Transformar

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Transformar roupa é a minha mais recente diversão. Uma camisola com gola alta e fecho passou a ser um casaco para uma menina de cinco anos que de momento detesta camisolas. E uma camisola de criança com o decote em V tornou-se um casaquinho com botão vintage para mim. Voilà!

Em Abril eu já tinha percebido que estava a ficar igual à minha Avó.

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Mistura

mistura by you.

gorro de mistura by you.

gorro de mistura by you.

Uma das coisas boas do frio: poder dar largas à minha obsessão por gorros enfiados em cabeças de crianças. Gosto tanto que qualquer pretexto é bom para fazer um novo.

Este já tem uns anos. Foi usado pela L. que com um ano fazia questão de andar de gorro quer na rua quer em casa. Agora é da R. que, sendo um super bebé, está quase a precisar de um maior. Vou voltar a misturar estas duas lãs porque adoro a textura e a mistura de tons do resultado final.

[Continua a ser quase impossível fotografá-la quieta. Devo ter tirado mais de trinta fotografias para conseguir esta em que pelo menos se percebe vagamente que se trata de um bebé com um gorro na cabeça. Nada mau!]

Ilustração

ilustração by you.

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Andei a mexer em revistas antigas e descobri uma Pais e Filhos dos anos 90 com uma ilustração minha. Fiz muitas durante uns dois anos mas estranhamente só tenho uma dessas revistas. Fui procurar e encontrei alguns dos originais que não via há anos.

Fiquei com saudades do desafio que era ilustrar cada texto que me davam. Mas principalmente fez-me sorrir o lembrar-me de como era totalmente teórico o conhecimento que eu tinha dos temas da revista – famílias tradicionais versus famílias modernas; a loucura da gestão do tempo quando se é mãe; ser mãe e mulher trabalhadora; qual a melhor forma de mostrar o mundo aos nossos filhos; etc.

Hoje, ao olhar para estas ilustrações, vejo como elas passaram a ilustrar bem a minha vida actual. Até a fita métrica lá está!

O colete

colete by you.

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Usa-se por cima da camisola interior ou do body. E por baixo dos vestidos, camisas ou camisolas. Eu e os meus irmãos, as minhas filhas e os meus sobrinhos, todos os usámos todos os Invernos desde o nascimento até aos três ou quatro anos. O meu pai também se lembra de os vestir. A minha avó paterna, exímia tricotadeira, fê-los para os filhos e depois para os netos. A minha mãe perpetuou a tradição, fazendo-os para os seus netos. Não sei se a minha avó já os teria usado em pequenina. Não sei se outras crianças da Covilhã os usariam ou se foi uma invenção da minha família.

Quando fiquei grávida da L. e a minha mãe desatou a tricotar freneticamente, resisti-lhes durante algum tempo, sem perceber bem a utilidade. Passados uns dias do nascimento, em pleno Inverno gelado, rendi-me à evidência de serem uma grande ideia. A L. usou-os até há pouco tempo. Ultimamente, com o frio que tem estado, tenho pensado que eu própria gostava de ter um.

Faz de conta

de manhã by you.

gorros by you.

Durante um bocadinho – quinze minutos, para ser mais precisa – faz de conta que está tudo a correr muito bem. Tiro a fotografia, sento-me, respiro fundo e tomo o pequeno-almoço. Hoje fi-lo sozinha, depois de as levar à escola. Dormimos em casa de uma amiga e talvez tenhamos de nos mudar mais a sério durante uns dias. Metade do nosso prédio, a nossa metade, tem as paredes ensopadas em água por causa de um cano mal encaixado. Um caos de água que durante meses, talvez anos, se infiltrou devagarinho e que agora resolveu aparecer em todo o seu esplendor. Um caos doméstico espalhado por quatro andares de um velho prédio lisboeta. Veremos como isto se resolverá. Por enquanto bastaram-me estes quinze minutos a fazer de conta para tudo me parecer mais fácil. E, vendo bem, de repente o céu até voltou a ficar azul.