Obrigada!

1. Elogiei o saco das ferramentas do técnico que nos veio arranjar o esquentador e ele ofereceu-mo. Eu insisti que não, nem pensar, era o que faltava. Mas ele foi irredutível.
E verdadeiramente generoso. Obrigada, Senhor Técnico!
2. Ontem vi esta ideia no blog da Paula Valentim e hoje comprei um cacho de bananas muito maduras para fazer gelado para o jantar. Obrigada, Paula!
3. A Inês C. apareceu um dia na loja com uma camisola acabada de tricotar. Vista na mão parecia tudo menos uma camisola; mal se conseguia perceber por onde entrariam os braços e a cabeça. Depois a Rita vestiu-a e quem estava à volta ficou de queixo caído — é um camisolão mesmo giro e facílimo de fazer. A Inês fez-me uns desenhos num papel e eu desatei a tricotar. Já só falta um bocadinho. Obrigada, Inês!

Rabanetes

Durante anos os rabanetes foram, para mim, aquele vegetal lindo que aparecia, cru, a decorar as travessas dos restaurantes um bocadinho pirosos. Nunca os comia.
Depois deu-se uma revolução na minha forma de comer e a Macrobiótica ensinou-me, entre tantas coisas importantes, que os rabanetes ficam deliciosos se forem cozinhados.
A forma mais simples de o fazer, e a que eu prefiro, é escaldá-los em água a ferver durante uns minutos (poucos — se há coisa que detesto são vegetais demasiado cozidos).
Para quem não gostar deles assim tão simples, também ficam muito bem com um molho de iogurte e coentros.
Na mercearia em que os compro trazem a rama inteira e eu aproveito-a toda, salteada em azeite e alho. Uma delícia, garanto.

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Há dois dias trouxe este livro da biblioteca e desde aí tenho andado maravilhada com ele. Para além de lindo (as fotografias, o design, o papel) tem receitas que me fascinam e que quero experimentar ainda este fim-de-semana.
Como secar tomate no forno, fazer pesto de rúcula ou de pimento encarnado ou uma sopa fria de curgete e coentros — são algumas das minhas receitas preferidas.
A Cláudia Villax, a quem eu escrevi a dar os parabéns pelo seu belo trabalho, vive em Lisboa, tem uma casa em Marvão, produz o azeite biológico Azeitona Verde e gere a Food, People and Design.
Quanto a mim, vou ter de comprar o livro porque estou com dificuldade em devolver este à biblioteca.

Dez minutos

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É o tempo que demora cada uma destas coisas boas.
1. Tornar este móvel ainda mais bonito:
besuntá-lo com óleo de linhaça e vê-lo ficar brilhante e tratado.
2. Fazer um brinquedo, como este que a Maria fez nas férias com as primas:
basta um bocado de cartão e meio metro de trapilho.
3. Renovar o assento de uma cadeira:
só é preciso um quadrado de tecido e uma agrafadora como esta.
4. Fazer um petisco para comer em casa ou para levar na mochila da escola:
juntar pão, camembert e rúcula.

W.I.P.

Esta parede da cozinha foi, até agora, o sítio que nos deu mais trabalho na casa nova. Cortámos as madeiras, colámo-las na parede (que estava num estado terrível, com tinta descascada por cima de azulejos impossíveis de recuperar) e pintámos tudo de branco. As prateleiras são de madeira porque queremos cortar o ar plasticoso (esta palavra não existe mas eu uso-a imenso) das bancadas.
Tudo o resto está mais ou menos como esta blusa (a que tirei as mangas por causa de uma nódoa impossível de remover) — por acabar, a meio caminho, em fase de acabamentos ou ainda por decidir qual o caminho a seguir.
Nota — É verdade, não usamos papel de cozinha. Os rolos de papel higiénico comum servem muito bem.

Missão Retalhos

A quantidade de sacos com restos de tecidos que há nesta casa está a tomar proporções um bocadinho desastrosas e portanto a minha nova missão é transformar os quilos de retalhos que para ali estão, parados e inúteis, em objectos que nos sirvam para alguma coisa (já aqui disse que sou um bocadinho alérgica a objectos meramente decorativos, não já?).
Esta pega abriu a temporada do meu novo filme “Missão Retalhos”. Aguardem pelas sequelas!

Decisões de Primavera

1. Nunca mais comprar feijão de lata. Escolhê-lo, pô-lo de molho e deixá-lo inchar é muito mais divertido, saudável e barato.
2. Nunca mais comprar pizzas já feitas. Fazer a massa como me ensinou a minha amiga T., que é italiana e percebe do assunto, é altamente relaxante (aconselho vivamente como actividade para acompanhar a audição na rádio de discursos políticos perturbantes).