CADERNO BRANCO

A crise ao pequeno-almoço

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1. Laranjas, só portuguesas. As da África do Sul, que tenho visto no supermercado, podem ser muito boas, mas para serem comidas na África do Sul, sem terem de mudar de continente.
2. Como tão cedo não farei viagens para o estrangeiro, mato as saudades de Paris com o delicioso pão daqui.
3. Em vez de tomarmos o pequeno-almoço na rua, como às vezes nos apetecia, faço um bolo ou panquecas. Passa logo a parecer dia de festa. A L. é a minha assistente para as panquecas. A R. já é uma especialista no bolo de iogurte.
4. Já não compro jornais todos os dias mas, se não queremos que os jornais impressos acabem (e eu não quero), convém que alguém os compre. E, para mim, continua a ser a melhor forma de ir sabendo do estado do mundo.
5. Combinámos que, pelo menos até Dezembro, não acenderemos os aquecedores. Até lá temos muitas mantas e sacos de água quente espalhados pela casa.
6. O melhor antídoto para a neura que eu conheço: fazer muitas coisas que me dêem prazer. Acabo de descobrir mais uma — o crochet.
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