Três anos

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Foi bom o dia. Ela está feliz por estar tão crescida.
A mim está a custar-me — um bocadinho mais do que eu esperava — aceitar que o meu segundo bebé já não o é. E, no entanto, continuo a dizer-lhes que serão sempre, sempre os meus bebés.

As prendas para amanhã

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. Uns sapatos a que não resisisti a forrar as palmilhas com tecidos diferentes. Ficam muito mais divertidos e talvez a ajudem a deixar de sair da escola com os sapatos calçados (por si) ao contrário. Confesso que estou com vontade de fazer isto aos meus sapatos também.

. Um micro-bebé numa micro-alcofa. Quem vive praticamente numa oficina de alcofas merece ter uma destas só para si.

. Um livro adorável de Taro Gomi, Já para o banho!, para uma menina que nunca quer ir para a banheira e depois nunca quer sair de lá.

. Uma tiara inspirada nesta coroa e feita com feltros de lã comprados na Retrosaria.

. Uma mochila para substituir a que se estragou e de que precisa para levar as coisas importantíssimas com que quer sempre sair de casa (por exemplo: uma ovelha com uma mini-almofada e uma mini-tapada + um bloco e  uma caneta + 2 livros + um pacote de lenços de papel mesmo sem estar constipada + …). E para trazer cheia da rua (com, por exemplo: 20 folhas de árvore secas + 2 pinhas + 4 paus + um queque embrulhado que eu insisto em deixar-me convencer a comprar e que ela nunca come + 3 postais postalfree muito bonitos, mãe).

K.I.S.S.*

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Coisas simples e boas:
. Receber uma pilha de livros com capas lindas. Uns para ler, outros para reler. Devorei o “Um homem não chora” de Luis de Sttau Monteiro e fiquei intrigada — como é que um livro de 1960 que faz uma crítica descarada dos costumes hipócritas e opressivos da sociedade portuguesa da época, passou na censura? Vou investigar.
. Estar sempre a descobrir preciosidades em Lisboa, como as caixas de correio de um consultório médico. Viva a minha máquina fotográfica!
. Contribuir para a felicidade de  meninas pequeninas com alcofas de bonecas divertidas.
* Keep It Simple Stupid

Caixotes e marmelada

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Muitas encomendas enviadas ontem = menos caixotes espalhados pelas casa. Uf!
A primeira marmelada deste ano. Para quem pensa que fazer marmelada é um bicho de sete cabeças, como eu pensei durante anos, aqui fica a receita de Marmelada Rápida* que costumo seguir e que resulta sempre bem:
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1 kg de marmelos preparados
1 kg de açúcar
1 dl de água
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Lavar os marmelos. Cortá-los aos pedaços, tirando as partes estragadas e os caroços. Pôr na panela de pressão ou numa panela normal. Juntar o açúcar e a água. Ferver 15 minutos, depois de atingida a pressão (na panela de pressão) ou cerca de 45 minutos (numa panela normal tapada). Reduzir a puré com a varinha. Deitar em tigelas cobrindo com papel vegetal molhado em álcool.
* Receita do livro “Conservas, compotas e xaropes” de Maria Emília Abreu Semedo

 

Resultado

A vencedora do sorteio da Collégien é a Sofia, que vai poder escolher o par de pantufas que quiser da enorme colecção da Collégien. Parabéns!

Se não fosse um sorteio, eu escolheria — entre os 103 comentários que aqui foram deixados (obrigada!) — este, do João Milagre, como o mais bonito de todos:

“Vivo numa casa velhinha e por respeito descalço-me e deixo que as rugas da madeira macia acariciem os meus pés.”

Do atelier

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Três mantas de bebé com almofadas acabadinhas de sair do forno do meu atelier. Uma já se foi mas as outras duas estão disponíveis aqui. Duas já se foram mas uma continua disponível aqui.
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Hoje até à meia-noite ainda vão a tempo de participar  no sorteio da Collégien! Amanhã anunciarei o vencedor.
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Dos dias

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Se há coisa boa no Outono são as folhas caídas das árvores. Eu adoro pisá-las e ouvir-lhes o som seco. A R. inaugura exposições ao ar livre.
Fomos ao Doclisboa e levámos a R. que se estreou numa sala de cinema e aguentou valentemente uma curta e uma longa metragens, sem pestanejar.
Quem não participou no sorteio da Collégien ainda vai a tempo de o fazer até sexta-feira à meia-noite!

No caminho para a escola

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Há sempre tempo para imensas coisas divertidas. Eu tiro fotografias às coisas que as deliciam no momento — as galochas amarelas da L. ou os collants às riscas que são o último fascínio da R. — e, por vezes, até eu sou fotografada (embora me cheire que a ratinha da R. é que é a estrela da fotografia).
Na volta, já sozinha, sou eu que me encanto com coisas pequenas, como as vassouras desta drogaria que me apetece sempre trazer para casa.
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Muito obrigada pela participação no sorteio da Collégien. Tenho-me divertido imenso a ler os comentários sobre pantufas e pés descalços. Quem ainda não comentou vai a tempo de o fazer até dia 22 de Outubro!
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Collégien | Giveaway

A Collégien, que eu já tinha mostrado aqui que é uma marca que eu adoro, teve a simpatia de oferecer um par de meias/pantufas aos leitores do meu blog.
Há imensos modelos lindos (a dificuldade é escolher) e números do 20 ao 45, ou seja, há para todos os gostos e tamanhos. Quem ganhar escolhe o par que quiser.
Para tal só têm de me deixar um comentário a este post dizendo-me — eu sou curiosa — como gostam de andar em casa: de sapatos, de meias, descalços, de pantufas, de galochas…
Eu dou uma ajuda e falo por mim:
. Um dia quero instituir o hábito de deixar os sapatos à porta de casa, como fazem os nórdicos. Mas ainda não cheguei lá.
. No Verão adoro andar descalça.
. Talvez por trabalhar em casa, sou incapaz de o fazer de pantufas. Dão-me um sono terrível e fazem-me sentir tudo menos um ser profissional.
Têm até 22 de Outubro para tentar a vossa sorte. Nesse dia farei um sorteio entre os comentários e anunciarei o vencedor. Não esquecer — o Natal está quase aí. Podem sempre oferecer uma prenda a alguém.
I’ve told you before how much I love Collégien and now I’m happy to announce that they’ve been kind enough to give away a pair of socks/slippers to one of the readers of this blog.
There are many lovely designs to choose from (it’s actually hard to choose!) and the sizes go from 20 to 45, which means you’re bound to find something that fits both your taste and your feet. Whoever wins this giveaway will be able to choose whichever pair takes their fancy.
To participate, all you have to do is tell me what is your feet attire in your home (I’m a curious person!): do you walk around wearing shoes, socks, slippers, wellies, barefoot…?
I’m going to help you out here:
. One day I’d like our family to adopt the Nordic habit of taking off our shoes when we enter the house. But I don’t think we’re ready for that yet.
. In Summer I love to walk around barefoot.
. Maybe it’s because I work from home, but I just can’t work in my slippers. They make me sleepy and I don’t feel professional at all.
You have until the 22nd of October to try your luck. On that day I’ll randomly pick a winner among all the comments. Don’t forget that Christmas is just around the corner so you can offer someone a present.
Photo © Collégien

No meu bairro

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Há prédios sem graça nenhuma que passam a ser bonitos só por causa de uma tinta nova com uma cor inesperada.
Há sempre umas prendas criteriosamente colocadas numa esquina ou num cantinho à espera de serem levadas. Como um chapéu de chuva para um gigante, por exemplo.
Há boas ideias, como tapar os vidros de uma loja enquanto se muda o conteúdo das montras com simples folhas de revistas. Que divertido que fica.

Domingo bom

Almoço numa casa cheia de livros e comida boa que nos recebe sempre tão bem.
Tarde no Guincho — chegar à praia de galochas e sair de lá com os pés salgados e cheios de areia é uma das melhores coisas que se pode fazer no Outono.

No Convento do Carmo

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Fomos, mais uma vez, ver o Coro Infantil da Universidade de Lisboa. Desta vez o concerto foi nas maravilhosas ruínas (até acho mal chamar ruínas a um sítio tão majestoso) do Convento do Carmo.
Gosto muito de coros. E este é especial porque é muito bem dirigido pela maestrina Érica Mandillo. Apesar de ser um coro de crianças é de um profissionalismo muito pouco comum e para nós é sempre comovente porque tem lá a Constança que ainda é uma menina mas já tem alma, corpo e voz de artista. Foi muito bom.

O meu pai

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O meu pai tem um assobio de chamamento para os filhos. Sempre teve. É uma musiquinha de apenas duas notas que nos põe, a mim e aos meus irmãos, imediatamente de orelhas no ar à procura da origem do som, seja onde for que estejamos. Já vi amigos meus ficarem de cara à banda por me ouvirem dizer no meio de uma multidão — O meu pai está cá. E depois encontrá-lo pelo som do seu assobio num sítio onde se diria ser impossível encontrar quem quer que fosse. Também já foi muito útil: em pequeninos houve várias vezes que nos perdemos (em pequeninos passámos muito tempo no meio de multidões, a comemorar os novos tempos — a verdade é essa) e fomos encontrados com o assobio do meu pai.

Talvez por isto eu tenha tanta mas tanta pena de não conseguir assobiar.

Porque em pequena tinha uma imagem na cabeça que correspondia à pessoa despreocupada e destemida que eu queria ser — género Tom Sawyer a assobiar ao longo das margens do Rio Mississippi enquanto dava pontapés em pedrinhas.

E, agora que tenho filhas pequeninas, adorava fazer o mesmo que o meu pai continua a conseguir com os seus filhos matulões — vê-las correr radiantes para mim com o simples som de duas notas.

Cores

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“Se nos perguntarem: ‘Que significam as palavras vermelho, azul, preto, branco?’, podemos, bem entendido, mostrar imediatamente coisas que têm essas cores. Mas a nossa capacidade de explicar o significado dessas palavras não vai além disso.”
Ludwig Wittgenstein *
Pela minha parte, só sei do fascínio imenso que elas em mim exercem e de como cada vez tenho mais consciência de que ando sempre, sempre em busca da conjugação perfeita entre elas.
* DICIONÁRIO DAS CORES DO NOSSO TEMPO. SIMBÓLICA E SOCIEDADE
Michel Pastoureau
Editorial Estampa, 1997