Seis anos

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O meu segundo bebé faz hoje seis anos e eu acabei de queimar o bolo que ia agora levar à escola. Restam as velas e os enfeites (feitos com seis palitos e bocadinhos destes papéis).
Aos seis anos já se escreve ditongos que se penduram na parede porque escrever é bom e usar fita-cola é melhor ainda.
E agora vou comprar um bolo porque já não tenho tempo para fazer outro.
Parabéns, minha linda Rosa.

Do Verão

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Ainda agora a chuva começou e eu já suspiro a olhar para as fotografias do Verão.
E em cada uma delas descubro sempre alguma coisa feita pelas minhas mãos: um pompom que a Rosa transformou em colar, uma camisa modificada, uns calções debruados.

Dez minutos

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É o tempo que demora cada uma destas coisas boas.
1. Tornar este móvel ainda mais bonito:
besuntá-lo com óleo de linhaça e vê-lo ficar brilhante e tratado.
2. Fazer um brinquedo, como este que a Maria fez nas férias com as primas:
basta um bocado de cartão e meio metro de trapilho.
3. Renovar o assento de uma cadeira:
só é preciso um quadrado de tecido e uma agrafadora como esta.
4. Fazer um petisco para comer em casa ou para levar na mochila da escola:
juntar pão, camembert e rúcula.

Missão retalhos

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Passei o mês de Julho a encaixotar a casa antiga e, para não enlouquecer de tédio (e para reduzir os sacos de retalhos a transportar), fui também fazendo uma manta para a nossa cama. Jurei que a estrearíamos na primeira noite passada na nova casa e assim foi.
Com a pressa resolvi não lhe pôr recheio e uni a parte de cima e a de baixo cosendo-as à máquina. Trata-se mais de uma coberta do que de uma manta.
Um dia destes hei-de descosê-la e acolchoá-la à mão. Por agora está bem assim.

W.I.P.

Esta parede da cozinha foi, até agora, o sítio que nos deu mais trabalho na casa nova. Cortámos as madeiras, colámo-las na parede (que estava num estado terrível, com tinta descascada por cima de azulejos impossíveis de recuperar) e pintámos tudo de branco. As prateleiras são de madeira porque queremos cortar o ar plasticoso (esta palavra não existe mas eu uso-a imenso) das bancadas.
Tudo o resto está mais ou menos como esta blusa (a que tirei as mangas por causa de uma nódoa impossível de remover) — por acabar, a meio caminho, em fase de acabamentos ou ainda por decidir qual o caminho a seguir.
Nota — É verdade, não usamos papel de cozinha. Os rolos de papel higiénico comum servem muito bem.

BLX

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Se há coisa de que não quero esquecer-me nunca mais é que não posso viver sem uma biblioteca pública perto de casa. Na casa nova voltámos a ter não uma, mas duas!
E, quanto a mim, são das mais bonitas de Lisboa.
A Biblioteca das Galveias, sede das BLX, tem o bónus do jardim. A dos Coruchéus foi inaugurada há poucos meses e é um espaço branco e cheio de luz onde me apetece sempre ficar.
Estamos nesta casa há dois meses e já trouxemos destas bibliotecas dezenas de livros para todos lermos. E isto sem pagarmos um tostão.
Os nossos cartões de leitor são um bem precioso por aqui.

O que mudou II

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Elas mudaram de escola. E foi também por isso que mudámos de casa. Para ficarmos perto de boas escolas.
Pela primeira vez tenho filhas em escolas públicas. E ao fim de vários anos volto a ter filhas em escolas portuguesas.
Sou totalmente a favor da ideia de escola pública, devo dizer desde já. Aliás sempre achei que era aí que iriam estudar as crianças que eu viesse a ter. E, no entanto, neste momento elas só não continuaram a estudar na escola em que estavam — privada e estrangeira — porque eu não tenho forma de a continuar a pagar.
Porque eu gosto da escola pública se ela for boa. E tenho algumas dúvidas sobre se neste momento assim será.
Elas adaptaram-se à mudança num instante. Eu ainda estou a trabalhar nisso.

O que mudou

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Mudámos de casa. Para quem já me conhece, esta não será uma grande surpresa. Sou uma profissional das mudanças.
Com a casa nova veio um novo bairro onde jamais pensei vir a viver e essa tem sido uma das partes mesmo boas desta nova era. Lisboa ainda é — será sempre — capaz de me surpreender e eu estou a adorar morar numa zona onde se sente que houve um plano, urbanisticamente falando. Os passeios são largos, há árvores que dão belas sombras e os prédios, não sendo espampanantes de bonitos, são bem construídos e foram projectados em harmonia com os que os rodeiam.
A nossa casa é de 1948 — o que para os meus padrões é coisa pouco antiga — mas é das poucas dessa época que tem o chão em tábua corrida, em vez dos tacos de madeira que não adoro.
Estamos bem instalados, portanto.

De volta

Tinha jurado a mim mesma que só aqui voltava quando estivesse tudo mais organizado e os dias já estivessem mais calmos e a minha cabeça mais disponível para me sentar calmamente a escrever. Mas o mais provável é isso nunca vir a acontecer porque a vida não é assim, toda ela calma e organização.
E a verdade é que sinto falta deste blog. Estou de volta.