Conforto


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Já vivi em casas mais especiais do que a actual— tive um terraço com uma vista fabulosa sobre Lisboa e o Tejo, vivi num loft estiloso em pleno Bairro Alto, tive tectos esconços de madeira, uma cozinha com o chão em soalho como o resto das divisões e até uma das casas mais pequenas que já conheci e que encantava pela luz e pelas belas janelas com vista para uma monumental buganvília num muro velho ali em frente.
A casa de agora é mais banal — sete assoalhadas, um hall, uma cozinha, uma casa-de-banho a sério e outra minúscula a dar para a cozinha. Nada do outro mundo. E, no entanto, esta casa tem qualquer coisa de especial no facto de ser uma casa mais a sério do que todas as outras. É uma casa lisboeta de pais ou de avós — sólida, grande, simples.
Tenciono ficar aqui muitos anos, porque até eu — a pulga mais irrequieta que conheço — estou farta de mudanças. E o meu projecto para esta casa é torná-la, na sua banalidade, o sítio mais confortável de que há memória na minha história.
Os livros estão arrumados e é neste preciso momento que me sinto, finalmente, em casa.
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9 thoughts on “Conforto

  1. Ter uma casa era um dos maiores sonhos do meu mais puro estado de juventude precoce.
    Ter uma casa, minha, onde eu chega-se e pudesse atirar a mala para o chão, ligar a música e sorrir, era, um dos meus maiores sonhos e desejos. Assim como o da minha melhor amiga. Sonhávamos em que nada nem ninguém nos disse-se o, ou como, que fazer. Nem porquê. Nem se já ou depois. Apenas uma casa. Uma casinha. Que tivesse porta e janela, de preferência virada para a confusão do mar e das ondas ou da música do bairro. Era simples aquele desejo…era assim tão fácil e simples como a distância que nos veríamos obrigadas a percorrer até poder alcançar o sonho. O maior sonho. Uma casa onde pudesse-mos ser livres.

  2. Ainda nao encontrei aquí nenhuma das issas casas, morei nove meses am Alfama e gostei inmenso de ter o Tejo tao perto. Aquí, em Espanha nao assim tao fácil encontrar uma casa com os tectos, os chaos, as janelas das casas de Lisboa… Saudades

  3. Que delícia essa sua prateleira. Viajei, Confesso. Eu gosto de mudar, até para não criar raízes. rs Gosto de novos horizontes. Diferentes cenários. Gosto de acreditar que mudança de casa eu faço como as cobras, mudo também de pele. rs
    Ah! Convidei você a responder a tag 11 coisas em meu blogue. Se quiser, é claro.
    bacio

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