Organizar #1

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É a palavra de ordem por estes dias.
Saio de uma semana de gripe séria com a convicção profunda de que é urgente gerir melhor o meu tempo e que para isso já não há como fugir a esta evidência: preciso de ajuda, porque não sou a super-mulher e não chego para as encomendas.
Primeiro passo: passei a ter uma assistente. E como sou uma sortuda tenho a melhor do mundo — a minha enteada Joana. É inteligente, sensata, organizada, calma e ponderada e está a trazer-me uma paz que não tem preço. Como se não bastasse tudo isto, faz-me rir e dá-se bem com as minhas manias e os meus disparates.
Portanto, se for a Joana a responder aos vossos e-mails saibam que estão muito bem entregues e que estamos aqui as duas a trabalhar em conjunto.
Sê muito bem-vinda, minha Sweet Jane.
Nem de propósito, ontem li isto. Parece que não sou a única com problemas.

Remendos

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Devo ter um gene qualquer de palhaço ou de vagabundo das histórias, para gostar assim tanto de remendos. E gosto deles descarados, bem à vista, sem disfarces.
Confesso que por vezes até fico contente quando as calças delas começam a romper-se nos joelhos. Sim, sou um caso perdido de palhacice aguda.

Natal em Janeiro

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1. Gosto tanto das bagas vermelhas à porta de casa que ando a fingir que não é já tempo de as guardar.
2. O abacateiro está tão crescido que teve de mudar de sítio, porque já batia nos armários da cozinha. A ilustração foi o lindo presente de Natal da Maria e aguarda na parede que o emoldure.
3. O pinheiro de madeira que a Rosa fez na escola também ficará mais uns dias na sala.
4. Apesar de prolongarmos o Natal mais um bocadinho, o calendário da APCC com desenhos do João Fazenda já nos diz que é Janeiro.

Nas mãos

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1. Tricotar: mais uma gola. É o meu novo vício. Esta é para o João.
2. Debruar: uma antiga toalha adamascada. Tem a beira esfarrapada. Uma óptima desculpa para o meu vício antigo.
3. Bordar: não percebo grande coisa de bordados mas apetece-me escrever a branco os nomes de nós os sete (o João, eu e os nossos cinco filhos) neste linho que a minha mãe me deu.

Vélocité

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Andar a pé tem destas coisas — ontem decidimos ir apanhar o metro numa estação mais afastada de casa, porque estava um lindo dia e apeteceu-nos andar, e descobrimos logo um belo café que não sonhávamos que existia.
Para além de café é uma oficina e loja de bicicletas e estava animadíssimo, entre pessoas a estacionarem as bicicletas junto à esplanada e pais com crianças a tomarem o pequeno-almoço.
Lisboa ainda me reserva surpresas boas ao virar da esquina.

Golas

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A primeira foi feita e oferecida à Leonor pela minha sobrinha Maria. Pode-se ver como é simples de fazer aqui.
Fiquei com tanta vontade de experimentar que fiz três de seguida com uns restos de lã que cá tinha. Com botões pequeninos para a Rosa, com um botão grande e antigo para a Leonor, cinzenta e sem nada para mim.
E agora vou ter de ir comprar lãs para fazer umas para os rapazes cá de casa.

Nove anos!

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Aqui tinha pouco mais de dois anos. Continua a ter os mesmos olhos fabulosos. Lê livro atrás de livro. Usa palavras difíceis ao mesmo tempo que continua a dormir com o gato que lhe fiz há anos. É ultra observadora. Fora de casa é tímida e reservada. Em casa é teatreira, refilona e doce, tudo ao mesmo tempo.
É uma linda pessoa, a minha filha de nove anos.

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Ontem passámos a primeira tarde do ano no nosso quiosque preferido e pudémos apreciar as novidades que por lá vão: frota de bicicletas, triciclo, carrinho de bonecas, mantas, brinquedos e até papa Cerelac na ementa (que eu acho uma ideia brilhante!).
O Central Parque devia ganhar o prémio do café de Lisboa mais amigo das crianças!