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Há dois dias trouxe este livro da biblioteca e desde aí tenho andado maravilhada com ele. Para além de lindo (as fotografias, o design, o papel) tem receitas que me fascinam e que quero experimentar ainda este fim-de-semana.
Como secar tomate no forno, fazer pesto de rúcula ou de pimento encarnado ou uma sopa fria de curgete e coentros — são algumas das minhas receitas preferidas.
A Cláudia Villax, a quem eu escrevi a dar os parabéns pelo seu belo trabalho, vive em Lisboa, tem uma casa em Marvão, produz o azeite biológico Azeitona Verde e gere a Food, People and Design.
Quanto a mim, vou ter de comprar o livro porque estou com dificuldade em devolver este à biblioteca.
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BLX

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Se há coisa de que não quero esquecer-me nunca mais é que não posso viver sem uma biblioteca pública perto de casa. Na casa nova voltámos a ter não uma, mas duas!
E, quanto a mim, são das mais bonitas de Lisboa.
A Biblioteca das Galveias, sede das BLX, tem o bónus do jardim. A dos Coruchéus foi inaugurada há poucos meses e é um espaço branco e cheio de luz onde me apetece sempre ficar.
Estamos nesta casa há dois meses e já trouxemos destas bibliotecas dezenas de livros para todos lermos. E isto sem pagarmos um tostão.
Os nossos cartões de leitor são um bem precioso por aqui.

Ainda sobre livros e bibliotecas

livros by you.

Para mim ir à biblioteca não é apenas poupar dinheiro. É principalmente tornar os livros um assunto emocionante no dia-a-dia. Há sempre livros novos cá por casa. E esses livros, depois de lidos e relidos, são devolvidos e aparecem outros. E quando os novos aparecem, é sempre uma surpresa e uma coisa boa. Na verdade, por vezes os livros tornam-se uma praga que se alastra por todas as divisões, por todas as prateleiras, mesas, cadeiras, chão. Às vezes apetecia-me ter uma casa muito zen, com meia dúzia de objectos: três camas, três cadeiras, três copos, três garfos, três escovas de dentes… e pouco mais. Talvez um dia consiga qualquer coisa próxima disso. Mas dos livros sei que nunca vou conseguir prescindir.

Cresci numa casa cheia de livros.  E quando um dia fui viver para a minha primeira casa já levava comigo uma estante cheia deles. Depois vivi em dez ou onze casas diferentes (já nem tenho paciência para as contar) e cada vez que mudei de uma para outra os livros foram sempre a coisa mais difícil de transportar: muito peso, muito pó, muitos caixotes. Dessas casas apenas numa os livros não ficaram na sala porque tinhamos dois escritórios e foi aí que os arrumámos. No dia em que deixámos essa casa percebi que a ausência dos livros na sala a tinha tornado, durante o ano que lá vivemos, um espaço estranho, de passagem, pouco acolhedor. Por não ter livros. Uma sala sem livros parece-me sempre uma loja de móveis. Na casa actual vingámo-nos e cobrimos uma parede enorme da sala com umas prateleiras feitas à mão por um super carpinteiro. É lá que estão quase todos os livros. Fora todos os outros que circulam pela casa.

Também sou muito possessiva com os livros. Porque gosto de os ler, de os ter e de os fazer. É um dos objectos do meu trabalho e o design editorial sempre foi uma das minhas áreas preferidas.

As bibliotecas também têm outro papel importante – ajudam-me a controlar o meu instinto. Aquele que me faz ter vontade de comprar dez livros por dia.

Monstros em casa

max... by you.

... et les maximonstres by you.

pesadelo by you.

Das duas bibliotecas do costume (esta e esta), vieram dois fabulosos livros criados nos anos 60 que encheram a nossa casa de monstros. Só a R. ainda não os conhecia e a página de que mais gostou foi a única em que aparece um cão, um dos temas favoritos do momento.

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Eu adorava saber quantas pessoas frequentam bibliotecas regularmente. Tenho a sensação de que poucas. E não consigo entender porquê. Haverá melhor coisa do que ter milhares de livros à disposição a custo zero? [Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa a consulta e o empréstimo de livros são gratuitos. No caso da Mediateca do IFP o valor da anuidade é próximo do preço de UM só livro comprado numa livraria).

MAX ET LES MAXIMONSTRES
Maurice Sendak
L’école des loisirs, 2006

UM PESADELO NO MEU ARMÁRIO
Mercer Mayer
Kalandraka Editora, 2004 

Verão


O fim-de-semana foi passado quase todo no jardim. Compras, baloiços, cafés na esplanada, um pic-nic com amigos (com direito a toalha aos quadrados e tudo!) para celebrar o primeiro dia de Verão e por fim sardinhas na tasquinha logo ali ao lado.

Ao contrário de muitas pessoas que sentem o apelo de ir viver para o campo, eu cada vez gosto mais de viver em Lisboa. Talvez porque cada vez tiro mais partido das vantagens de viver aqui. E portanto cada vez sinto a cidade mais à minha medida.

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Para os dias serem ainda melhores do que têm sido só faltava as minhas noites serem passadas a dormir assim tão bem como o Filipe. Depois de duas noites em que a R. dormiu sem interrupções entre a meia-noite e as sete da manhã, há esperança! Afinal duas vezes já pode ser considerado um padrão. Não pode?

FILIPE E O PINCEL MÁGICO
Mischa Damjan + Janosch
Nord-Sud Verlag, Switzerland / Livraria Sá da Costa Editora, 1972
Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa

21

9 livros comprados + 6 livros da biblioteca do costume + 3 livros e 2 dvd’s da nova mediateca de que a L. é sócia + 1 oferecido por uma amiga (e que me trouxe recordações dos meus oito ou nove anos quando me ofereceram um igual a este Babar que ensina francês).

Sábado

Olha mãe, sou um crepe de framboesa!

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Da biblioteca: outro livro de grande sucesso por aqui. Muitissimo divertido. Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa.

ODEIO A ESCOLA!
Jeanne Willis + Tony Ross
Andersen Press Ltd. 2003 / Livros Horizonte 2003