Obsessões

herbário by you.

árvore by you.

violeta by you.

Uma nova e outra mais antiga – o meu herbário, que me faz reparar em árvores em tudo o que é sítio, e os sapatos da Violeta.

LAURENT TOUT SEUL
Anaïs Vaugelade
L’école des loisirs, 1996

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Herbário

herbário by you.

herbário by you.

árvore by you.

Há anos que planeio fazer um herbário. Hoje dei os primeiros passos para o concretizar. Decidi fazê-lo temático – será um mostruário das espécies que existem no Jardim do Príncipe Real. Afinal de contas, é o nosso jardim

Com uma volta rápida pelo jardim confirmei que há umas dezenas de árvores diferentes, para além de arbustos e outras plantas. Para já fico-me pelas árvores. Fotografei as primeiras quatro e trouxe as respectivas folhas para casa. Agora, com a ajuda de uma amiga bióloga, irei descobrir-lhes os nomes e a história. E entretanto ponho as folhas muito direitas entre páginas de jornal e espero que fiquem completamente secas.

Um ano

silent | listen by you.

vespa by you.

Um ano de blog. Começou assim, com os sapatos da Violeta. Parece que foi há muito tempo porque tantas coisas aconteceram entretanto. E parece que foi há pouco tendo em conta a dimensão que este blog ganhou na minha vida. 

Escrever de novo regularmente. Fotografar todos os dias, eu que passei uns anos a estudar para ser fotógrafa e acabei por não o ser. Olhar para tudo com mais atenção. Pensar mais sobre o que vejo. Reparar ainda mais nas coisas pequenas. É também isso que este blog me dá. E depois há as pessoas. Tanta gente, tanta interacção, tantas ideias.

160 posts, 652 comentários, 87.000 visitas. Números entusiasmantes e quase inacreditáveis. Muito obrigada.

WORDS FAIL ME
Teresa Monachino
Phaidon, 2006

Respigadora

respigar by you.

É o que eu sou – uma respigadora inveterada. Comecei adolescente. Ora bem, digamos assim: nessa altura a minha faceta de respigadora esteve quase, quase a raiar a delinquência. Sinais de trânsito, campaínhas vintage, até um banco de jardim foram levados para o meu quarto, verdadeiro laboratório de experimentação espacial. Ao mesmo tempo que quase enlouquecia a minha mãe (lembro-me de algumas conversas interessantes sobre a ética do espaço público) dei início ao treino do radar que existe no meu cérebro que já me fez encontrar as maiores preciosidades pelas ruas de Lisboa. E não só. No Verão de 2001 eu e o P. trouxemos de Paris uma cadeira estofada dos anos 60, com um pé giratório, linda. E pesadíssima. Encontrámo-la no primeiro dia junto à casa de Paris em que ficámos alojados. Enfiámo-la no carro e viajámos com ela durante os vinte dias que durou a nossa viagem pela Bretanha. Temos uma bela colecção de polaroids com a cadeira vermelha nos sítios mais improváveis – numa marina, numa praia, num elevador. 

Este cadeirão estava na rua ao lado da minha. Penso que será dos anos 50 e está em óptimo estado. Limitei-me a fazer-lhe as almofadas. Não é a cadeira mais confortável do mundo porque, para mim, tem o encosto demasiado inclinado mas acho-a tão bonita que tanto me faz.

Quem não tem cão…

♥ knitting by you.

♥ mixing by you.

Eu sabia que gostava muito de tricotar. Desde os cinco ou seis anos, quando aprendi a fazê-lo, tenho ataques regulares e durante umas temporadas tricoto imenso. Nunca fiz nada de verdadeiramente difícil mas já tive várias fases, normalmente temáticas: de cachecóis, de meias, de botinhas de bebé, camisolas minúsculas, médias e uma grande, dezenas de gorros. Grávida da L. bati todos os meus recordes e enchi a casa de mantas grandes e pequenas. A seguir desatei a fazê-las para todos os bebés que apareciam à minha volta.

Quando, em Agosto de 2002, acordei um dia decidida a não voltar a pegar num cigarro, a minha estratégia para o conseguir consistiu num pacote de rebuçados, umas manhãs a nadar na piscina municipal aqui da zona e um saco com lãs e agulhas que me acompanhava para todo o lado. Passei esse Verão a tricotar na praia, nas esplanadas, nas viagens de carro para férias.

O que eu não sabia é que seria capaz de passar um serão inteiro a tricotar com dois lápis depois de descobrir que não tinha as agulhas nº 7 de que precisava para poder transformar estas duas lãs em mais um cachecol. E antes de chegar a esta ideia brilhante muitas hipóteses malucas me passaram pela cabeça: duas varetas de guarda-chuva, duas colheres de pau, até dois molhinhos de esparguete!