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Tive uma ideia — este blog também pode servir para matar umas curiosidades que eu cá tenho. Esta é a primeira:
Não gosto de pessoas que não respondem quando entro num elevador e digo bom-dia. Quando eu era pequenina ensinaram-me que era assim que se fazia. Agora que sou crescida descubro que à maior parte das pessoas não ensinaram a mesma coisa. E portanto eu digo bom-dia e levo com o silêncio. E o que mais me irrita é a seguir ter de ficar ali, lado a lado, por uns minutos que seja, com a pessoa ou as pessoas que ostensivamente se recusaram a responder-me. E fico a pensar — no que estarão a pensar neste momento? Que eu sou um bocado esquisita por os ter cumprimentado? Que era o que faltava desejarem um bom dia a uma pessoa que não conhecem de lado nenhum?
Agora que eu contei o que me vai na cabeça nesses momentos, adorava que alguém me dissesse o que vai nas outras cabeças que vão dentro do mesmo elevador. Curiosidade pura. Alguém me explica?
Nota: na fotografia estou eu há 11 anos em Paris, num dos elevadores mais bonitos que já vi, com a cadeira vermelha que encontrámos na rua e que trouxemos para Lisboa.
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26 thoughts on “?

  1. Inês é um mistério sem resposta.Eu que sou muito tímida evito à priori entrar com alguém no elevador,e atraso o passo :)mas quando o Universo me faz a partida de um encontro inesperado sorrio e cumprimento calorosamente e raramente recebo respostas positivas ,mas quando as há …que presente inesperado!

  2. Pois é, aqui no Brasil se passa comigo o mesmo… Sabe o que penso? Que há o medo. Medo de serem gentis, de abrirem um sorriso, de esquecerem o motivo do mau humor que carregam ou dos pensamentos outros que possuem (Calita mostrou vários que creio que se passem)… Talvez tenham medo do mundo e acreditem que se ficarem caladinhos, esse mundo não vai entrar. Também ouço o silêncio Inês, mas com essa teoria acabo por pensar que são todas crianças escondidas sob o lençol no meio da sala…

    Ok, talvez seja poético demais para uma simples falta de educação, mas como crianças, continuarei a dar bom dia para que cresçam com mais modos.

  3. E quem é que não tem vizinhos desses para quem a sua vidinha é mais importante do que a boa educação?! Até quando vou na rua e alguém por alguma razão fica a olhar eu retibuo com um bom dia… mesmo que esteja a olhar com cara de parvo! :)

  4. olá! aqui vai a minha primeira contribuição para este blog que me dá tantos bons dias

    acho que há pessoas que acordam de manhã e pensam ” tenho a certeza que hoje vai ser mais um dia horrivel” depois saem de casa e no final do dia constatam que acertaram na previsão… e assim sentem ter pleno controlo sobre a sua vida. Mas para obterem este “poder” eles têm de evitar (como num jogo) todos os chatos que acordam de manhã e pensam “hoje vou fazer tudo o que conseguir para que o dia seja bom, para mim e para os outros” e saem de casa a distribuir bons dias e sorrisos.
    Eu sou da equipa “dos chatos” e todos os dias me esforço para ganhar vidas (e adeptos) neste jogo dos cumprimentos. Deixei de pensar na “boa educação” ou na falta dela, para mim é uma questão de boa atitude, quem não tem perde com isso :)

  5. No nosso prédio também temos muitos vizinhos que não se dignam a dizer uma palavra quando cumprimentamos… Não lhes estamos a pedir para entrar em casa!!! só a ser bem educados… achamos nós! Mas é impressionante como há gente mal disposta ou será desconfiança?

  6. Continua Inês…é apenas nestas pequenas (grandes) coisas que se nota a diferença. Tudo o resto se compra isto não!!!
    Bjinhos
    Tiana

  7. Estou, há dias, para escrever o meu testemunho (que só seria repetitivo). Na verdade adoraria ler o comentário de algum que nunca comprimenta porque além de ser uma questão de educação tem de haver mais alguma razão.
    O facto de não comprimentar em primeiro e o facto de não responder a um Bom dia!

  8. Hihihi !! Eu sou incapaz de não cumprimentar !!! :) Cumprimento e quando desco desejo um bomdia à pessoa que “viajou” comigo !!! Os meus filhos preguntam-me sempre meio surpreendidos se eu conhecia a pessoa que vinha connosco !!! Ainda nnao se acostumaram … apesar de saber que sou uma pessoa ADORA falar com toda a gente, padaria, eléctrico, rua, meto sempre conversa com alguém !!

  9. Também detesto isso, digo sempre bom dia ao chegar e bom dia quando saio, bem sei que é repetitivo, mas não tenho muito jeito para conversa de circunstância. Pois que nem toda a gente responde é verdade…por mim quando vou no elevador caladinha penso: “vá lá que a viagem é rápida, tá quase, prepara-te para o bom dia da despedida”

  10. Bom dia Inês,

    É engraçado, eu fico muitas vezes a pensar nisso…não são normalmente encontros de elevador, mas são tantos os momentos em que pessoas entram num pequeno espaço ocupado por outras pessoas e não sentem a necessidade de as saudar…ou pedem qualquer coisa em jeito de ordem, recebem como se fosse óbvio o receber, sem agradecerem o quer que seja, valorizando o gesto do outro lado.
    Não sei o que se passa com tanta gente.
    Há dias em que só penso na minha mãe, como nos educou com insistente paciência e como foi educando amigos e conhecidos nossos que lhe iam entrando casa adentro.
    Há dias em que resmungo entredentes “odeio gente mal-educada”
    Normalmente lamento que as pessoas se cuidem tão pouco, desvalorizem tanto as pequenas gentilezas que nos fariam a todos sentir mais aconchegados quando estamos entre gente, e sejam tendencialmente rudes ou mesmo egoístas…
    Mas há dias em que exibo uma alegria contagiante porque nos 30 minutos rotineiros de percurso entre a casa e o trabalho já me cruzei com sorrisos, olhares cúmplices apesar de absolutamente desconhecidos, “bons dias”, “com licenças”, “obrigados”, “boas viagens”..i
    Gostei desta tua partilha, fez-me sorrir.

  11. Parece então ser práctica corrente :( Onde trabalho acontece sistematicamente o mesmo.
    Não me agrada e até confesso que me deixa desconsertada esta falta de modos de outrém.
    Ainda assim, todos os dias não deixo de cumprimentr quem por mim passa, até porque o dia corre sempre melhor !

  12. Eu diria que na cabeça dessas pessoas passa-se muita coisa. Demasiadas coisas: “Se eu tivesse deixado o emprego há uns tempos seria mais fácil arranjar outro.”; “Esta escola não é boa para os meus filhos, mas que posso eu fazer?”; “O raio do cão tinha de ficar doente logo agora. Mais vale abatê-lo. Não temos como pagar o internamento. Que estou eu a dizer? Que crueldade!”; “Tenho de mudar de estratégia, sou o único que nunca consegue engatar uma gaja”…
    Estas pessoas não ouvem os bons dias. Tenho quase a certeza. Mas eu raramente ando de elevador, por isso posso estar redondamente enganada.

    P.S A viagem da cadeira vermelha dá um filme.

  13. Comigo acontece o mesmo. Então no novo prédio onde moro, é todos os dias. Eu acho que cumpro o meu papel: não sei passar sem dizer “Bom dia!”, “Obrigada.”, “Por favor…”. O que vai “nessas” cabeças? Não faço ideia… Mas fico a pensar o que custará responder a uma saudação por mais que se esteja “mal-disposto”…

  14. :) ah ah ah! eu também digo bom dia! bom às vezes há quem responda!
    o que passará pela cabeça dos que não respondem… algumas ideias:
    – vento?
    – “só se for para ti!”
    – “olha a bem disposta. deve-te correr muito bem a vida deve”
    – “quem? o quê? alguém disse alguma coisa? estou para aqui a pensar no que vou dizer ao silva quando o vir! ah vai ouvir das boas, aquele sacana, que acha bla bla bla ”
    – “olá giraça, o que tu queres sei eu…”
    – “bom dia! mas sou muito tímida/o para o dizer em voz alta”

    não te sintas mal, quem não responde é que está de mal com a vida!

  15. Eu também tenho esse (bom) hábito de cumprimentar e levar com o silêncio dos outros… e depois vou, tal como tu, o resto do caminho a pensar: mas porque carga de água é que eu insisto em ser educada?????

  16. Quando me acontece (e são muitas vezes), ignoro e penso nisto:

    “A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis​​, se eu sou amável,
    que as pessoas são tristes, se estou triste,
    que todos me querem, se eu os quero,
    que todos são ruins, se eu os odeio,
    que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
    que há faces amargas, se eu sou amargo,
    que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
    que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
    que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
    A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.
    “Quem quer ser amado, ame“”
    Gandhi
    Bjs.

  17. Será que essas pessoas, que não nos respondem,são tímidas ou mal-educadas??? fico com a segunda hipótese.
    Também por aqui acontece idêntica situação: uns respondem e outros não. Qualquer dia surpreendo um deles e lhes pergunto ” na lata” , pq. não me respondeste ao cumprimento? rs. Já imaginaste o susto??
    abs.
    S.O.
    Rio de Janeiro

  18. Não consigo satisfazer a curiosidade da Inês porque não faço a mais pequena ideia do que se passa na cabeça das pessoas que não respondem a um ‘bom dia’ no elevador (e quem diz pessoas no elevador, diz o motorista do autocarro ou qualquer outra pessoa em qualquer outra situação que não responde a um ‘bom dia’ que lhe é dirigido)… mas tenho que deixar um comentário porque neste momento me senti um bocadinho ‘menos esquisita’. Obrigada (e Bom dia!).

  19. Inês, eu faço exatamente como tu e não sei o que lhes vai na cabeça. Eu fui tão ensinada assim que cumprimento o motorista do autocarro quando entro, podes imaginar as expressões que já vi quer dos motoristas quer dos passageiros? Eu faço sem pensar :) é automático.

    E já agora, sabes-me explicar porque é que há tantas pessoas que ficam felizes por me passarem descaradamente à frente nas filas? Sobretudo nos supermercados?

    bjs e bons desabafos.
    {a foto é linda}

  20. Sabes Inês já desisti de perceber. Continuo a cumprimentar quem comigo se move de elevador, se cruza numa porta, me olha nos olhos na rua num local que me seja habitual. Podem considerar que sou tonta, que não devia desperdiçar o meu tempo assim, não quero saber.

    Abro apenas uma excepção, aqueles que repetidamente nunca me cumprimentam, são aqueles a quem já nem me dou mesmo ao trabalho. Passo por antipática (depois de serem eles mesmos) e devem ficar muito espantados quando fico muito simpática quando chega alguém que também cumprimenta quotidianamente.

    Acaba por ser um jogo diário, pode ser que seja um dia de sorrisos ou de caras sisudas. A nossa é que pode ser sempre alegre, o mundo fica mais leve!

    O que me vai na cabeça dentro de um elevador? tudo e nada! depende de como o dia está a ser! ;o) mas, no meu caso, como ando sempre frenética, o meu companheiro, diz que já estou a pensar em três tarefas mais à frente! ;o)

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