Prendas

1. Cá em casa está criada a tradição de eu deixar as prendas na mesa da sala na noite anterior. Quando a aniversariante acorda (sempre cedíssimo, claro) assistimos ao desembrulhar ainda de pijama vestido.
2. Gosto de lhes oferecer coisas que não são especificamente feitas para crianças.
Desta vez dei à Rosa um pintainho Bordallo Pinheiro para quando comemos ovos quentes. Porque ela passou a apreciá-los há pouco tempo e porque loiça bonita é coisa que eu adoro.
3. A grande estrela da festa deste ano foi a máquina de furos Regina (que agora existe em versão de levar para casa). Nem sei dizer se teve mais sucesso entre os adultos ou as crianças presentes. Acho que todos adoraram.
4. Outra tradição é haver sempre um livro entre as prendas. Com dedicatória, para marcar cada ano. Um dia, quando a Rosa for crescida, terá uma bela colecção de “livros dos anos”, um por cada ano de vida. Desta vez este foi o escolhido.

Dos dias

Na parede à frente do meu nariz – aquela para onde mais vezes olho – penduro desenhos de alguns dos meus ilustradores preferidos. O postal do Bernardo Carvalho serve para me lembrar todos os dias que quero oferecer este livro no Natal.
A Leonor com as suas novas botas Cortebel. Eu tenciono pedir-lhas emprestadas porque quero aproveitar esta fase em que calçamos o mesmo número de sapatos.
Pelo andar da carruagem serei rapidamente ultrapassada.

Micro-cravos

 
Há um ano ofereci-os aos amigos. Desta vez contratei a Leonor como assistente e juntas vamos vendê-los para patrocinar a ida dela a um campo de férias no Verão.
Distribuir cravos, mesmo que micro, sempre me pareceu uma belíssima ideia.

Seis anos

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O meu segundo bebé faz hoje seis anos e eu acabei de queimar o bolo que ia agora levar à escola. Restam as velas e os enfeites (feitos com seis palitos e bocadinhos destes papéis).
Aos seis anos já se escreve ditongos que se penduram na parede porque escrever é bom e usar fita-cola é melhor ainda.
E agora vou comprar um bolo porque já não tenho tempo para fazer outro.
Parabéns, minha linda Rosa.

O que mudou II

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Elas mudaram de escola. E foi também por isso que mudámos de casa. Para ficarmos perto de boas escolas.
Pela primeira vez tenho filhas em escolas públicas. E ao fim de vários anos volto a ter filhas em escolas portuguesas.
Sou totalmente a favor da ideia de escola pública, devo dizer desde já. Aliás sempre achei que era aí que iriam estudar as crianças que eu viesse a ter. E, no entanto, neste momento elas só não continuaram a estudar na escola em que estavam — privada e estrangeira — porque eu não tenho forma de a continuar a pagar.
Porque eu gosto da escola pública se ela for boa. E tenho algumas dúvidas sobre se neste momento assim será.
Elas adaptaram-se à mudança num instante. Eu ainda estou a trabalhar nisso.

Prendas

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Gosto de fazer as prendas para elas oferecerem nas festas de anos para que são convidadas. É mais uma oportunidade de testar as trezentas ideias por minuto que me passam pela cabeça e também uma boa maneira (espero eu) de ensinar às crianças que nem tudo tem de ser comprado.

De novo

 
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1. No início do ano comecei um projecto que só acabará no final de Dezembro.
52 semanas = 52 cartas para a minha sobrinha Maria que está a viver em Berlim.
2. Uma ideia para os Domingos: aproveitar as manhãs, em que as entradas são gratuitas, para ir visitar os Museus de Lisboa. Começámos pelo MNAA, com o seu belíssimo jardim virado para o Tejo.
3. Espalhar estrelinhas ou como transformar umas camisolas quentinhas mas sem grande graça em roupa apetecível para as crianças cá de casa.
4. Novas alcofas para novos bebés.

Nove anos!

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Aqui tinha pouco mais de dois anos. Continua a ter os mesmos olhos fabulosos. Lê livro atrás de livro. Usa palavras difíceis ao mesmo tempo que continua a dormir com o gato que lhe fiz há anos. É ultra observadora. Fora de casa é tímida e reservada. Em casa é teatreira, refilona e doce, tudo ao mesmo tempo.
É uma linda pessoa, a minha filha de nove anos.

A Mariana

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A Mariana convidou-me para um projecto seu — ainda no segredo dos deuses — e esse foi o pretexto para, finalmente, nos conhecermos ao vivo.
As miúdas adoraram as horas que passámos juntas e eu, sortuda, fiquei com um monte de lindas fotografias de nós as três e da nossa casa. Obrigada, Mariana.
Fotografias: © Mariana Sabido

Com as mãos

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Às vezes preocupa-me que não ande a gastar o tempo suficiente a incentivar as minhas filhas a fazerem mais trabalhos manuais. Com uma mãe que tem sempre um trabalho nas mãos, seja em casa, no comboio ou na esplanada, provavelmente elas não têm a mesma curiosidade que teriam se não tivessem a casa cheia de lãs e tecidos e tintas e papéis e espumas e caixas e tudo o que é preciso para fazer o que se queira.
Mas depois, de vez em quando acontecem destas coisas — vêm de casa da avó com um monte de cartões brancos e um saco de retalhos e fecham-se no quarto com a urgência de quem tem coisas importantes para fazer. E saem de lá com isto.
E eu percebo que está tudo bem.
E, mais uma vez, imitar é bom, que é o que as irmãs mais novas fazem quando olham para o exemplo das irmãs mais velhas.