Sábado

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WC

Quando alugámos esta casa gostámos de tudo menos da cozinha e da casa-de-banho. Ou melhor, até lhes reconhecemos potencial (luz natural e bom espaço de circulação) mas tivemos imensa pena de já não as podermos ter como eram de raíz, com mosaico hidráulico no chão e azulejos antigos nas paredes. Já tinham sido renovadas e, na nossa opinião, mal renovadas. Da cozinha tratámos logo.
A casa-de-banho tem sido um processo mais lento e o mais barato possível mas já consigo ver que está muito mais simpática do que era.
Alguns dos truques deste processo:
. Usar madeira. Nas prateleiras, no tampo da sanita e no engenhoso varão de cortina da banheira construído pelo João.
. Aproveitar o facto de haver uma janela e ter flores numa jarra ou plantas.
. Ter as toalhas lavadas à vista torna o espaço mais confortável.
. Pôr os estores-maravilha nas janelas para a luz ficar coada e bonita.
O que ainda falta:
. Pintar o móvel que comprámos numa venda de garagem (5 euros por um móvel de casa-de-banho antigo, cheio de arrumação e com o tampo em lioz parece-me o melhor negócio de todos os tempos!).
. Pintar as paredes.
. Mudar o horroroso candeeiro de tecto (um dia hei-de fazer um post sobre o meu ódio de estimação a candeeiros de tecto).

Descoberta

Descobrir o blog Reading my tea leaves, cheio de ideias e fotografias giras, escrito em Nova Iorque e com categorias como Minimalist wardrobe ou Life in a tiny apartment, é tudo aquilo de que eu precisava para tentar resolver a minha eterna guerra com o armário, actividade a que me dedico todos os anos, no início de cada Inverno. Na verdade, melhor só mesmo se a roupa da Erin viesse toda cá para casa, pijamas incluídos.
Os ténis são da colecção vintage da Cortebel, uma das poucas novidades divertidas do meu guarda-roupa em crise.

Na minha mesa

A D. Margarida — costureira que passava um dia por semana em casa da minha mãe quando eu era pequena — costumava dizer que uma secretária desarrumada é sinal de inteligência. Eu achava-lhe graça e passei a usar o subterfúgio de pensar nela cada vez que a minha mesa chega a um estado de caos difícil de aturar (até para mim própria).
Arrumar a minha mesa de trabalho — coisa que eu faço muito menos do que devia — ajuda-me a perceber que tenho demasiadas coisas por acabar. Esta é só uma pequena parte, garanto:
1. Uma mega-gola. Muito mais divertido do que perguntar a uma amiga onde comprou uma gola que a vejo usar é ficar a saber como a fez e ir a correr fazer uma igual (na verdade, parecida, porque estou a usar outra lã, outro número de agulhas e outras medidas). Obrigada, Inês.
2. A lã que a Rosa escolheu. Já lhe fiz umas cinco ou seis golas de diferentes cores mas elas insistem em desaparecer.
3. Esta camisola. Estou finalmente a acabá-la, depois de meses de preguiça (e de calor) em que não me apeteceu ir comprar a meada de lã que faltava.
4. Umas luvas para mim. Passei anos a namorar as lindas cores da lã dos Tapetes de Arraiolos. Há uns tempos decidi experimentar como resultaria tricotada. Não é uma lã macia mas adoro o tom mate e a solidez com que a malha ficou.
O passarinho da segunda imagem é do Laboratório d’Estórias.

Borboletário

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Há cinco anos eu falava aqui da reabertura do Lagartagis, o Borboletário do Jardim Botânico de Lisboa. Se na altura havia motivos para celebrar, agora há razões para uma enorme preocupação, porque o Borboletário corre o sério risco de fechar portas.
Este projecto nasceu da cabeça imparável, apaixonada, maluca de tão empenhada, da Patrícia, minha grande amiga e uma das maiores especialistas em borboletas do nosso país. E a mim choca-me como se pode pôr em causa uma coisa boa que agora é de todos e que envolveu tanto trabalho, tanta dedicação, tanto entusiasmo.
A opinião da Professora Maria Amélia Martins-Loução está no Público de hoje.

Equipa

Organizar as lãs da Rosa na estante nova que acabou de chegar. Abrir encomendas que são sempre de coisas bonitas. Ser simpática e prestável com os clientes. Rir até às lágrimas com o Óscar (e depois de nos zangarmos ficarmos ainda mais amigos). Falar inglês e francês, à vontade do freguês. Ir almoçar para o escritório porque o armazém está um rebuliço (obrigada, Patrícia). Conversar com o Rui sobre a sua tese de mestrado. Ter saudades da Carlota que não há meio de voltar de férias. Ficar maravilhada com as loiças Bordallo Pinheiro que saem dos caixotes. E com os sabonetes da Ach Brito que é preciso arrumar. Conspirar sobre livros com a Marisa. Ter conversas de mães com a Raquel. Levar agulhas de crochet para a Carla, que tem um projecto novo entre mãos. Ter percebido ao fim de uma semana de trabalho que a Rita seria uma amiga para a vida.
Ao fim de um ano, gosto cada vez mais deste sítio e destas pessoas.

Prendas

1. Cá em casa está criada a tradição de eu deixar as prendas na mesa da sala na noite anterior. Quando a aniversariante acorda (sempre cedíssimo, claro) assistimos ao desembrulhar ainda de pijama vestido.
2. Gosto de lhes oferecer coisas que não são especificamente feitas para crianças.
Desta vez dei à Rosa um pintainho Bordallo Pinheiro para quando comemos ovos quentes. Porque ela passou a apreciá-los há pouco tempo e porque loiça bonita é coisa que eu adoro.
3. A grande estrela da festa deste ano foi a máquina de furos Regina (que agora existe em versão de levar para casa). Nem sei dizer se teve mais sucesso entre os adultos ou as crianças presentes. Acho que todos adoraram.
4. Outra tradição é haver sempre um livro entre as prendas. Com dedicatória, para marcar cada ano. Um dia, quando a Rosa for crescida, terá uma bela colecção de “livros dos anos”, um por cada ano de vida. Desta vez este foi o escolhido.