sem os conseguir usar. São tão bonitos que sempre me pareceu um crime usá-los para embrulhos normais. Há três anos finalmente consegui. Queria fazer um calendário de Natal para a L. e não tinha já tempo para fazer um de pano como tinha pensado. Forrei caixas de fósforos de cozinha com os meus preciosos papéis, pus lá dentro as surpresas e pendurei no tecto da sala uns fios de nylon com uns ganchos metálicos nas pontas que entretanto ficaram para sempre no mesmo sítio e têm sido muito úteis.
A minha ideia era ser um calendário efémero, só para esse ano. Mas não foi o que aconteceu. A L. fartou-se de brincar com as caixinhas e mesmo assim elas conservaram-se em óptimo estado. Guardei-as durante um ano com os enfeites de Natal e no ano a seguir voltei a usá-las porque mais uma vez não houve tempo para o de pano. Percebi que se tinham tornado uma instituição cá em casa quando há uns meses a L. me perguntou pelas caixinhas do Natal.
A grande vantagem deste calendário é que pode ter o número de dias que se queira. Os meus têm tido sempre à volta de dez, doze dias acabando sempre a 23 de Dezembro. Porque nesta altura do ano há sempre falta de tempo e doze caixinhas implicam doze ideias de surpresas + doze prendas pequeninas + doze rebuçados. Já é uma festa.
Embrulhos
Gosto de embrulhar coisas. Sempre gostei. Lembro-me de, muito pequena, estar a embrulhar os livros que queria levar para as férias de Verão. Um por um, com papel de embrulho e fita-cola.
Normalmente não deixo que me embrulhem as prendas que compro nas lojas. Sou eu que o faço depois em casa. Mas também sou capaz de escolher uma loja pelos embrulhos que lá se fazem.
Suspeito que às vezes ofereço prendas só pelo prazer de as embrulhar.
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Sapatos: Os vermelhos da Violeta. E estes – conseguirei resistir-lhes?





























