Frenética família

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Uma febre de tricot e crochet atacou as mulheres da minha família.
A minha mãe ensinou a neta Maria a fazer tricot. A Maria, que é canhota, ensinou a Leonor, que também é canhota. E eu respirei de alívio por ter sido poupada a torcer os olhos e o cérebro — ensinar uma canhota a fazer alguma coisa que implique agulhas não é tarefa fácil.
Pelo caminho a Maria, que de cada vez que se mexe faz alguma coisa gira, criou um lindo mini-blog a propósito da sua nova actividade preferida. E a minha mãe, para além de ter feito tapetes que ofereceu às filhas e à nora no Natal, fez este puf com trapilho que me ofereceu no dia de anos. Ainda estou de boca aberta com este presente. Não é fabuloso?

Os bebés

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Freya, Henrique, Maria Luísa, Henrik, Artur e Inês.
São seis dos bebés das minhas alcofas. Quatro são portugueses e vivem cá. Um é americano e vive na Califórnia. Outro é neo-zelandês e vive no país antípoda de Portugal.
Fico mesmo feliz quando vejo estas fotografias.

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Faço hoje mais um ano e continuo a ser a mesma criançola de sempre. Passo a explicar:
– Se pudesse escolher um carro entre todos os que existem no planeta, eu escolhia este, que vi há uns dias no Príncipe Real. Com ar de bombom que se leva no bolso, de um azul que me faz feliz e com os estofos vermelhos.
– Tenho no pulso o relógio da minha filha de oito anos, cheio de bonecos e cores. Porque um relógio só serve para se ver as horas mas já agora pode pôr-me bem-disposta quando olho para ele.
– Inventei um lema para as minhas filhas — só haver meias desirmanadas para calçar de manhã não é um problema, antes um sinal de que o dia vai ser divertido (a vantagem de se ser adulta é que se pode inventar estas coisas pois as crianças acreditam e, ainda por cima, ficam felizes).
– Desço as escadas do meu prédio aos saltinhos, quando estou contente. Quando estou chateada, não.

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Passados dois anos, voltei a receber pegas no Natal e fiquei toda contente por saber que a sua criadora, agora com 103 anos (!), continua a fazê-las umas atrás das outras.
A minha irmã apareceu com uma pilha de pegas de todas as cores e distribuiu-as generosamente pela família. As da minha mãe saltaram logo para a mesa de Natal. As minhas juntaram-se às que já tinha e ganharam lugar cativo na mesa cá de casa.

♥ micro

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1. Um burro de prata que a Joana, minha enteada, me deu.
2. Os corações que a Rosa fez com o meu burel quando me apanhou distraída.
3. As chavénas das bonecas em que a Rosa nos serve café verdadeiro depois do jantar.
4. Uma pedra que a Leonor trouxe de casa do pai para mostrar à professora quando andavam a estudar a Pré-História.
5. Os minúsculos lápis que o João usa para fazer sudokus.
6. Os bonecos de maquetes que um amigo arquitecto ofereceu à Leonor.
7. Os meus brincos, desirmanados e sempre à espera do dia em que aparecem os pares.
8. O carrinho de linha em dois tons que um dia a Rosa me ofereceu e que, por ser tão bonito, ainda não consegui estrear.

8

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Ter 8 anos é estudar Magritte e os surrealistas, mas também dormir agarrada ao gato novo que a mãe fez (que afinal acabou por ser feito em tecido e não em tricot).
Quanto a mim, continuo a delirar com fazendas boas para mantas. Esta também já está aqui.

Banco

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Encontrei-o na rua há uns dias. É pesadíssimo, robusto e não abana nem um bocadinho. Precisa de uma pintadela, mas hoje decidi que a Primavera será a melhor altura para o fazer. Enquanto espero por esses dias fiz-lhe uma almofada que dá para usar dos dois lados e atei-a ao banco com trapilho.