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Nos dias que correm entro tão pouco em lojas e reduzo de tal forma o consumo ao estritamente necessário que fazer várias compras no mesmo dia tem um certo sabor a festa. E a verdade é que eu sempre adorei encontrar pechinchas e bisbilhotar alfarrabistas. Uma vassoura para a casa nova da minha mãe, seis cadeados antigos por 30 cêntimos cada, um dicionário ilustrado de francês dos anos 60 por 1 euro e um exemplar de Noites Brancas (numa edição muito mais bonita do que a que li há anos) também por 1 euro foram as descobertas que fiz num passeio a pé aqui pelo bairro.

Quando eu era pequenina…

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A minha Avó Mimi fazia micro-roupas (costuradas com a mesma perfeição da roupa a sério) para as minhas bonecas;

Havia lá em casa este livro que explicava a obra de Chagall às crianças;

Tinhamos por todo o lado autocolantes e crachats contra a energia nuclear.

Agora que já sou crescida, recupero para as minhas filhas o legado da sua bisavó, os livros que os seus avós acharam importante mostrar aos filhos deles e volto a pôr na parede a resposta simpática mas categórica — NÃO, OBRIGADO!

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