Em Évora ainda

évora by you.

évora by you.

évora by you.

évora by you.
 
E cheia de vontade de cá ficar muito tempo.

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Jardins

mão by you.

flores by you.

irmãs by you.

Lembro-me de há uns anos o jardim aqui do bairro ainda ter patos no lago e — a parte mais divertida — galos e galinhas soltos que à noite dormiam nas árvores. Mas isso já foi há muito tempo. No último mês o lago foi limpo e a casota dos patos pintada o que talvez queira dizer que vai voltar a ter inquilinos. Aos poucos — cada vez que vejo a R. bater palmas de felicidade quando sabe que lá vamos ou quando me oferecem flores da florista que lá está aos sábados — vou passando a gostar mais deste jardim embora continue a achá-lo escuro e um bocadinho triste. 

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Hoje disseram-me que o Jardim do Príncipe Real vai deixar de ter tanta relva passando a ter algumas zonas empedradas. Espero que seja só um boato mau.

Roupa lavada

bolas e molas by you.

... by you.

Ora então, a pedido de muitas famílias, aqui vai a explicação de como lavo a roupa sem ter máquina. Muito simples: uma vez por semana encho a banheira de roupa que ponho de molho com detergente em pó. Normalmente há muito poucas coisas que precisem de ser esfregadas. Passo por água e estendo. As roupas maiores — lençóis, toalhas, etc. — enfio num saco e levo para a máquina da minha mãe que entretanto se tornou numa super cool máquina de lavar roupa comunitária. Se há uns anos eu achava que ter uma máquina de lavar em casa era sinónimo de independência e autonomia, agora agrada-me a ideia de rentabilizar os recursos familiares. E como a minha mãe, pelos vistos, pensa o mesmo…

Espero que fique claro que não estou a fazer a apologia do regresso às cavernas. E que adoro novas tecnologias e o conforto que nos podem trazer. Simplesmente, neste momento da minha vida, prefiro mil vezes ter uma cozinha simpática com espaço para uma mesa e cadeiras (esses, sim, objectos vitais cá em casa) a ficar sem espaço para nada. E, entretanto, tem sido uma bela surpresa descobrir, passados três meses a experimentar, que se pode viver muito bem sem uma máquina debaixo do nosso tecto, coisa que eu achava impossível há pouco tempo atrás.

Chuva

chuva by you.

túnel by you.

Se há coisa de que gosto quando começa o tempo de chuva é contrariar a tendência generalizada das pessoas se fecharem mais em casa e em espaços fechados. Gosto das escolas que continuam a levar as crianças para o recreio, apesar da chuva. Gosto de ver crianças nos parques infantis, apesar da chuva. E gosto muito de galochas, gabardinas, gorros e chapéus-de-chuva. Chapinhar nas poças e apanhar chuva no nariz são das poucas vantagens que vejo nas estações frias.