Dos dias

Na parede à frente do meu nariz – aquela para onde mais vezes olho – penduro desenhos de alguns dos meus ilustradores preferidos. O postal do Bernardo Carvalho serve para me lembrar todos os dias que quero oferecer este livro no Natal.
A Leonor com as suas novas botas Cortebel. Eu tenciono pedir-lhas emprestadas porque quero aproveitar esta fase em que calçamos o mesmo número de sapatos.
Pelo andar da carruagem serei rapidamente ultrapassada.

Na lapela

Para quem quis saber onde os encontrar:
os micro-cravos estão desde ontem à tarde à venda n’A Vida Portuguesa do Intendente. Hoje à tarde estarão também na loja da Rua Anchieta.
É pô-los na lapela, meus amigos, e desatar a celebrar a liberdade!

Micro-cravos

 
Há um ano ofereci-os aos amigos. Desta vez contratei a Leonor como assistente e juntas vamos vendê-los para patrocinar a ida dela a um campo de férias no Verão.
Distribuir cravos, mesmo que micro, sempre me pareceu uma belíssima ideia.

No metro

Na estação de metro que uso diariamente apareceram estes desenhos de António Jorge Gonçalves e eu, pateta, fiquei embasbacada a olhar para eles, como se fossem um presente ali posto só para mim, que os conheço tão bem e os acho simplesmente deslumbrantes.
Alguém sabe o que acontece a estes grandes cartazes quando são retirados das molduras e o que seria preciso fazer para eu ficar com um deles? Adorava saber. Obrigada!

Hibernar é preciso

Este blog hibernou durante uns meses. Não foi bom nem mau, foi apenas necessário.
A vida, entretanto, foi sendo vivida e, felizmente, o Inverno já passou.
1. Já tenho uma filha com dez anos. Foi em Dezembro mas ainda acho isto espantoso.
2. Há anos que ouvia falar dos bandos de pássaros tropicais que existem em Lisboa mas confesso que sempre achei que era um mito urbano. Até que dei de caras com este e mais uns quantos à porta de casa. Há coisas mágicas que afinal são verdade.
3. Passei a estar em part-time na loja mais bonita de Lisboa e descobri que tinha imensas saudades de trabalhar em equipa.*
* A ilustração é minha mas foi feita recortando as etiquetas autocolantes das embalagens d’A Vida Portuguesa, parte da identidade gráfica, cuidadíssima, desenvolvida pelo designer Ricardo Mealha. O seu a seu dono.

Natal em Janeiro

photo
1. Gosto tanto das bagas vermelhas à porta de casa que ando a fingir que não é já tempo de as guardar.
2. O abacateiro está tão crescido que teve de mudar de sítio, porque já batia nos armários da cozinha. A ilustração foi o lindo presente de Natal da Maria e aguarda na parede que o emoldure.
3. O pinheiro de madeira que a Rosa fez na escola também ficará mais uns dias na sala.
4. Apesar de prolongarmos o Natal mais um bocadinho, o calendário da APCC com desenhos do João Fazenda já nos diz que é Janeiro.

Bordar desenhos

irmãs by you.

ponto pé-de-flor by you.

Quando eu estava grávida da R. a L. fez este desenho da irmã na minha barriga (a linha azul é o útero). Eu gostei tanto dele e fiquei tão feliz por vê-la ansiosa pela chegada do bebé que resolvi passá-lo a tecido. Bordei pela primeira vez em ponto pé-de-flor, para a parte de trás juntei retalhos e o resultado foi um brinquedo/almofada com um guizo dentro. Juntamente com o desenho emoldurado foi esta a prenda de primeiro Natal do nosso bebé, o que deixou a L. toda orgulhosa. Agora ando com vontade de bordar mais desenhos dela.

Ilustração

ilustração by you.

ilustrações by you.

Andei a mexer em revistas antigas e descobri uma Pais e Filhos dos anos 90 com uma ilustração minha. Fiz muitas durante uns dois anos mas estranhamente só tenho uma dessas revistas. Fui procurar e encontrei alguns dos originais que não via há anos.

Fiquei com saudades do desafio que era ilustrar cada texto que me davam. Mas principalmente fez-me sorrir o lembrar-me de como era totalmente teórico o conhecimento que eu tinha dos temas da revista – famílias tradicionais versus famílias modernas; a loucura da gestão do tempo quando se é mãe; ser mãe e mulher trabalhadora; qual a melhor forma de mostrar o mundo aos nossos filhos; etc.

Hoje, ao olhar para estas ilustrações, vejo como elas passaram a ilustrar bem a minha vida actual. Até a fita métrica lá está!

Viajar no papel

caderno de viagem by you.

Sinto tanta falta de viajar que ando a mergulhar nos cadernos de viagem antigos, a matar saudades. Este é do Verão de 97 em Moçambique.

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Aos poucos vou juntando prendas pequeninas para o calendário de Natal deste ano. A parte mais divertida é pensar nos papelinhos das surpresas que lá estarão. Os de maior sucesso nos anos anteriores: Hoje a mãe conta seis histórias antes de ires dormir e Hoje à noite vamos fazer e comer panquecas e chocolate quente. Veremos se é desta que conseguimos fazer o que mais me apetece e que já por duas vezes foi abortado por causa do frio: Hoje à noite vamos andar de baloiço no jardim.

De volta

De regresso e quase a partir outra vez (ainda alguém faz um mês de férias de seguida?).
A manta de retalhos está pronta! Fui ver nos arquivos do blog quanto tempo demorei a fazê-la. Dois meses e meio. Depois de uns milhares de pontos feitos à mão em horas de namoro com os tecidos, o inevitável aconteceu – apaixonei-me por ela. Apetece-me fazer mantas destas para todas as camas da casa. Estou tão orgulhosa que passei uma tarde inteira a fotografá-la nos lindos cenários do Alentejo, com e sem modelo. E mais aqui, aqui e aqui.
Desafio de Verão: voltar aos desenhos, mesmo que pequeninos.