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1. De vez em quando faço desaparecer um molho de brinquedos a que já ninguém liga e que só serve para lhes encher o quarto. Ficam guardados em caixas escondidas que só eu sei onde estão até ao dia em que, sem aviso, voltam a aparecer. E aí é a festa, como se fossem todos novinhos em folha.
2. Olho para a roupa de cama de uma das alcofas de bonecas e apetece-me fazer tudo igual mas em tamanho de gente.

País das Maravilhas

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À noite angustio-me com as notícias, com os ventos que vêm de Espanha, com o estado do país e do mundo.
De dia mergulho no universo dos bebés — falo com grávidas felizes, respondo a e-mails de pais babados, envio alcofas a avós entusiasmadas, dou informações a animados grupos de amigos.
Às vezes o meu trabalho parece-me o País das Maravilhas. Eu devo ser a Alice.

Caderno do bebé

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Comecei a preencher o Caderno do Bebé da Rosa. Em vez de colar as primeiras fotografias — muitas delas ainda têm de ser impressas — juntei algumas coisas que tenho guardado e que não quero mesmo perder: as pulseiras da maternidade e os cartões com os nomes dos bebés que usaram a alcofa onde a Rosa dormiu e que esteve durante anos debaixo do colchão.
De um momento para o outro fiquei com a cabeça cheia de memórias dos meus bebés. Parece que foi há tanto tempo. Parece que foi ontem.
Os Cadernos do Bebé, feitos pela minha mãe e a minha sobrinha Maria, têm voado para muitas casas. Já vão na segunda edição, já existem em francês e a versão inglesa está a caminho. Em breve haverá novidades aqui e aqui.

Dos dias

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1. Por estranho que possa parecer, já ando a trabalhar para o Natal.
2. No meio de tanta crise, a verdade é que continuam a acontecer coisas giras em Lisboa.
Esta é uma delas.
3. A rotina dos dias passa por ir muitas vezes aos correios enviar encomendas. Eu não gosto nada. Elas dão a volta à chatice dos tempos de espera transformando os CTT numa biblioteca. Acho uma óptima solução. Digo-lhes para terem muito cuidado mas estou sempre à espera de que um dia destes alguém me diga que os livros são só para comprar. Espero que não.

K.I.S.S.*

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1. Cartões novos para dar a conhecer em mão o meu trabalho.
2. Uma manta a caminho. Quero fazê-la da forma mais descontraída possível. Cortei rectângulos em vez dos quadrados do costume (  +  + ) e montei-os todos desencontrados. Não sei ainda se a vou alinhavar e se a coserei à mão ou à máquina. Apetece-me ter coisas simples e despreocupantes para fazer e não vejo a hora de me enroscar no sofá a debruá-la.

* Keep It Simple Stupid