Os meus objectos

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Tenho a sorte de ter um atelier só para mim nesta casa de tantas pessoas. Mas como é pequeno, tudo o que lá devia caber acaba por se espalhar pela casa obrigando-nos muitas vezes a fazer verdadeiras gincanas por entre alcofas, caixotes de cartão, placas de espuma, cestos com enchimento para as almofadas, placas de contraplacado, rolos de dracalon e tudo o mais de que preciso para fazer as minhas alcofas.
Eu divirto-me com os objectos do J. Tenhamos esperança de que ele acha alguma graça à minha tralha.

Objectos

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Quando duas pessoas adultas como eu e o J., já com filhos (5!), outras vidas e outras casas nos seus passados, começam a viver juntas, dá-se um fenómeno de multiplicação da matéria que pode ser — e no nosso caso foi — um bocadinho asfixiante, para não dizer assustador.
Foi preciso decidir, escolher, dar e guardar muitas coisas que tinhamos repetidas ou que, simplesmente, já não faziam sentido na nossa vida nova.
Mas a parte boa desta fase foi descobrir objectos do J. que passaram a fazer parte dos meus dias e que me divertem sempre que olho para eles.
E depois a cereja em cima do bolo: a coincidência de os dois termos herdado as argolas de guardanapo que usamos todos os dias — eu a da minha avó M. e ele a do seu avô L.

Domingo

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A promessa de a acabar até ao fim de Agosto não foi cumprida mas agora é que a manta da L. está quase, quase pronta. O debrum faz as minhas delícias e, pelo visto, gosto mesmo de pintinhas porque na hora de escolher não resisti a estas Collégien azuis salpicadas. Chegaram há dois dias pelo correio.

Dos livros

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No livro que estou a ler — “Um Homem: Klaus Klump”, de Gonçalo M. Tavares — encontrei isto, que me fez sorrir:
“Os meninos com um caderno em branco ficam contentes. O importante na infância são as tentativas.”
É tão verdade. Eu só acrescentaria que na idade adulta também.