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Quando a L. foi para a a sua primeira creche eu tive uma crise (hm… uma birra de mãe) de revolta contra o bibe que ela teria de passar a usar. Agora parece-me um pouco ridículo mas a verdade é que não me apetecia vê-la diluir-se e tornar-se apenas mais uma no meio de um pequeno rebanho, e não conseguia sequer entender o cliché do uso de bibes cor-de-rosa para as meninas e azuis para os meninos. E a verdade também é que me apetecia imenso fazer-lhe um bibe diferente dos outros e isso não era simplesmente permitido.
E ela lá foi. E passados uns dias eu — encantada e descansada com a creche que sempre tratou tão, tão bem das minhas filhas — estava rendida às vantagens do bibe. Primeiro pela razão óbvia de poupar a roupa e evitar algumas lavagens e depois porque — surpresa! — a L. adorava vesti-lo.
Entretanto até passei a achar que o bibe ajuda um bocadinho na integração das crianças numa nova escola — principalmente na primeira da vida — porque as faz sentir parte integrante de um grupo com uma importância diária fundamental nas suas vidas.
Há uma semana acho que lavei um bibe pela última vez. Em Setembro a R. vai para a escola da irmã. Sem bibe, porque lá não são usados. E eu, inesperadamente, dou por mim com um bocadinho de pena por estar a encerrar mais um capítulo na minha vida de mãe — o dos bibes.
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