A minha família é bestial #1

Já muita gente por essa blogosfera fora viu e comentou o livro da Constança.
Mas eu, que sou sua prima, também tenho umas coisas a dizer.
É um livro muito bem acabado, como todas as coisas que a Constança faz com as suas mãos talentosas. As fotografias são muito bonitas, a estrutura ao sabor das estações faz todo o sentido para quem conhece o blog Saídos da Concha, os projectos são variados e apetitosos e, muito importante, é bem escrito. Normalmente é onde este tipo de livros ou de blogs ditos crafty acaba por falhar. E é exactamente aí que eu costumo perder o interesse. São raras as pessoas que dominam a escrita e que conseguem comunicar bem aquilo que têm para dizer. A Constança escreve muito bem e com alma.
Eu tenho mais dez anos do que a minha prima Constança. Em adolescente fui várias vezes sua babysitter (e do meu primo Martim), era ela uma menina pequenina.

Quando nasceste, Constança, várias pessoas da nossa família diziam que éramos fisicamente parecidas. Embora agora já não ache que sejamos, reconheço que em pequenas tinhamos mesmo bastantes parecenças. Que divertido que é termos chegado as duas, por vias diferentes, a este mundo dos blogs e dos trabalhos manuais.
Tenho imenso orgulho neste teu livro. A Avó Mimi também teria, garanto-te. Muitos parabéns!
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Equipa

Organizar as lãs da Rosa na estante nova que acabou de chegar. Abrir encomendas que são sempre de coisas bonitas. Ser simpática e prestável com os clientes. Rir até às lágrimas com o Óscar (e depois de nos zangarmos ficarmos ainda mais amigos). Falar inglês e francês, à vontade do freguês. Ir almoçar para o escritório porque o armazém está um rebuliço (obrigada, Patrícia). Conversar com o Rui sobre a sua tese de mestrado. Ter saudades da Carlota que não há meio de voltar de férias. Ficar maravilhada com as loiças Bordallo Pinheiro que saem dos caixotes. E com os sabonetes da Ach Brito que é preciso arrumar. Conspirar sobre livros com a Marisa. Ter conversas de mães com a Raquel. Levar agulhas de crochet para a Carla, que tem um projecto novo entre mãos. Ter percebido ao fim de uma semana de trabalho que a Rita seria uma amiga para a vida.
Ao fim de um ano, gosto cada vez mais deste sítio e destas pessoas.

Prendas

1. Cá em casa está criada a tradição de eu deixar as prendas na mesa da sala na noite anterior. Quando a aniversariante acorda (sempre cedíssimo, claro) assistimos ao desembrulhar ainda de pijama vestido.
2. Gosto de lhes oferecer coisas que não são especificamente feitas para crianças.
Desta vez dei à Rosa um pintainho Bordallo Pinheiro para quando comemos ovos quentes. Porque ela passou a apreciá-los há pouco tempo e porque loiça bonita é coisa que eu adoro.
3. A grande estrela da festa deste ano foi a máquina de furos Regina (que agora existe em versão de levar para casa). Nem sei dizer se teve mais sucesso entre os adultos ou as crianças presentes. Acho que todos adoraram.
4. Outra tradição é haver sempre um livro entre as prendas. Com dedicatória, para marcar cada ano. Um dia, quando a Rosa for crescida, terá uma bela colecção de “livros dos anos”, um por cada ano de vida. Desta vez este foi o escolhido.

Aprender

Trabalhar aqui é ter, por vezes, o privilégio de ouvir especialistas explicarem como fazem aquilo que fazem muito bem.
A Coelima é uma marca portuguesa de têxteis para a casa com uma longa história de qualidade. As pessoas mais velhas que entram na loja reconhecem imediatamente os lençóis da Coelima porque eram aqueles que se sabia durarem uma vida, sempre macios e bonitos.
A mim o que me fascina é perceber como nada disso acontece por acaso. Por exemplo, quando se fala de toalhas turcas feitas com algodão do Egipto, é mesmo de algodão crescido em campos egípcios que estamos a falar (até ontem eu pensava que se tratava de uma designação para um tipo de algodão que poderia crescer em vários pontos do planeta). Porque este algodão tem umas fibras mais longas do que os outros resulta em felpos mais macios e absorventes.
Aprender é bom.

Vestidos

Ando há meses a achar que estas miúdas precisam de roupa.
Hoje é o dia (e o meu cérebro até bate palminhas).
As bonecas estão à venda n’A Vida Portuguesa e os tecidos são restos que a minha mãe me deu das lindas capas do Caderno do Bebé.