

O tempo que estou a demorar para acabar a manta de retalhos começa a desesperar-me. Talvez porque corro o risco de ela já não vir a servir para tapar a R. dadas as dimensões de uma e de outra.
Na verdade o que eu queria era que os dias tivessem o dobro do tempo. E já agora as noites também. Como não me parece que tal venha a acontecer, o que me apetece mesmo é fazer coisas rápidas, de preferência tão rápidas que se façam no tempo de uma sesta da R. E assim nasce um novo desafio a mim mesma – fazer todos os dias qualquer coisa que fique pronta em menos de uma hora. Durante sete dias.
Estes são os dois primeiros resultados. Um mini-vestido e umas calcinhas (adoro esta palavra. Faz-me lembrar a minha avó que também dizia boa nôte em vez de boa noite e tutu em vez de rabo). Cada coisa demorou menos de uma hora a fazer, uma ontem e outra hoje. As calcinhas demoraram mesmo pouco mais de meia hora e estou muito contente com o resultado. Parece-me a roupa de Verão perfeita para um bebé. Aproveitei para estrear o ponto da máquina de costura indicado para coser elástico, o que não se revelou uma tarefa muito fácil.
Os botões do vestido foram descobertos numa caixa com centenas de botões vintage, quase todos medonhos, numa retrosaria da Baixa. Por estes apaixonei-me porque parecem rebuçados de morango. Vou ficar atenta, não vá a R. decidir comê-los.
Gostar disto:
Gosto Carregando...