Quem não tem cão…

♥ knitting by you.

♥ mixing by you.

Eu sabia que gostava muito de tricotar. Desde os cinco ou seis anos, quando aprendi a fazê-lo, tenho ataques regulares e durante umas temporadas tricoto imenso. Nunca fiz nada de verdadeiramente difícil mas já tive várias fases, normalmente temáticas: de cachecóis, de meias, de botinhas de bebé, camisolas minúsculas, médias e uma grande, dezenas de gorros. Grávida da L. bati todos os meus recordes e enchi a casa de mantas grandes e pequenas. A seguir desatei a fazê-las para todos os bebés que apareciam à minha volta.

Quando, em Agosto de 2002, acordei um dia decidida a não voltar a pegar num cigarro, a minha estratégia para o conseguir consistiu num pacote de rebuçados, umas manhãs a nadar na piscina municipal aqui da zona e um saco com lãs e agulhas que me acompanhava para todo o lado. Passei esse Verão a tricotar na praia, nas esplanadas, nas viagens de carro para férias.

O que eu não sabia é que seria capaz de passar um serão inteiro a tricotar com dois lápis depois de descobrir que não tinha as agulhas nº 7 de que precisava para poder transformar estas duas lãs em mais um cachecol. E antes de chegar a esta ideia brilhante muitas hipóteses malucas me passaram pela cabeça: duas varetas de guarda-chuva, duas colheres de pau, até dois molhinhos de esparguete!

9 thoughts on “Quem não tem cão…

  1. Muito interessante. Eu comecei com barbantes de pacotes da padaria ou da mercearia e palitos para dentes, depois passei a usar duas varinhas do jogo “Pega varetas”, comum entre a criançada carioca* da minha época “1960 e poucos” (imagem em http://www.algazarrabrinquedos.com.br/arquivos/produto/gal_21pega-varetas-g.jpg). Isto era com o que eu tricotava, até que minha mãe comprou novelo de lã e agulhas de verdade! Aprendi fazendo um pé de sapatinho de bebê, quando ganhei as ferramentas, teci um par de sapatinhos cor de rosa para a boneca da minha irmã. Eu tinha então 11 anos de idade. *Carioca é como são chamadas as pessoas nascidas na cidade do Rio de Janeiro, o nome tem origem indígena Tupi (Cari= gente pálida, pele branca. Oca=casa).
    Julia (BR – Rio de Janeiro) 2010abril17

  2. Este é mais um belo exemplo do característico “desenrascanço” dos portugueses!
    O que é preciso é não ficar parado!
    Eu já desisti do tricot… não tenho a concentração suficiente. Perco-me sempre!

  3. Eu adorava conseguir tricotar e fazer outras coisas com as mãos. A minha irmã tambem recorreu ao tricot para ter as mãos ocupadas sem cigarros!

  4. Que ideia fantástica! E eu que deixei tantas vezes de tricotar porque não tinha as agulhas adequadas…se bem que um molhinho de esparguete é capaz de não funcionar.
    E o que se passa com o tricot que nos vicia?

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