No Outono o bairro da escola da Rosa parece uma floresta encantada, tal é a quantidade de vegetação. No chão há um manto de folhas amarelas e junto aos troncos das árvores crescem cogumelos de todos os tamanhos.
Ninguém diria que se está no meio de Lisboa, mesmo ao lado de uma enorme avenida cheia de trânsito.
Às vezes sinto mesmo que a levo para uma casa mágica no meio de um bosque perdido. Um dia destes ainda nos aparece um duende ao virar de uma esquina.

K.I.S.S.*

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1.  Um truque: cá em casa toda a gente gosta de laranjas mas ninguém toma a iniciativa de lhes pegar, senão quando as corto em gomos e as levo para a mesa prontas a comer.
2. Herdei, das mãos generosas da minha Tia Ana, uns metros de renda feita à mão por uma senhora com mais de 90 anos. Prometo usá-la muito bem.
3. Quase tão bom, e muito mais barato do que comprá-las aos vendedores de rua, é assar umas castanhas no forno e comê-las à noite enroscada no sofá.
4. Faço questão de comemorar as coisas boas.
* Keep It Simple Stupid

Preparar o Inverno

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O cheiro da borracha dos sacos de água quente faz-me sempre lembrar a minha Avó Beatriz e a sua enorme casa na Covilhã. É uma recordação de infância muito boa que chega sempre com o frio.
Duas camisolas velhinhas passaram hoje a ser coberturas para os sacos de água quente. Acho que vou comprar mais quatro para termos cada um o seu cá em casa.

Dos dias

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Se há coisa boa no Outono são as folhas caídas das árvores. Eu adoro pisá-las e ouvir-lhes o som seco. A R. inaugura exposições ao ar livre.
Fomos ao Doclisboa e levámos a R. que se estreou numa sala de cinema e aguentou valentemente uma curta e uma longa metragens, sem pestanejar.
Quem não participou no sorteio da Collégien ainda vai a tempo de o fazer até sexta-feira à meia-noite!

Domingo bom

Almoço numa casa cheia de livros e comida boa que nos recebe sempre tão bem.
Tarde no Guincho — chegar à praia de galochas e sair de lá com os pés salgados e cheios de areia é uma das melhores coisas que se pode fazer no Outono.

Copo meio cheio

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A verdade é que me apetecia fazer uma birra por o Verão já ter passado, por ter ido pouco à praia e por sentir que não carreguei as baterias o suficiente para as estações que aí vêm.
Mas, não tendo já idade para birras, meti na cabeça que hei-de encontrar e tentar ter sempre presente as vantagens, porque as há, da chegada do Outono.
Primeira: já que estará frio e chuva e vento lá fora, trazer o verde para dentro de casa. É raro o dia em que não trago um ramo de árvore, umas folhas com umas bagas de cores lindas — tudo apanhado nos caminhos que faço a pé, dos arbustos silvestres e das árvores por podar junto às estradas. Ponho tudo em jarras ou colo nas paredes e trato-as como se tivessem vindo de floristas sofisticadas.
Segunda: mantas e mais mantas pela casa. Tapadas para as meninas e a Manta Pastor que o João não larga desde o primeiro dia de Outono até voltar a Primavera. Só de olhar para ela já me apetece um bocadinho mais que fique frio.
Terceira: emoldurar, finalmente, o desenho de uma árvore que a Leonor fez há uns meses e que todos adoramos cá em casa. Pôr coisas nas paredes põe a casa confortável e torna-a ainda mais nossa.