Micro-presentes #3

Se há coisa que gosto sempre de receber é comida e, portanto, também gosto imenso de a oferecer.
Estes pequenos tubos de ensaio têm sal ribatejano das salinas de Rio Maior com diferentes misturas de ervas.
Não há quem não precise de tempero, na cozinha e na vida.
Custam 2,20 euros n’A Vida Portuguesa.
Micro-presente #1
Micro-presente #2

Micro-presentes #1

Por causa do orçamento muito apertado ando sempre à coca de micro-presentes.
São pequenos no preço e no tamanho (adoro fazer embrulhos minúsculos) mas adoráveis por alguma outra razão. Hei-de mostrar aqui vários dos meus preferidos.
1. Mini-sabonetes (25g) Tomelo.
São feitos em Trás-os-montes, com leite de burra. Cada um cheira melhor do que o outro. A dificuldade é mesmo escolher.
Custam 2 euros n’A Vida Portuguesa.

O tricot

Tenho este livro precioso cá em casa. Foi-me emprestado pela minha colega Marisa.
A Marisa é uma especialista em livros antigos e uma apaixonada por livros em geral, tal como eu. Lá na loja há um tráfego constante de livros que às vezes me faz rir. Há dias em que os cacifos do armazém parecem um alfarrabista.
Ora a boa nova é que a Marisa quer vender este livro. E eu ofereci-me para o divulgar aqui no blog, sítio onde passam muitas pessoas interessadas em tricot.
A Rosa refere este livro no seu As Malhas Portuguesas, como sendo o primeiro livro português sobre tricot. E eu, que já o conheço, posso dizer que nunca tinha visto um livro tão exaustivo em informação sobre o tema. Para além disso, traz uns projectos deliciosos que apetece experimentar, como toucas para bebé, casacos de senhora e até gravatas.
Quem estiver interessado pode contactar a Marisa pelo e-mail: quasefomos@gmail.com
“O Tricot em todas as modalidades — à mão e à máquina”
Editorial “O Seculo”
4ª edição

A minha família é bestial #3

A minha mãe é uma super avó. Os quatro netos mais novos adoram ir dormir a sua casa. Os quatro juntos, sublinhe-se, e a respectiva barulheira alegria.
Também os leva de comboio para o Algarve. Atura-os Aprecia-os durante uma semana, volta de comboio e, espantemo-nos, repete a graça pelo menos duas vezes por ano.
Ora uma avó assim só podia acabar por inventar o Caderno da Avó. Depois do Caderno do Bebé e do Caderno do 1 aos 5, este novo caderno serve para as avós babadas registarem os momentos especiais com os seus netos, aquilo que mais gostam de fazer juntos e tudo o mais que rodeia a experiência de ser avó.
A minha mãe é uma valente com bicho carpinteiro — não sabe estar quieta e não descansa enquanto não põe em prática aquilo que lhe passa pela cabeça.
Muitos parabéns, mãe, por mais esta missão cumprida!
Para quem quiser ver todos os Cadernos ao vivo, eles vão estar no próximo sábado numa feira de Natal aqui.

Quase

1. O nosso presépio meio maluco inclui pessoas com coelhos e galinhas à cabeça, a Branca de Neve e um dos seus anões e, claro, o bebé mais famoso do mundo.
2. As etiquetas estão prontas. Só faltam mesmo os presentes.
Estamos quase no Natal.

A minha família é bestial #2

Foi lançado há cerca de um mês o livro feito pela minha sobrinha Maria, Imagina com Plasticina. Quem conhece o trabalho da Maria, sabe que ela é uma designer cheia de talento. Quem, para além disso, conhece mesmo a Maria, sabe também que ela é, acima de tudo, uma miúda divertida com a cabeça sempre a fervilhar de ideias.
Eu aqui me confesso: sou fã da minha sobrinha e do seu trabalho.
O meu pai ofereceu o livro à Rosa no dia dos seus anos e ela tem andado, desde então, a imaginar caras, comidas, nuvens, chuva, bichos, tudo o que se pode fazer com plasticina. E tudo se pode mesmo fazer com plasticina, até escrever.
Um livro muito divertido que apetece estar sempre a fotografar, antes que a plasticina seja descolada e usada outra vez.
Muitos parabéns, querida Maria!

A minha família é bestial #1

Já muita gente por essa blogosfera fora viu e comentou o livro da Constança.
Mas eu, que sou sua prima, também tenho umas coisas a dizer.
É um livro muito bem acabado, como todas as coisas que a Constança faz com as suas mãos talentosas. As fotografias são muito bonitas, a estrutura ao sabor das estações faz todo o sentido para quem conhece o blog Saídos da Concha, os projectos são variados e apetitosos e, muito importante, é bem escrito. Normalmente é onde este tipo de livros ou de blogs ditos crafty acaba por falhar. E é exactamente aí que eu costumo perder o interesse. São raras as pessoas que dominam a escrita e que conseguem comunicar bem aquilo que têm para dizer. A Constança escreve muito bem e com alma.
Eu tenho mais dez anos do que a minha prima Constança. Em adolescente fui várias vezes sua babysitter (e do meu primo Martim), era ela uma menina pequenina.

Quando nasceste, Constança, várias pessoas da nossa família diziam que éramos fisicamente parecidas. Embora agora já não ache que sejamos, reconheço que em pequenas tinhamos mesmo bastantes parecenças. Que divertido que é termos chegado as duas, por vias diferentes, a este mundo dos blogs e dos trabalhos manuais.
Tenho imenso orgulho neste teu livro. A Avó Mimi também teria, garanto-te. Muitos parabéns!

Equipa

Organizar as lãs da Rosa na estante nova que acabou de chegar. Abrir encomendas que são sempre de coisas bonitas. Ser simpática e prestável com os clientes. Rir até às lágrimas com o Óscar (e depois de nos zangarmos ficarmos ainda mais amigos). Falar inglês e francês, à vontade do freguês. Ir almoçar para o escritório porque o armazém está um rebuliço (obrigada, Patrícia). Conversar com o Rui sobre a sua tese de mestrado. Ter saudades da Carlota que não há meio de voltar de férias. Ficar maravilhada com as loiças Bordallo Pinheiro que saem dos caixotes. E com os sabonetes da Ach Brito que é preciso arrumar. Conspirar sobre livros com a Marisa. Ter conversas de mães com a Raquel. Levar agulhas de crochet para a Carla, que tem um projecto novo entre mãos. Ter percebido ao fim de uma semana de trabalho que a Rita seria uma amiga para a vida.
Ao fim de um ano, gosto cada vez mais deste sítio e destas pessoas.

Prendas

1. Cá em casa está criada a tradição de eu deixar as prendas na mesa da sala na noite anterior. Quando a aniversariante acorda (sempre cedíssimo, claro) assistimos ao desembrulhar ainda de pijama vestido.
2. Gosto de lhes oferecer coisas que não são especificamente feitas para crianças.
Desta vez dei à Rosa um pintainho Bordallo Pinheiro para quando comemos ovos quentes. Porque ela passou a apreciá-los há pouco tempo e porque loiça bonita é coisa que eu adoro.
3. A grande estrela da festa deste ano foi a máquina de furos Regina (que agora existe em versão de levar para casa). Nem sei dizer se teve mais sucesso entre os adultos ou as crianças presentes. Acho que todos adoraram.
4. Outra tradição é haver sempre um livro entre as prendas. Com dedicatória, para marcar cada ano. Um dia, quando a Rosa for crescida, terá uma bela colecção de “livros dos anos”, um por cada ano de vida. Desta vez este foi o escolhido.

Aprender

Trabalhar aqui é ter, por vezes, o privilégio de ouvir especialistas explicarem como fazem aquilo que fazem muito bem.
A Coelima é uma marca portuguesa de têxteis para a casa com uma longa história de qualidade. As pessoas mais velhas que entram na loja reconhecem imediatamente os lençóis da Coelima porque eram aqueles que se sabia durarem uma vida, sempre macios e bonitos.
A mim o que me fascina é perceber como nada disso acontece por acaso. Por exemplo, quando se fala de toalhas turcas feitas com algodão do Egipto, é mesmo de algodão crescido em campos egípcios que estamos a falar (até ontem eu pensava que se tratava de uma designação para um tipo de algodão que poderia crescer em vários pontos do planeta). Porque este algodão tem umas fibras mais longas do que os outros resulta em felpos mais macios e absorventes.
Aprender é bom.

Vestidos

Ando há meses a achar que estas miúdas precisam de roupa.
Hoje é o dia (e o meu cérebro até bate palminhas).
As bonecas estão à venda n’A Vida Portuguesa e os tecidos são restos que a minha mãe me deu das lindas capas do Caderno do Bebé.

Estores

A coisa mais esperta que comprei nos últimos tempos foi isto.
Parece de papel mas não é (o que o torna muito mais resistente) e pode cortar-se com um x-acto, para se poder adaptar o tamanho.
Traz uns clips de plástico para se poder manter mais ou menos subido mas eu troquei-os por umas mini-molas de madeira que cá tinha.
Para se fixar basta usar a fita autocolante que traz num dos topos, sem furos nem pregos. Custa 3 euros.
A mim resolveu-me, pelo menos nos próximos tempos, o eterno dilema em que vivo — não gosto de cortinas porque tapam o céu e as árvores lindas que temos em frente das janelas mas sei que é verdade que cortam o excesso de luz no Verão e tornam os espaços mais confortáveis no Inverno. Reconheço estas vantagens mas nunca acho que superem o prazer enorme de ter as janelas escancaradas ou o céu inteiro a entrar pela casa.
Um dia destes posso sempre fartar-me destes estores e voltar a remoer a questão das cortinas (eu já me conheço). Por agora estamos muito bem assim.