Homemade

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Tenho sempre no frigorífico um frasco com cenouras e mel. Alguém me ensinou que era bom para a tosse e a verdade é que evito muitas vezes usar os xaropes da farmácia, com a vantagem de as miúdas adorarem.
Esqueci-me de comprar detergente para a máquina da roupa e a Violeta resolveu a questão em 5 minutos, ralando uma barra de sabão. Funcionou perfeitamente e quase apostaria que este sabão tem muito menos químicos do que os detergentes mais modernos. Vou investigar.

Facebook

Não gosto muito do Facebook. Talvez seja por ter um blog que já me ocupa o tempo e a cabeça de forma mais do que suficiente. Ou então por estar cansada do excesso de informação que me rodeia. Talvez seja pelas duas coisas.
Por outro lado, lembro-me de algumas coisas a que não aderi logo e que mais tarde se revelaram úteis, interessantes ou simplesmente divertidas. E por isso tenho dado ao Facebook o benefício da dúvida mantendo lá a minha página aberta (embora semi-morta) e dando umas voltas pelas páginas dos amigos.
E depois há dias em que passo por lá e vejo coisas que me encantam ou inspiram ou me fazem rir. Como as fotografias da minha sobrinha Maria ou os desenhos da Joana.
E num segundo fica claro que valeu a pena ir lá espreitar.
Fotografias: © Maria Nogueira / © Joana Villaverde

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Pergunto-me se o prazer que tiro dos trabalhos manuais não terá nascido do meu fascínio absoluto pelos materiais e ferramentas que uso para os concretizar. O facto de ter três dedais e de não usar nenhum pode ser uma pista para encontrar a resposta.

A crise ao jantar

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1. Na hora de ir para a mesa pedimos às crianças para irem apagar alguma luz que esteja acesa no resto da casa.
2. Embora implique um grande gasto de energia, cozinhar no forno é muito prático porque se suja muito menos loiça. Tento usá-lo apenas quando jantamos os seis e muitas vezes faço duas coisas de uma vez — tarte + bolo, duas tartes, bacalhau + tarte, por exemplo.
3. Vegetais, só portugueses.
4. Água da torneira. Pelo menos em Lisboa, esta é a água mais controlada e, por isso, a mais segura e saudável. Ideal para quem gosta tanto de jarros como eu.
5. Há anos que só uso guardanapos de papel nas festas. É menos uma coisa para comprar e deitar fora, e um óptimo pretexto para usar as argolas de guardanapo que já eram dos nossos avós.
6. Percebi há pouco tempo que se a fruta estiver à vista e for em grande quantidade as crianças cá de casa comem-na mais. Por isso agora temos sempre cestos e caixas de fruta espalhados pela mesa.
7. Gosto muito de toalhas de mesa mas, principalmente no Inverno, dispenso a trabalheira (e o gasto de água e electricidade) que dá lavar, estender e passar a ferro. As toalhas ficam para os dias especiais.

Natal ♥

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Navegar é preciso. E sonhar também. Dei um passeio virtual para fazer umas compras de Natal cá para casa. Tudo especial, português e disponível à distância de uns cliques.
Para o João — este livro Serrote.
Para mim — este cinto Machado-Noussnouss.
Para a Joana (a minha enteada) — esta manta, d’A vida Portuguesa.
Para o Sebastião (o meu enteado mais novo) — estes ténis Sanjo.
Para a Leonor — esta touca Wooler.
Para a Rosa — esta boneca Matilde Beldroega.

Prendas

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Três prendas que a R. recebeu nos anos e que são perfeitas para quem tem quatro anos.
Um baralho de cartas para criar monstros com uns desenhos muito divertidos. Vem com um marcador, para apagar e voltar a fazer.
Um clássico do mesmo autor do “A árvore generosa”, igualmente bonito mas menos triste.
E um livro óptimo para quem está, como ela, com um verdadeiro fascínio pelo alfabeto. Encontrei-o, em segunda mão, por 50 c.

Melrinhas

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Conheço esta chita desde sempre. A minha mãe comprou-a há muitos anos mas nunca chegou a usá-la. Em adolescente eu achava-a pavorosa. Tanto quanto agora a acho magnífica.
Há uns meses passou a ser minha (sou uma sortuda) e usei-a aqui. Só um bocadinho, porque as coisas boas devem durar muito tempo. Pelos vistos não cheguei a abrir totalmente a peça de tecido. Hoje, quando o fiz, descobri esta etiqueta, ali escondida todos estes anos. Melrinhas parece-me um nome mais do que perfeito.
E a minha caixa métrica tem, finalmente, as prateleiras forradas.

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Os livros da minha infância voltam a saltar das estantes. E, por causa deles, eu tenho de explicar à L. que dantes as pessoas falavam assim: “Não tenho irmãos e por isso farei de conta que vós sois meus irmãos. Sois felizes por vos terdes um ao outro”.
A última que conheci foi a minha Avó Beatriz.

A crise ao pequeno-almoço

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 …
1. Laranjas, só portuguesas. As da África do Sul, que tenho visto no supermercado, podem ser muito boas, mas para serem comidas na África do Sul, sem terem de mudar de continente.
2. Como tão cedo não farei viagens para o estrangeiro, mato as saudades de Paris com o delicioso pão daqui.
3. Em vez de tomarmos o pequeno-almoço na rua, como às vezes nos apetecia, faço um bolo ou panquecas. Passa logo a parecer dia de festa. A L. é a minha assistente para as panquecas. A R. já é uma especialista no bolo de iogurte.
4. Já não compro jornais todos os dias mas, se não queremos que os jornais impressos acabem (e eu não quero), convém que alguém os compre. E, para mim, continua a ser a melhor forma de ir sabendo do estado do mundo.
5. Combinámos que, pelo menos até Dezembro, não acenderemos os aquecedores. Até lá temos muitas mantas e sacos de água quente espalhados pela casa.
6. O melhor antídoto para a neura que eu conheço: fazer muitas coisas que me dêem prazer. Acabo de descobrir mais uma — o crochet.

Crochet

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À tarde vi, em casa da minha mãe, o lindo tapete que ela fez para a cozinha. Em dez minutos ensinou-me o ponto básico de crochet. Ao serão peguei no cesto dos trapilhos e nas agulhas novas e pus-me a fazer experiências. Às cinco da manhã — quando finalmente consegui obrigar-me a ir para a cama — tinha feito um porta-molas, uma base para chávenas, um cesto perfeito para o Capuchinho Vermelho, um porta-vasos para o cacto da L. e um penduricalho com um guizo dentro a que só me ocorre chamar Trambolho de Natal.
Acabei com quase todo o trapilho que tinha em casa e não consigo parar de me perguntar — mas porque é que eu nunca tinha tido vontade de experimentar fazer crochet? Sinto que abri uma porta enorme. Do lado de lá está um mundo de coisas novas a experimentar. Iupi!