A árvore

Quando eu era pequena os meus pais faziam questão de fazer todos os anos a maior árvore de Natal possível. Lembro-me do meu pai a serrar o tronco de um pinheiro gigante que não cabia no pé-direito da nossa sala.
Tinhamos imenso orgulho no tamanho das nossas árvores e até nutríamos um certo desprezo pelos pinheiros raquíticos que víamos em lojas ou em casas alheias. Éramos uns snobes-da-árvore-de-Natal porque a melhor, e a maior, de todas era a nossa.
A minha actual árvore — que vive debaixo da nossa cama durante o resto do ano — é ecológica e, dentro do género, até é bonita, mas é de plástico e não cheira a pinheiro.
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A minha família é bestial #3

A minha mãe é uma super avó. Os quatro netos mais novos adoram ir dormir a sua casa. Os quatro juntos, sublinhe-se, e a respectiva barulheira alegria.
Também os leva de comboio para o Algarve. Atura-os Aprecia-os durante uma semana, volta de comboio e, espantemo-nos, repete a graça pelo menos duas vezes por ano.
Ora uma avó assim só podia acabar por inventar o Caderno da Avó. Depois do Caderno do Bebé e do Caderno do 1 aos 5, este novo caderno serve para as avós babadas registarem os momentos especiais com os seus netos, aquilo que mais gostam de fazer juntos e tudo o mais que rodeia a experiência de ser avó.
A minha mãe é uma valente com bicho carpinteiro — não sabe estar quieta e não descansa enquanto não põe em prática aquilo que lhe passa pela cabeça.
Muitos parabéns, mãe, por mais esta missão cumprida!
Para quem quiser ver todos os Cadernos ao vivo, eles vão estar no próximo sábado numa feira de Natal aqui.

A minha família é bestial #2

Foi lançado há cerca de um mês o livro feito pela minha sobrinha Maria, Imagina com Plasticina. Quem conhece o trabalho da Maria, sabe que ela é uma designer cheia de talento. Quem, para além disso, conhece mesmo a Maria, sabe também que ela é, acima de tudo, uma miúda divertida com a cabeça sempre a fervilhar de ideias.
Eu aqui me confesso: sou fã da minha sobrinha e do seu trabalho.
O meu pai ofereceu o livro à Rosa no dia dos seus anos e ela tem andado, desde então, a imaginar caras, comidas, nuvens, chuva, bichos, tudo o que se pode fazer com plasticina. E tudo se pode mesmo fazer com plasticina, até escrever.
Um livro muito divertido que apetece estar sempre a fotografar, antes que a plasticina seja descolada e usada outra vez.
Muitos parabéns, querida Maria!

A minha família é bestial #1

Já muita gente por essa blogosfera fora viu e comentou o livro da Constança.
Mas eu, que sou sua prima, também tenho umas coisas a dizer.
É um livro muito bem acabado, como todas as coisas que a Constança faz com as suas mãos talentosas. As fotografias são muito bonitas, a estrutura ao sabor das estações faz todo o sentido para quem conhece o blog Saídos da Concha, os projectos são variados e apetitosos e, muito importante, é bem escrito. Normalmente é onde este tipo de livros ou de blogs ditos crafty acaba por falhar. E é exactamente aí que eu costumo perder o interesse. São raras as pessoas que dominam a escrita e que conseguem comunicar bem aquilo que têm para dizer. A Constança escreve muito bem e com alma.
Eu tenho mais dez anos do que a minha prima Constança. Em adolescente fui várias vezes sua babysitter (e do meu primo Martim), era ela uma menina pequenina.

Quando nasceste, Constança, várias pessoas da nossa família diziam que éramos fisicamente parecidas. Embora agora já não ache que sejamos, reconheço que em pequenas tinhamos mesmo bastantes parecenças. Que divertido que é termos chegado as duas, por vias diferentes, a este mundo dos blogs e dos trabalhos manuais.
Tenho imenso orgulho neste teu livro. A Avó Mimi também teria, garanto-te. Muitos parabéns!

Vestidos

Ando há meses a achar que estas miúdas precisam de roupa.
Hoje é o dia (e o meu cérebro até bate palminhas).
As bonecas estão à venda n’A Vida Portuguesa e os tecidos são restos que a minha mãe me deu das lindas capas do Caderno do Bebé.

Domingo

Há quase um ano que os Domingos passaram a ser de trabalho fora de casa. Não é fácil viver ao contrário dos horários do resto da família. Encho-as de beijos mil vezes antes de sair de manhã a correr. Tricoto-lhes luvas na hora de almoço. Volto para casa à noite.
A hora mudou hoje. Horário de Inverno com calor de Verão. Tudo está um pouco dessincronizado.