Transformar

photophoto
Se há coisa de que gosto é de camisas brancas.
Mas isto sou eu. A miúda de nove anos cá de casa não lhes acha grande graça.
E então eu puxo pela cabeça e dou-lhe a volta.
Corto as mangas, debruo-as com fita de viés e mudo os botões.
A Leonor adorou.
E sim, foi com uma destas mangas que fiz esta micro-saia branca.

Coisas-que-tenho-sempre-em-casa

photo
photo
Molduras novas. Porque pôr na parede é uma boa maneira de guardar coisas bonitas:
um desenho da Maria, umas borboletas que uma amiga bióloga me deu, uma fotografia, uma folha que a Leonor apanhou no jardim ou um recorte de uma revista.
Hoje não resisti a estas rosas que vinham na Marie Claire Idées e fui pô-las na mesa de cabeceira da Rosa cá de casa. É uma surpresa para quando ela vier de casa do pai.
Mais coisas-que-tenho-semore-em-casa: 

Um pano

Serve para mil e uma coisas:
1. Para pôr o pão num cesto.
2. Para embrulhar um presente.
3. Para beber um café… e comer um pudim.
4. Para levar os tachos para a mesa em vez de usar travessas (e sujar mais loiça).
A quem já me contou a história do seu brinquedo preferido: muito obrigada!
A quem ainda não o fez: ainda vai a tempo até amanhã à meia-noite.
A quem já deixou o comentário mas não fez like no Facebook: pode fazê-lo agora aqui (e peço desculpa por ser uma chata).

De novo

 
photo 
1. No início do ano comecei um projecto que só acabará no final de Dezembro.
52 semanas = 52 cartas para a minha sobrinha Maria que está a viver em Berlim.
2. Uma ideia para os Domingos: aproveitar as manhãs, em que as entradas são gratuitas, para ir visitar os Museus de Lisboa. Começámos pelo MNAA, com o seu belíssimo jardim virado para o Tejo.
3. Espalhar estrelinhas ou como transformar umas camisolas quentinhas mas sem grande graça em roupa apetecível para as crianças cá de casa.
4. Novas alcofas para novos bebés.

Remendos

photo
photo
photo
Devo ter um gene qualquer de palhaço ou de vagabundo das histórias, para gostar assim tanto de remendos. E gosto deles descarados, bem à vista, sem disfarces.
Confesso que por vezes até fico contente quando as calças delas começam a romper-se nos joelhos. Sim, sou um caso perdido de palhacice aguda.

Fazer durar

photo
Ando naquela fase de inspeccionar os armários e as caixas de roupa de Inverno para decidir o que ainda serve, o que falta e o que é preciso arranjar.
Este casaco da Leonor já está um bocadinho pingão mas resolvi fazê-lo durar mais uns tempos. Cosi-lhe à mão umas cotoveleiras cortadas de uma fazenda azul escura (ela anda há meses a pedir-me um casaco com cotoveleiras e eu percebo-a porque também adoro) e pus-lhe uns botões de madeira novos. Pelo caminho descobri que coser botões com uma lã grossa é mil vezes mais rápido do que com linha, o que foi uma bela descoberta.

Transformar

photophotophoto
De vestido que já não serve a saia nova.
Ingredientes: Fita com rendinha + Elástico + Linha
Receita: Cortar o vestido. Aproveitar a baínha já existente e coser por dentro a nova fita. Fazer uma baínha na parte de cima da saia e enfiar-lhe o elástico com a ajuda de um alfinete de ama. Coser as duas pontas do elástico e fechar a baínha.
Nota: Os botões foram estrategicamente cosidos em cima de uma nódoa e de um buraquinho. O do meio foi só porque me apeteceu.

Banco

photo
photo
photo
Encontrei-o na rua há uns dias. É pesadíssimo, robusto e não abana nem um bocadinho. Precisa de uma pintadela, mas hoje decidi que a Primavera será a melhor altura para o fazer. Enquanto espero por esses dias fiz-lhe uma almofada que dá para usar dos dois lados e atei-a ao banco com trapilho.

Micro-transformar

photo
photophoto
É oficial — estou viciada em transformar roupa que já não serve.
Eu bem tentei deitar fora os bocados que sobraram destas camisolas. Juro que cheguei a pô-los no cesto dos papéis. Mas não aguentei e fui lá buscá-los porque me lembrei do pedido da R. para que fizesse uma mala para a sua boneca nova. E, já agora, um gorro e umas leggings dão sempre jeito.
O problema — a roupa boa cá de casa corre sério risco de vida.
Ilustração: Maria Gil Ulldemolins

Preparar o Inverno

photo
photo
photo
photo
photo
O cheiro da borracha dos sacos de água quente faz-me sempre lembrar a minha Avó Beatriz e a sua enorme casa na Covilhã. É uma recordação de infância muito boa que chega sempre com o frio.
Duas camisolas velhinhas passaram hoje a ser coberturas para os sacos de água quente. Acho que vou comprar mais quatro para termos cada um o seu cá em casa.

Casa

photo
photo
photo
photo
A mesa-de-cabeceira da L. (que dorme na parte de cima do beliche) era a caixa das graxas dos sapatos (que um dia eu encontrei na rua).
Uma sapateira de pano é o depósito de bonecos do quarto delas.
Marquei as toalhas de banho com botões para deixar de haver trocas e confusões.
Tudo feito com a prata  da casa, sem ir à rua comprar o que quer que seja.