Encomenda – parte I

Há uns dias uma amiga fez-me uma encomenda para o seu bebé. Pediu-me, entre outras coisas, dois dodôs como os que fiz para a R. Eu, que só precisava de um bom pretexto como este, resolvi fazer cinco para lhe dar opção de escolha. Os que sobrarem ficarão à espera de novos bebés. Podes escolher, Filipa!

4 e 1/2

Quatro anos e meio é uma idade muito importante, toda a gente sabe. E merece coisas boas para a comemorar: colar coração + tortellini de queijo com tomate cereja (o jantar preferido do momento) + pudim + todos os beijinhos do costume.

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Entretanto vou tratando de uma encomenda especial.

Sétima saia

Não foi em sete dias (oops!) mas aqui termina o desafio das sete saias. Claro que tinha de haver uma de peitilho como várias que tive em pequena.

E aqui um babete para a R. Ontem foi dia de quadradinhos.

Verão


O fim-de-semana foi passado quase todo no jardim. Compras, baloiços, cafés na esplanada, um pic-nic com amigos (com direito a toalha aos quadrados e tudo!) para celebrar o primeiro dia de Verão e por fim sardinhas na tasquinha logo ali ao lado.

Ao contrário de muitas pessoas que sentem o apelo de ir viver para o campo, eu cada vez gosto mais de viver em Lisboa. Talvez porque cada vez tiro mais partido das vantagens de viver aqui. E portanto cada vez sinto a cidade mais à minha medida.

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Para os dias serem ainda melhores do que têm sido só faltava as minhas noites serem passadas a dormir assim tão bem como o Filipe. Depois de duas noites em que a R. dormiu sem interrupções entre a meia-noite e as sete da manhã, há esperança! Afinal duas vezes já pode ser considerado um padrão. Não pode?

FILIPE E O PINCEL MÁGICO
Mischa Damjan + Janosch
Nord-Sud Verlag, Switzerland / Livraria Sá da Costa Editora, 1972
Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa

21

9 livros comprados + 6 livros da biblioteca do costume + 3 livros e 2 dvd’s da nova mediateca de que a L. é sócia + 1 oferecido por uma amiga (e que me trouxe recordações dos meus oito ou nove anos quando me ofereceram um igual a este Babar que ensina francês).

Dodô

Estou cada vez mais contente com os dodôs que fiz para a chucha da R. Têm cumprido a sua função e ficam-lhe muito melhor do que a clássica fralda de pano amarrotada presa à chucha. A tentação de lhe fazer um para cada dia do mês é enorme. Mas eu conseguirei resistir!

Debrum

A manta chega finalmente à sua última etapa, o que fará de mim uma debruadeira nos próximos dias. É um dos momentos que prefiro, talvez por ser o mais familiar. Nunca tinha feito uma manta de retalhos mas já debruei muitas coisas à mão. E gosto. Gosto do fim dos processos, de terminar, de dar o último ponto. E, tal como quando faço tricot, posso debruar sem pensar muito no que estou a fazer. A cabeça pode ocupar-se de mil outras coisas enquanto as mãos se encarregam sozinhas de ir dando conta do trabalho. E de repente quando reparo, está pronto.
DEBRUM – Fita ou cairel com que se guarnece a borda de um tecido; orla; bainha
DEBRUAR – Guarnecer com debrum; pôr orla em; [fig.] ornar; apurar
DEBRUADEIRA – Mulher que debrua

* in Dicionário da Língua Portuguesa – Porto Editora

Barbie bag

Há, provavelmente, poucas coisas tão tontas como fazer um saco próprio para guardar e transportar a Barbie. Mas foi o que eu fiz hoje. Mais precisamente para guardar a Barbie e o Ken, o casal de loiros cá de casa. Talvez o aproximar da Silly Season desculpe este meu desvario. E o que eu me tenho rido para dentro justifica tudo. Eu, que nunca pensei que alguma vez sucumbiria ao apelo de uma Barbie, quanto mais ao do Ken. Quanto mais ao de um saco para os transportar. Viva o Verão e os disparates!

Sábado

Olha mãe, sou um crepe de framboesa!

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Da biblioteca: outro livro de grande sucesso por aqui. Muitissimo divertido. Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa.

ODEIO A ESCOLA!
Jeanne Willis + Tony Ross
Andersen Press Ltd. 2003 / Livros Horizonte 2003

Hot times

Voltar a casa e a Lisboa foi perceber que o país está em polvorosa com a crise dos combustíveis. A situação não está fácil e é preocupante mas convém não exagerar nem aderir a alarmismos. Uns dias sem iogurtes nos supermercados não farão grande mal a uma população com consumo excessivo de lacticínios. E visto de outros pontos do planeta a facilidade com que por aqui se entra em pânico à mais pequena ameaça de escassez deve parecer um bocadinho ridícula.

Muito a propósito: toda a gente sabe que é assim mas não há nada como ver isto.

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O quinto elemento da família esteve na sua outra casa mas já está de volta. É sempre uma festa reencontrar a X.

Vamos passear

Agora que estamos quase no Verão, a Primavera parece que chegou. E nós vamos para o campo descansar que bem precisamos. Os planos são dar muitos mergulhos, fazer pic-nics, ensinar a L. a andar de skate, esticar as pernas e não fazer nada, ler à sombra de uma árvore, comer coisas boas e principalmente respirar fundo. Volto já.

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A Small de Verão já aí está.

Sete meses

Cresce a uma velocidade estonteante. Deitada consegue virar-se sozinha. Já se senta sem apoios, o que a faz parecer ainda mais crescida. Adora que a ajude a pôr-se de pé. E faz verdadeiros discursos a palrar. Descobriu que tem pés e tira as meias para os poder ver melhor. É serena de dia. E uma animação de noite…

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Da biblioteca: o livro do momento cá em casa. Já o devo ter contado umas dez vezes nos últimos dias. História de uma princesa baixinha e muito corajosa. Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa.

A PRINCESA BAIXINHA
[Una Principessa Piccola Così, Ma…]
Beatrice Masini + Octavia Monaco
Edizioni Arka 98 / Livros Horizonte 99