A chucha

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Há uns tempos uma grande amiga disse-me que a sua filha mais nova tinha tido, em pequena, uma relação íntima com a sua chucha. E é verdade, algumas crianças têm-na. A minha filha R. tem tido. Nos seus primeiros dias de vida fui aconselhada pela pediatra a tentar encontrar uma chucha que lhe agradasse, já que as primeiras duas tinham sido rejeitadas categoricamente e ela, para além de chorar desalmadamente, chuchava na própria língua fazendo uns estalinhos deliciosos (de que agora até tenho saudades).
À terceira a coisa pegou e ela tornou-se uma fã incondicional, sem esquisitices ou preferências — todas eram boas.
Não sei se foi a decisão certa. Nunca se sabe.
Nestas férias fechámos mais um ciclo e ela foi a grande protagonista da semana ao decidir que era o dia certo e ao pegar pela sua mão na chucha que adorava e atirá-la (do meu colo, porque no último segundo teve um momento de hesitação) para o maior contentor de lixo que já vi. Teve direito a palmas da família, a almoço de celebração e a prenda da Tia S. (que foi uma ajuda preciosa, acima de tudo pelo seu entusiasmo).
Tudo totalmente merecido, minha pequenina valente Rosa.
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O último bibe

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Quando a L. foi para a a sua primeira creche eu tive uma crise (hm… uma birra de mãe) de revolta contra o bibe que ela teria de passar a usar. Agora parece-me um pouco ridículo mas a verdade é que não me apetecia vê-la diluir-se e tornar-se apenas mais uma no meio de um pequeno rebanho, e não conseguia sequer entender o cliché do uso de bibes cor-de-rosa para as meninas e azuis para os meninos. E a verdade também é que me apetecia imenso fazer-lhe um bibe diferente dos outros e isso não era simplesmente permitido.
E ela lá foi. E passados uns dias eu — encantada e descansada com a creche que sempre tratou tão, tão bem das minhas filhas — estava rendida às vantagens do bibe. Primeiro pela razão óbvia de poupar a roupa e evitar algumas lavagens e depois porque — surpresa! — a L. adorava vesti-lo.
Entretanto até passei a achar que o bibe ajuda um bocadinho na integração das crianças numa nova escola — principalmente na primeira da vida — porque as faz sentir parte integrante de um grupo com uma importância diária fundamental nas suas vidas.
Há uma semana acho que lavei um bibe pela última vez. Em Setembro a R. vai para a escola da irmã. Sem bibe, porque lá não são usados. E eu, inesperadamente, dou por mim com um bocadinho de pena por estar a encerrar mais um capítulo na minha vida de mãe — o dos bibes.
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Foi assim

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Agora sim — a casa foi inaugurada. E muito bem — com primos para brincar com os utensílios guineenses da avó; petiscos todos os dias; açoteia usada de mil maneiras (com o seu tecto de caninhas que me orgulho de ter montado) e praia de manhã, ao fim da tarde e até à noite com os adultos sentados na esplanada colada à areia onde os quatro primos brincaram ao luar. Foram poucos dias mas souberam mesmo, mesmo a férias. Viva a casa nova! Obrigada, mãe.

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