Mais uma
30 Setembro 2009
Ando a tropeçar em cadeiras ao virar de cada esquina. No sábado encontrei esta a caminho do Jardim da Estrela e acabou por lá passar a tarde connosco enquanto líamos e apanhávamos sol. Já está a uso mas falta mudar-lhe o assento para ficar como estas.
Reciclar
13 Setembro 2009
Apanhei-as na rua aqui ao lado, alertada pela L. que está feita uma respigadora como a mãe. Só foi preciso mudar-lhes os assentos, que estavam partidos, e forrá-los com este tecido que tenho guardado há muitos anos e que me faz sempre pensar em colchões antigos recheados com palha. Pus uma camada de dracalon por baixo do tecido para ficarem mais confortáveis.
Tive a ajuda preciosa de duas mãos habilidosas. Reciclar a dois é ainda mais divertido.
Respigadora
17 Abril 2009
É o que eu sou – uma respigadora inveterada. Comecei adolescente. Ora bem, digamos assim: nessa altura a minha faceta de respigadora esteve quase, quase a raiar a delinquência. Sinais de trânsito, campaínhas vintage, até um banco de jardim foram levados para o meu quarto, verdadeiro laboratório de experimentação espacial. Ao mesmo tempo que quase enlouquecia a minha mãe (lembro-me de algumas conversas interessantes sobre a ética do espaço público) dei início ao treino do radar que existe no meu cérebro que já me fez encontrar as maiores preciosidades pelas ruas de Lisboa. E não só. No Verão de 2001 eu e o P. trouxemos de Paris uma cadeira estofada dos anos 60, com um pé giratório, linda. E pesadíssima. Encontrámo-la no primeiro dia junto à casa de Paris em que ficámos alojados. Enfiámo-la no carro e viajámos com ela durante os vinte dias que durou a nossa viagem pela Bretanha. Temos uma bela colecção de polaroids com a cadeira vermelha nos sítios mais improváveis – numa marina, numa praia, num elevador.
Este cadeirão estava na rua ao lado da minha. Penso que será dos anos 50 e está em óptimo estado. Limitei-me a fazer-lhe as almofadas. Não é a cadeira mais confortável do mundo porque, para mim, tem o encosto demasiado inclinado mas acho-a tão bonita que tanto me faz.
Transformar
26 Março 2009
De t-shirt do pai a babete da filha.
Tirei outra t-shirt do monte e transformei-a num dos objectos mais úteis do momento cá em casa. Grande, macio e pronto a sujar. Os atilhos foram feitos com os bocadinhos que sobraram da camisa-de-dormir e são a minha parte preferida porque, por serem grossos, são muito confortáveis e bons de atar.
Várias pessoas se espantam com o facto de eu conseguir coser malhas na máquina de costura. Nunca tive grandes problemas mas há algumas coisas que fui percebendo e que agora tenho sempre em conta:
. é mais fácil usar um ponto relativamente largo do que um mais apertado.
. as malhas de melhor qualidade, mais densas, são mais fáceis de coser.
. cortar malhas é muito mais simples com uma tesoura bem afiada.
Borboletas e jornais
25 Março 2009
O Lagartagis é a estufa de borboletas do Jardim Botânico de Lisboa. Depois de uns meses fechado ao público, reabriu no primeiro dia de Primavera. Nós estivemos lá. E a R. foi a guardiã do castelo.
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Amanhã irei ao correio enviar um pacote de jornais para aqui. Quem tem tanta vontade de ler merece este esforço tão pequenino.
Transformar
24 Março 2009
De t-shirt do pai a camisa de dormir da filha.
Fiz tudo a olho, sem molde nem medições. Marquei os lados com um lápis, de forma a reduzir a largura. Cortei, fiz as duas costuras laterais e a seguir adaptei o tamanho das mangas e cosi-as. Ultra simples e rápido.
A primeira que fiz já tem mais de dois anos e está a ficar-lhe apertada. Tenho um monte de t-shirts de óptimo algodão para me divertir. Mais camisas e pijamas são os planos.
Transformar
21 Janeiro 2009
Transformar roupa é a minha mais recente diversão. Uma camisola com gola alta e fecho passou a ser um casaco para uma menina de cinco anos que de momento detesta camisolas. E uma camisola de criança com o decote em V tornou-se um casaquinho com botão vintage para mim. Voilà!
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Em Abril eu já tinha percebido que estava a ficar igual à minha Avó.
Lisboa natal
25 Dezembro 2008
Um dia, há já muito tempo, a minha família dividiu-se em duas. Desde aí o Natal passou a implicar saltitar de casa em casa atravessando Lisboa várias vezes para cá e para lá. Hoje apercebi-me de que essas viagens por Lisboa à noite, com o porta-bagagens cheio de prendas e o cansaço de dois dias intensos, também fazem parte do meu Natal. A grande diferença é que dantes adormecia no carro e era transportada a dormir até à cama e agora sou eu que levo sempre alguém adormecido ao colo.
Presentes
23 Dezembro 2008
Parte das prendas está embrulhada e pôde aparecer à luz do dia. E assim começa a adoração aos presentes. Este ano nenhum foi feito à mão porque o tempo não chega para tudo. São só umas gracinhas e o maior investimento ficou para os embrulhos. Nunca prescindo disso. Como de outras vezes, o papel é de revistas já lidas e a fita um cordel branco a lembrar os das pastelarias. Era capaz de passar dias só a escolher a página perfeita para cada embrulho.
Reciclar
19 Novembro 2008
W.I.P.
6 Maio 2008
A máquina de costura não pára. Mais dodôs para a R., mais saias para a L. que o Verão vem aí e é preciso pôr as pernas a apanhar ar, uma manta em construção.
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O meu lado de respigadora adora encontrar pela casa uma caixa que afinal é uma cama, com restos de espuma que afinal são o colchão perfeito para um bebé fazer a sesta.
























