Bonecas

bonecas by you.

boneca indiana by you.

O Natal trouxe novas bonecas cá para casa. Estas são as minhas preferidas.

A primeira veio do Sul da Índia e tem colchão, almofada, saco com muda de roupa e instruções para lhe vestir o sari. Uma perfeição.

A ratinha de sapatos vermelhos tem um casaco de capuz tricotado pela minha irmã que me dá vontade de fazer o mesmo modelo para todos os bonecos cá de casa.

A menina das meias verdes foi feita pela Constança e, ao vivo, é ainda melhor do que parecia na fotografia.

E as duas últimas são da Turquía.

A sorte das miúdas cá de casa, eu incluída.

Lisboa natal

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Um dia, há já muito tempo, a minha família dividiu-se em duas. Desde aí o Natal passou a implicar saltitar de casa em casa atravessando Lisboa várias vezes para cá e para lá. Hoje apercebi-me de que essas viagens por Lisboa à noite, com o porta-bagagens cheio de prendas e o cansaço de dois dias intensos, também fazem parte do meu Natal. A grande diferença é que dantes adormecia no carro e era transportada a dormir até à cama e agora sou eu que levo sempre alguém adormecido ao colo.

Presentes

prendas by you.

prendas by you.

Parte das prendas está embrulhada e pôde aparecer à luz do dia. E assim começa a adoração aos presentes. Este ano nenhum foi feito à mão porque o tempo não chega para tudo. São só umas gracinhas e o maior investimento ficou para os embrulhos. Nunca prescindo disso. Como de outras vezes, o papel é de revistas já lidas e a fita um cordel branco a lembrar os das pastelarias. Era capaz de passar dias só a escolher a página perfeita para cada embrulho.

Da escola

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A nova escola da L. comemorou o Natal de forma diferente da tradicional festa escolar. No caso da classe dela os pais foram hoje convidados a participar numa aula aberta em que as crianças, agrupadas em pares, eram responsáveis por explicar em que consistia cada jogo em que devíamos participar. O tema era “os cinco sentidos” e por isso passámos meia hora a mexer em objectos dentro de caixas sem olhar lá para dentro, a ouvir com atenção para a seguir identificarmos diferentes sons, de olhos vendados tentando perceber o que eram as penas, escovas de dentes e paninhos com que nos faziam cócegas na cara e a escolher de entre muitos desenhos à vista feitos pelos alunos quais correspondiam às conchas dispostas em cima de uma mesa. Muitíssimo divertido. A L., que esteve em risco de não poder estar presente por causa de uma conjuntivite que apareceu ontem, estava radiante e orgulhosa.

Também lá na escola, comprei vários panos de loiça impressos com desenhos de todas as crianças. Consegui identificar o dela rapidamente por causa dos saltos altos que calçam todas as meninas que desenha.

Chuva

chuva by you.

chuva by you.

Isto não estava nada nos meus planos para hoje. Mas vendo com atenção não deixa de ser uma bela chuva.

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Encontrei a R. sentada no chão com um mar de açúcar espalhado à volta e a colher do açúcareiro enfiada na boca. Estamos nesta fase. Acho que chegou o momento de deitar fora o piaçaba.

FIFTEEN DAYS
Jorge Colombo, 2003

Calendário de Natal

calendário de natal by you.

calendário de natal by you.

Durante anos guardei estes papéis japoneses que uns amigos me ofereceram sem os conseguir usar. São tão bonitos que sempre me pareceu um crime usá-los para embrulhos normais. Há três anos finalmente consegui. Queria fazer um calendário de Natal para a L. e não tinha já tempo para fazer um de pano como tinha pensado. Forrei caixas de fósforos de cozinha com os meus preciosos papéis, pus lá dentro as surpresas e pendurei no tecto da sala uns fios de nylon com uns ganchos metálicos nas pontas que entretanto ficaram para sempre no mesmo sítio e têm sido muito úteis.

A minha ideia era ser um calendário efémero, só para esse ano. Mas não foi o que aconteceu. A L. fartou-se de brincar com as caixinhas e mesmo assim elas conservaram-se em óptimo estado. Guardei-as durante um ano com os enfeites de Natal e no ano a seguir voltei a usá-las porque mais uma vez não houve tempo para o de pano. Percebi que se tinham tornado uma instituição cá em casa quando há uns meses a L. me perguntou pelas caixinhas do Natal.

A grande vantagem deste calendário é que pode ter o número de dias que se queira. Os meus têm tido sempre à volta de dez, doze dias acabando sempre a 23 de Dezembro. Porque nesta altura do ano há sempre falta de tempo e doze caixinhas implicam doze ideias de surpresas + doze prendas pequeninas + doze rebuçados. Já é uma festa.

Uf!

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natal by you.

Sobrevivi a vinte dias sem internet. Não foi fácil mas consegui. Uf! A pior parte foi mesmo a dos telefonemas intermináveis para a Zon Tv Cabo. Juro que se alguém me trata por “Senhora Dona Inês Nogueira” nos próximos dias eu grito!

Obrigada pela preocupação e pela persistência das visitas. Olhar para o mesmo post durante tanto tempo e continuar a vir cá espreitar mostra uma fidelidade que me enche de orgulho.

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E agora, o Natal. Instalou-se cá por casa. Com direito a árvore, bolo-rei e enfeites espalhados pela casa toda. Sim, porque a L. já descobriu, como eu, que um rolo de fita-cola pode fazer maravilhas.