De mim

Uma das razões para um blog ser a plataforma certa para eu comunicar com o mundo é o facto de eu ser bicho do mato. E, no entanto, também sou uma criatura social.
Sou as duas coisas. Umas vezes mais isto, outras mais aquilo.
Daí as ausências. Daí eu voltar sempre.
Na segunda imagem está a minha amiga Rita, que tem sempre os sapatos perfeitos para eu fotografar.

Meias

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1. Entretanto passou o Carnaval e — apesar de eu ter descoberto há um ano que já não lhe acho grande graça — adorei esta ideia, que vi no desfile da escola delas, de calçar meias por cima dos sapatos para uns verdadeiros pés de palhaço.
2. Cá por casa instalou-se de vez o hábito de calçar as meias que há, desirmanadas ou não. Eu inventei que isto torna os dias mais divertidos e elas acreditam. Pelo menos por enquanto.
A reportagem completa do Dinheiro Vivo já está aqui.
Muito obrigada pelo entusiasmo de quem já viu e me fez chegar palavras simpáticas. Têm-me tornado os últimos dias verdadeiramente emocionantes.

Quinta-feira

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Bem sei que não é a coisa mais bonita do mundo dar uma prenda e pedir coisas em troca. Mas este blog tem feito de mim uma mimada, por isso eu peço a quem concorra a ganhar a alcofa que faça like na página de Facebook do Caderno Branco e não no post que lá pus sobre o sorteio. Para quem não está muito habituado ao Facebook a coisa pode ser um bocadinho confusa, eu sei.
Tenho adorado ler as histórias sobre os brinquedos preferidos. Eu sabia que isto ia dar pano para mangas.
Aqui está uma espreitadela à reportagem sobre este blog que estará amanhã inteira na página do jornal Dinheiro Vivo. Obrigada, Mariana e Pedro!

A Mariana

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A Mariana convidou-me para um projecto seu — ainda no segredo dos deuses — e esse foi o pretexto para, finalmente, nos conhecermos ao vivo.
As miúdas adoraram as horas que passámos juntas e eu, sortuda, fiquei com um monte de lindas fotografias de nós as três e da nossa casa. Obrigada, Mariana.
Fotografias: © Mariana Sabido

Eu e os meus planos

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Quem, como eu, tem de quinze em quinze dias um fim-de-semana sem crianças porque elas vão para casa do pai, saberá perfeitamente do que trata este post. Quem não tem, ficará a saber da loucura que impera na minha cabeça. Espero que não enlouqueçam também ao lerem-me.
Durante quinze dias eu imagino que esse fim-de-semana em que as miúdas e o Sebastião não estarão em casa, será aquele em que eu farei o seguinte: arrumarei a casa a fundo, incluindo todas as gavetas, prateleiras e armários e todos os cantos e cantinhos de todas as divisões da casa. Farei almofadas novas para os sofás e ainda umas novas para o beliche e mais uns chouriços para todas as janelas, porque está frio lá fora e o Inverno está a chegar. Trabalharei como uma doida, pondo em dia as dezenas de e-mails que recebo por dia (mil desculpas a quem está à espera), as alcofas de bebé todas que tenho encomendadas e ainda duas ou três novas para pôr na loja. Farei sete ou oito alcofas de bonecas porque o Natal está aí e as encomendas estão a aumentar. Dividirei por cores todos os retalhos que tenho enfiados em sacos, porque quero fazer várias mantas e estou farta dos ditos sacos. Organizarei as fotografias no meu computador porque o desktop está outra vez caótico e desta vez é que vai ficar tudo em pastas e em backups.
E ainda: paginarei o meu projecto secreto, que tenho alinhavado em cadernos, e escreverei longas missivas à minha sobrinha Maria, à minha afilhada Carolina e à minha prima Constança, todas ausentes no estrangeiro e todas a fazerem falta por cá.
Depois ainda haverá tempo para: fazer uns jantares românticos com o João, beber um café com a minha mãe no Central Parque, ir ao cinema ou ver cinco episódios de seguida de uma das nossas séries preferidas, ir tomar o pequeno-almoço a um café giro e ficar a ler os jornais durante duas horas, ir à Feira da Ladra, ao Mercado Biológico do Príncipe Real e fazer um jantar com amigos.
A seguir há a parte do fim-de-semana em que eu tomarei um longo banho de imersão, demorarei uma hora a vestir-me, a pôr cremes e a fazer máscaras hidratantes para o cabelo. Também ficarei a ler na cama durante uma manhã inteira, farei uma panela gigante de sopa para a semana toda, se calhar tratarei finalmente da marmelada e do doce de abóbora e experimentarei a receita de um bolo que ali tenho há séculos.
Por fim: dormirei horas e horas, tentando compensar o pouco que dormi nos últimos dias e acordarei lá para o meio-dia em vez das 7 da manhã de sempre.
Se o João ler isto dirá que não é nem uma pequena amostra daquilo que eu me proponho fazer em cada um destes fins-de-semana. E tem razão. Mas eu pararei por aqui.
Há uns tempos eu chegava a Domingo à noite invariavelmente frustrada porque, obviamente!, não tinha sido possível fazer nem um décimo daquilo que tinha planeado.
Agora já consigo não desesperar se conseguir, pelo menos, fazer três ou quatro destas coisas. Devo estar um bocadinho mais crescida.

País das Maravilhas

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À noite angustio-me com as notícias, com os ventos que vêm de Espanha, com o estado do país e do mundo.
De dia mergulho no universo dos bebés — falo com grávidas felizes, respondo a e-mails de pais babados, envio alcofas a avós entusiasmadas, dou informações a animados grupos de amigos.
Às vezes o meu trabalho parece-me o País das Maravilhas. Eu devo ser a Alice.