Prendas
30 Março 2009
Presentes
23 Dezembro 2008
Parte das prendas está embrulhada e pôde aparecer à luz do dia. E assim começa a adoração aos presentes. Este ano nenhum foi feito à mão porque o tempo não chega para tudo. São só umas gracinhas e o maior investimento ficou para os embrulhos. Nunca prescindo disso. Como de outras vezes, o papel é de revistas já lidas e a fita um cordel branco a lembrar os das pastelarias. Era capaz de passar dias só a escolher a página perfeita para cada embrulho.
Calendário de Natal
11 Dezembro 2008
Durante anos guardei estes papéis japoneses que uns amigos me ofereceram sem os conseguir usar. São tão bonitos que sempre me pareceu um crime usá-los para embrulhos normais. Há três anos finalmente consegui. Queria fazer um calendário de Natal para a L. e não tinha já tempo para fazer um de pano como tinha pensado. Forrei caixas de fósforos de cozinha com os meus preciosos papéis, pus lá dentro as surpresas e pendurei no tecto da sala uns fios de nylon com uns ganchos metálicos nas pontas que entretanto ficaram para sempre no mesmo sítio e têm sido muito úteis.
A minha ideia era ser um calendário efémero, só para esse ano. Mas não foi o que aconteceu. A L. fartou-se de brincar com as caixinhas e mesmo assim elas conservaram-se em óptimo estado. Guardei-as durante um ano com os enfeites de Natal e no ano a seguir voltei a usá-las porque mais uma vez não houve tempo para o de pano. Percebi que se tinham tornado uma instituição cá em casa quando há uns meses a L. me perguntou pelas caixinhas do Natal.
A grande vantagem deste calendário é que pode ter o número de dias que se queira. Os meus têm tido sempre à volta de dez, doze dias acabando sempre a 23 de Dezembro. Porque nesta altura do ano há sempre falta de tempo e doze caixinhas implicam doze ideias de surpresas + doze prendas pequeninas + doze rebuçados. Já é uma festa.
Embrulhos
28 Abril 2008
Gosto de embrulhar coisas. Sempre gostei. Lembro-me de, muito pequena, estar a embrulhar os livros que queria levar para as férias de Verão. Um por um, com papel de embrulho e fita-cola.
Normalmente não deixo que me embrulhem as prendas que compro nas lojas. Sou eu que o faço depois em casa. Mas também sou capaz de escolher uma loja pelos embrulhos que lá se fazem.
Suspeito que às vezes ofereço prendas só pelo prazer de as embrulhar.
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Sapatos: Os vermelhos da Violeta. E estes – conseguirei resistir-lhes?







