Sintra

photophotophotophotophoto
Às vezes esqueço-me de como é simples, vivendo em Lisboa, estar num instante no paraíso. No Sábado, eu e o João apanhámos um comboio no Rossio e em pouco mais de meia-hora estávamos em Sintra. Andámos dez minutos a pé do Palácio da Vila para o meio da serra, que é um caminho que só por si faz valer a viagem, e chegámos aqui, onde tinhamos reservado um quarto.
A serra de Sintra é um dos sítios mais bonitos onde já estive. E é aqui ao lado, que sorte.
Tentei acabar de debruar a manta a tempo de a fotografar nos magníficos muros de Sintra mas não consegui. Acabei-a ontem, mesmo a tempo de a oferecer amanhã, um grande dia cá em casa.

Dos dias

photo
photo
photo
1. Começa aos poucos, e quando é só um vestido pendurado numa estante até tem graça. Mas eu sei que é apenas uma questão de tempo até a casa estar transformada numa lavandaria, com estendais espalhados por todo o lado porque lá fora chove.
Esta é uma das razões para, apesar de ter passado a infância a dizer que gostava do Inverno, no estado adulto eu suspirar tanto pelas estações quentes.
2. Sou uma sortuda que recebe prendas do estrangeiro a toda a hora — fitas de viés da Holanda e washi tape de Berlim.  Obrigada, M. e M.
3. Eu até gosto de cozinhar, mas a obrigação de pensar no assunto todos os dias mata a minha criatividade. Há dias em que, pura e simplesmente, não tenho uma única ideia. Devia ser possível só jantar de vez em quando.

Bom fim-de-semana!

photo
Amanhã não vai chover em Lisboa e nós havemos de rumar ao Central Parque, que só tem coisas boas: jornais e net wi-fi para os adultos; parque infantil, relva e árvores para as crianças; sossego e ar livre para todos.

Panos para lanches

photophotophotophoto
Iniciei cá em casa uma espécie de guerra ao plástico. O João viu há uns tempos este documentário e ficou impressionado com o que ficou a saber sobre os níveis de plástico que cada um de nós tem dentro do organismo (sim, é mesmo isto — no nosso corpo).
Se eu já embirrava com sacos e caixas de plástico para acondicionar alimentos, agora é que está mesmo decidido — plástico não.
Fiz mais panos como estes, para embrulhar os lanches escolares e pus alguns na loja.

Abacateiro

photo
photophoto
Até eu, que sou um desastre a tratar de plantas, consegui fazer isto.
A Leonor aprendeu na escola e repetiu comigo. Depois de dois meses dentro de água o caroço de abacate criou raízes e mudámo-lo para um vaso com terra. Passados quatro meses temos uma das plantas mais bonitas que se pode ter em casa. Parece desenhada a pincel por um artista japonês. O segundo abacateiro já está a caminho.
A parte mais complicada foi arranjar vasos de barro. Depois de correr todas as drogarias da zona e só encontrar horrorosos vasos de plástico castanho, atravessei a cidade e descobri-os no Horto do Campo Grande, que só por isto merecia um prémio.

photo
Tão importante como ter irmãos é ter-se também algum tempo sem eles.
Em quinze minutos sem a irmã, a Rosa concentra-se em tudo o que tem à mão no jardim e desenha com pedras e paus. Explicação dela:
uma menina dentro de uma casa que tem uma chaminé a deitar imenso fumo. Cá fora há árvores e um rapaz.

♥ coisas estranhas

photo
1. Um pacote que vinha no cabaz de vegetais biológicos do Lugar nº 5. Não faço ideia de como se chama este vegetal. Não sei se é suposto comer tudo ou só os feijões que estão dentro das vagens. Não sei nada mas não faz mal. Parte do encanto de receber um cabaz feito pela minha irmã é ter surpresas destas e ficar a conhecer coisas novas.
2. O João trouxe-me isto porque já sabia que eu ia adorar. Chama-se Desperdício de Primeira e é usado para limpar materiais em ateliers de serigrafia. Não sei se é só de algodão. Parece palha macia. Hei-de inventar onde usá-lo.
3. Uma jarra que me ofereceram há anos. Não sei se é dos anos 50 ou 60. É estranhíssima. Percebo que se possa achá-la pavorosa. Eu adoro-a.

Ai, o Outono!

photo
photo
É por isto que eu não gosto do Outono — um lindo dia de sol e eu com um ataque brutal de sinusite, com a garganta a doer, o nariz entupido e o cérebro a parecer que é feito de chumbo.
Experimento mezinhas caseiras, bebo chá, tomo xarope, engulo comprimidos para as dores de cabeça, invento que inalar vapores de eucalipto talvez me faça bem e chego à conclusão de que o meu novo cachecol de mohair é a única coisa gira desta estação.
A micro-alcofa 31 está disponível aqui.

Casa

photo
photo
photo
Uma almofada nova que fará companhia a esta, para tapar mais um banco encontrado na rua e que também ainda está por pintar (o trapilho que prendia a almofada deixou de ser usado porque estamos sempre a precisar de subir aos bancos para chegarmos aos armários altos e revelou-se pouco prático).
E outras duas para o sofá, feitas com uma lona que me faz pensar em praia e férias.
Fi-las propositadamente claras para que seja mais evidente que não são para ir parar ao chão, destino certo de todas as almofadas que passam pela vista da Rosa (para ela as almofadas são uma espécie de tijolos com que faz construções várias pela casa fora).