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Sim, as galochas são giras e fazer casacos de lã grossa para as bonecas é divertido, mas quando é que acabam esta chuva e este frio?
Termina hoje à meia-noite a possibilidade de ganhar esta alcofa. Até lá adorava ler ainda mais umas histórias sobre os vossos brinquedos preferidos. Amanhã anunciarei o vencedor.

Fui…

1. Fui a Cascais e acabei estas duas golas na viagem de comboio.
2. Fui à rua apanhar plantas de uns arbustos selvagens a que só eu ligo.
3. Fui comprar maçãs só porque me apetece olhar para elas.
4. Fui a um casamento e trouxe de lá uma rosa azul.
Não esquecer: até dia 4 de Abril é possível ganhar esta alcofa de bonecas.
É só preciso continuarem a contar-me histórias. Eu estou a adorar!

Nas mãos

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1. Tricotar: mais uma gola. É o meu novo vício. Esta é para o João.
2. Debruar: uma antiga toalha adamascada. Tem a beira esfarrapada. Uma óptima desculpa para o meu vício antigo.
3. Bordar: não percebo grande coisa de bordados mas apetece-me escrever a branco os nomes de nós os sete (o João, eu e os nossos cinco filhos) neste linho que a minha mãe me deu.

Golas

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A primeira foi feita e oferecida à Leonor pela minha sobrinha Maria. Pode-se ver como é simples de fazer aqui.
Fiquei com tanta vontade de experimentar que fiz três de seguida com uns restos de lã que cá tinha. Com botões pequeninos para a Rosa, com um botão grande e antigo para a Leonor, cinzenta e sem nada para mim.
E agora vou ter de ir comprar lãs para fazer umas para os rapazes cá de casa.

w.i.p.

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O casaco da Rosa ainda não tem mangas mas apeteceu-me resolver primeiro a questão do decote. Debruei-o com uma tira de trapilho, o que se revelou um bom truque para quem não tem muito jeito para os decotes em tricot, como é o meu caso.
Mais dois ou três serões e teremos casaco.

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1. Os dodôs novos que amanhã porei na loja.
2. Um vestido que comprei por meio euro, para aproveitar o tecido e os botões mas que, já de tesoura na mão, decidi poupar. Talvez no Verão ainda o use.
3. O livro que a minha mãe ofereceu à Leonor, agora que ela anda a aprender inglês.
4. O casaco que comecei ontem para a Rosa, contagiada pela febre familiar. Já só penso nos botões que lhe hei-de coser.
HELLO AGAIN — Intermediate English Course on Records for young People
James McAllister
Verbo, 1979

Frenética família

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Uma febre de tricot e crochet atacou as mulheres da minha família.
A minha mãe ensinou a neta Maria a fazer tricot. A Maria, que é canhota, ensinou a Leonor, que também é canhota. E eu respirei de alívio por ter sido poupada a torcer os olhos e o cérebro — ensinar uma canhota a fazer alguma coisa que implique agulhas não é tarefa fácil.
Pelo caminho a Maria, que de cada vez que se mexe faz alguma coisa gira, criou um lindo mini-blog a propósito da sua nova actividade preferida. E a minha mãe, para além de ter feito tapetes que ofereceu às filhas e à nora no Natal, fez este puf com trapilho que me ofereceu no dia de anos. Ainda estou de boca aberta com este presente. Não é fabuloso?

Gorros em caixas de bolos

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Para três bebés de um ano, três gorros tricotados à mão com lãs mescladas e minúsculos pompons. Para os embrulhar usei as clássicas caixas das pastelarias que já não são dobradas à mão — como aprendi a fazer em pequena — mas que continuo a achar um belo invólucro para presentes.

casaco novo by you.

casaco novo by you.
  
Recebi este casaco como prenda de Natal da minha mãe. Na verdade a prenda era para a L. mas quando percebemos que lhe ficava demasiado grande eu resolvi experimentá-lo e adorei. A mistura de lãs é a mesma que eu já tinha usado em vários gorros (como este) e o modelo é uma variação dos minúsculos casacos de cabeção (como este) que a minha mãe faz há anos para os vários bebés da família. Agora, mãe, se não for pedir muito, adorava ter um de cada cor. Sim?
 

Quem não tem cão…

♥ knitting by you.

♥ mixing by you.

Eu sabia que gostava muito de tricotar. Desde os cinco ou seis anos, quando aprendi a fazê-lo, tenho ataques regulares e durante umas temporadas tricoto imenso. Nunca fiz nada de verdadeiramente difícil mas já tive várias fases, normalmente temáticas: de cachecóis, de meias, de botinhas de bebé, camisolas minúsculas, médias e uma grande, dezenas de gorros. Grávida da L. bati todos os meus recordes e enchi a casa de mantas grandes e pequenas. A seguir desatei a fazê-las para todos os bebés que apareciam à minha volta.

Quando, em Agosto de 2002, acordei um dia decidida a não voltar a pegar num cigarro, a minha estratégia para o conseguir consistiu num pacote de rebuçados, umas manhãs a nadar na piscina municipal aqui da zona e um saco com lãs e agulhas que me acompanhava para todo o lado. Passei esse Verão a tricotar na praia, nas esplanadas, nas viagens de carro para férias.

O que eu não sabia é que seria capaz de passar um serão inteiro a tricotar com dois lápis depois de descobrir que não tinha as agulhas nº 7 de que precisava para poder transformar estas duas lãs em mais um cachecol. E antes de chegar a esta ideia brilhante muitas hipóteses malucas me passaram pela cabeça: duas varetas de guarda-chuva, duas colheres de pau, até dois molhinhos de esparguete!

Faz de conta II

restos by you.

pintura by you.

Enfiar as mãos nos cestos das lãs e tirar os restinhos que andam lá no fundo há anos. Ter como único critério de escolha dos novelos a espessura dos fios, para poder usar sempre as mesmas agulhas. Enfiar umas 40 ou 50 malhas, nem muito largo nem muito estreito. Desatar a tricotar sem parar, sem saber o que será no fim, tudo a direito, só pelo prazer de dar aos dedos e de ver crescer qualquer coisa. Esta será a minha companhia enquanto faço de conta.

Faz de conta que a minha casa-de-banho não voltou a ficar sem chão, sem sanita, sem sítio onde tomar banho. Faz de conta que isto não é um pesadelo que dura há três meses. Faz de conta. E viva o tricot!