Quase

1. O nosso presépio meio maluco inclui pessoas com coelhos e galinhas à cabeça, a Branca de Neve e um dos seus anões e, claro, o bebé mais famoso do mundo.
2. As etiquetas estão prontas. Só faltam mesmo os presentes.
Estamos quase no Natal.
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WC

Quando alugámos esta casa gostámos de tudo menos da cozinha e da casa-de-banho. Ou melhor, até lhes reconhecemos potencial (luz natural e bom espaço de circulação) mas tivemos imensa pena de já não as podermos ter como eram de raíz, com mosaico hidráulico no chão e azulejos antigos nas paredes. Já tinham sido renovadas e, na nossa opinião, mal renovadas. Da cozinha tratámos logo.
A casa-de-banho tem sido um processo mais lento e o mais barato possível mas já consigo ver que está muito mais simpática do que era.
Alguns dos truques deste processo:
. Usar madeira. Nas prateleiras, no tampo da sanita e no engenhoso varão de cortina da banheira construído pelo João.
. Aproveitar o facto de haver uma janela e ter flores numa jarra ou plantas.
. Ter as toalhas lavadas à vista torna o espaço mais confortável.
. Pôr os estores-maravilha nas janelas para a luz ficar coada e bonita.
O que ainda falta:
. Pintar o móvel que comprámos numa venda de garagem (5 euros por um móvel de casa-de-banho antigo, cheio de arrumação e com o tampo em lioz parece-me o melhor negócio de todos os tempos!).
. Pintar as paredes.
. Mudar o horroroso candeeiro de tecto (um dia hei-de fazer um post sobre o meu ódio de estimação a candeeiros de tecto).

Domingo

Há quase um ano que os Domingos passaram a ser de trabalho fora de casa. Não é fácil viver ao contrário dos horários do resto da família. Encho-as de beijos mil vezes antes de sair de manhã a correr. Tricoto-lhes luvas na hora de almoço. Volto para casa à noite.
A hora mudou hoje. Horário de Inverno com calor de Verão. Tudo está um pouco dessincronizado.

Estores

A coisa mais esperta que comprei nos últimos tempos foi isto.
Parece de papel mas não é (o que o torna muito mais resistente) e pode cortar-se com um x-acto, para se poder adaptar o tamanho.
Traz uns clips de plástico para se poder manter mais ou menos subido mas eu troquei-os por umas mini-molas de madeira que cá tinha.
Para se fixar basta usar a fita autocolante que traz num dos topos, sem furos nem pregos. Custa 3 euros.
A mim resolveu-me, pelo menos nos próximos tempos, o eterno dilema em que vivo — não gosto de cortinas porque tapam o céu e as árvores lindas que temos em frente das janelas mas sei que é verdade que cortam o excesso de luz no Verão e tornam os espaços mais confortáveis no Inverno. Reconheço estas vantagens mas nunca acho que superem o prazer enorme de ter as janelas escancaradas ou o céu inteiro a entrar pela casa.
Um dia destes posso sempre fartar-me destes estores e voltar a remoer a questão das cortinas (eu já me conheço). Por agora estamos muito bem assim.

O poder da escrita

Aprender a ler e a escrever foi das coisas mais marcantes da minha vida.
Já não ter filha nenhuma analfabeta é outro momento mesmo especial.
“Não estou a gostar dessa atitude. Devolve-me o saco.”
Recado da Rosa, 6 anos, para o Sebastião, 16 anos, durante o drama doméstico gerado por um saco de gomas.

As paredes

Se há momento em que fico indecisa é na hora de pendurar coisas nas paredes. Gosto pouco de sentir que o que ali ponho ali ficará para sempre. Prefiro a ideia de pôr, tirar e voltar a pôr de outra maneira qualquer. E como não me apetece ter as paredes todas esburacadas demoro e hesito e demoro e hesito… Passo meses nisto. E, de repente, um dia acordo e em quinze minutos está tudo pendurado.
Pregos e martelo sempre foram meus bons aliados. As tesouras são uma paixão antiga. Washi tape é a minha nova melhor amiga.