Descoberta

Descobrir o blog Reading my tea leaves, cheio de ideias e fotografias giras, escrito em Nova Iorque e com categorias como Minimalist wardrobe ou Life in a tiny apartment, é tudo aquilo de que eu precisava para tentar resolver a minha eterna guerra com o armário, actividade a que me dedico todos os anos, no início de cada Inverno. Na verdade, melhor só mesmo se a roupa da Erin viesse toda cá para casa, pijamas incluídos.
Os ténis são da colecção vintage da Cortebel, uma das poucas novidades divertidas do meu guarda-roupa em crise.
Anúncios

BLX

photophoto
Se há coisa de que não quero esquecer-me nunca mais é que não posso viver sem uma biblioteca pública perto de casa. Na casa nova voltámos a ter não uma, mas duas!
E, quanto a mim, são das mais bonitas de Lisboa.
A Biblioteca das Galveias, sede das BLX, tem o bónus do jardim. A dos Coruchéus foi inaugurada há poucos meses e é um espaço branco e cheio de luz onde me apetece sempre ficar.
Estamos nesta casa há dois meses e já trouxemos destas bibliotecas dezenas de livros para todos lermos. E isto sem pagarmos um tostão.
Os nossos cartões de leitor são um bem precioso por aqui.

2012

photo
photo
Foi um ano mau. E eu quero escrevê-lo aqui porque um dia, quando vier ler os arquivos deste blog, quero ver que soube chamar às coisas aquilo que elas são.
Foi um ano muito difícil. E não me lembro de outro dia 31 de Dezembro em que me apetecesse dizer isto.
Foi um ano com medo. E o medo é a pior de todas as coisas.
Este blog é a minha forma de destacar bocadinhos da parte melhor dos meus dias, da minha vida e da minha cabeça. Faz-me bem porque me dá esperança de que as pequenas boas coisas continuem a acontecer e, espero, pode inspirar da mesma forma outras pessoas. Assim continuará a ser.
Mas este foi um ano mau. Venha outro, por favor.

Fazer durar

photo
Ando naquela fase de inspeccionar os armários e as caixas de roupa de Inverno para decidir o que ainda serve, o que falta e o que é preciso arranjar.
Este casaco da Leonor já está um bocadinho pingão mas resolvi fazê-lo durar mais uns tempos. Cosi-lhe à mão umas cotoveleiras cortadas de uma fazenda azul escura (ela anda há meses a pedir-me um casaco com cotoveleiras e eu percebo-a porque também adoro) e pus-lhe uns botões de madeira novos. Pelo caminho descobri que coser botões com uma lã grossa é mil vezes mais rápido do que com linha, o que foi uma bela descoberta.

A crise ao jantar

photo
1. Na hora de ir para a mesa pedimos às crianças para irem apagar alguma luz que esteja acesa no resto da casa.
2. Embora implique um grande gasto de energia, cozinhar no forno é muito prático porque se suja muito menos loiça. Tento usá-lo apenas quando jantamos os seis e muitas vezes faço duas coisas de uma vez — tarte + bolo, duas tartes, bacalhau + tarte, por exemplo.
3. Vegetais, só portugueses.
4. Água da torneira. Pelo menos em Lisboa, esta é a água mais controlada e, por isso, a mais segura e saudável. Ideal para quem gosta tanto de jarros como eu.
5. Há anos que só uso guardanapos de papel nas festas. É menos uma coisa para comprar e deitar fora, e um óptimo pretexto para usar as argolas de guardanapo que já eram dos nossos avós.
6. Percebi há pouco tempo que se a fruta estiver à vista e for em grande quantidade as crianças cá de casa comem-na mais. Por isso agora temos sempre cestos e caixas de fruta espalhados pela mesa.
7. Gosto muito de toalhas de mesa mas, principalmente no Inverno, dispenso a trabalheira (e o gasto de água e electricidade) que dá lavar, estender e passar a ferro. As toalhas ficam para os dias especiais.