K.I.S.S.*

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1.  Um truque: cá em casa toda a gente gosta de laranjas mas ninguém toma a iniciativa de lhes pegar, senão quando as corto em gomos e as levo para a mesa prontas a comer.
2. Herdei, das mãos generosas da minha Tia Ana, uns metros de renda feita à mão por uma senhora com mais de 90 anos. Prometo usá-la muito bem.
3. Quase tão bom, e muito mais barato do que comprá-las aos vendedores de rua, é assar umas castanhas no forno e comê-las à noite enroscada no sofá.
4. Faço questão de comemorar as coisas boas.
* Keep It Simple Stupid

Frenética família

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Uma febre de tricot e crochet atacou as mulheres da minha família.
A minha mãe ensinou a neta Maria a fazer tricot. A Maria, que é canhota, ensinou a Leonor, que também é canhota. E eu respirei de alívio por ter sido poupada a torcer os olhos e o cérebro — ensinar uma canhota a fazer alguma coisa que implique agulhas não é tarefa fácil.
Pelo caminho a Maria, que de cada vez que se mexe faz alguma coisa gira, criou um lindo mini-blog a propósito da sua nova actividade preferida. E a minha mãe, para além de ter feito tapetes que ofereceu às filhas e à nora no Natal, fez este puf com trapilho que me ofereceu no dia de anos. Ainda estou de boca aberta com este presente. Não é fabuloso?

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Passados dois anos, voltei a receber pegas no Natal e fiquei toda contente por saber que a sua criadora, agora com 103 anos (!), continua a fazê-las umas atrás das outras.
A minha irmã apareceu com uma pilha de pegas de todas as cores e distribuiu-as generosamente pela família. As da minha mãe saltaram logo para a mesa de Natal. As minhas juntaram-se às que já tinha e ganharam lugar cativo na mesa cá de casa.

Ano novo

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O meu desejo de novo ano é conseguir pôr em prática o que está escrito na minha caneca preferida:
Ever notice how japanese tea mugs don’t have a handle on them? This is because, according to japanese culture, hot drinks are not meant to be drunk if the drinkers can’t wrap the palms of their hands around the cup. If it’s too hot to hold, it’s too hot to drink. Doesn’t it make you wonder why this very mug ever received a handle to begin with? Are we in such a rush that we need to drink our hot beverage before it’s even drinkable? Forget about the handle. Slow down, nestle your palms around this mug and take a minute  or two for yourself. 
Debruo tweed com um tecido africano que parece do Oriente e fico cheia de vontade de fazer uma colecção de mantas assim.
O blog Menina Rapaz, que foi uma das boas descobertas que fiz nos últimos tempos, pediu-me para enumerar quatro coisas que me inspirem e eu fi-lo assim.

Crochet

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À tarde vi, em casa da minha mãe, o lindo tapete que ela fez para a cozinha. Em dez minutos ensinou-me o ponto básico de crochet. Ao serão peguei no cesto dos trapilhos e nas agulhas novas e pus-me a fazer experiências. Às cinco da manhã — quando finalmente consegui obrigar-me a ir para a cama — tinha feito um porta-molas, uma base para chávenas, um cesto perfeito para o Capuchinho Vermelho, um porta-vasos para o cacto da L. e um penduricalho com um guizo dentro a que só me ocorre chamar Trambolho de Natal.
Acabei com quase todo o trapilho que tinha em casa e não consigo parar de me perguntar — mas porque é que eu nunca tinha tido vontade de experimentar fazer crochet? Sinto que abri uma porta enorme. Do lado de lá está um mundo de coisas novas a experimentar. Iupi!