Micro-presentes #4

Um molho de cartões carimbados que podem servir para deixar um recado, escrever um bilhetinho ou fazer um convite.
Os cartões são as sobras do papel usado nos Cadernos da minha mãe e vêm já cortados da gráfica. Tenho quilos deles e uso-os para tudo e mais alguma coisa.
Os carimbos estão todos à venda n’A Vida Portuguesa mas é possível ilustrá-los de muitas outras maneiras, até com uma flor ou uma rolha, como a Constança tão bem tem mostrado nos últimos dias.
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Embalagens *

1. Os clássicos macarons Ladurée, provavelmente a coisa mais elegante que já comi na vida. A minha amiga Teresa trouxe-mos de Paris e eu comi-os todos sozinha, num puro ataque de egoísmo.
2. Micro-papel-de-carta japonês. A Teresa esteve em Tóquio e trouxe-me esta maravilha.
3. Sabonetes-miniatura Lettuce e Tulip, os meus preferidos de entre todos os da Claus Porto, pelos aromas e pelas embalagens dos anos 30.
* ou Quem Tem Uma Amiga Assim É Uma Sortuda

Micro-cravos

 
Há um ano ofereci-os aos amigos. Desta vez contratei a Leonor como assistente e juntas vamos vendê-los para patrocinar a ida dela a um campo de férias no Verão.
Distribuir cravos, mesmo que micro, sempre me pareceu uma belíssima ideia.

Com as mãos

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Às vezes preocupa-me que não ande a gastar o tempo suficiente a incentivar as minhas filhas a fazerem mais trabalhos manuais. Com uma mãe que tem sempre um trabalho nas mãos, seja em casa, no comboio ou na esplanada, provavelmente elas não têm a mesma curiosidade que teriam se não tivessem a casa cheia de lãs e tecidos e tintas e papéis e espumas e caixas e tudo o que é preciso para fazer o que se queira.
Mas depois, de vez em quando acontecem destas coisas — vêm de casa da avó com um monte de cartões brancos e um saco de retalhos e fecham-se no quarto com a urgência de quem tem coisas importantes para fazer. E saem de lá com isto.
E eu percebo que está tudo bem.
E, mais uma vez, imitar é bom, que é o que as irmãs mais novas fazem quando olham para o exemplo das irmãs mais velhas.

Caderno do bebé

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De volta de uns dias a Sul, venho aqui mostrar a última boa ideia da minha mãe. É um caderno e serve para registar o primeiro ano de cada bebé.
Eu nunca consegui ter um livro do género para os meus bebés porque nunca vi um de que gostasse. Aliás, sempre fugi a sete pés de tal coisa porque sempre achei os que vi simplesmente pavorosos. Agora já tenho um para cada filha e, mesmo à distância, porque elas já não são bebés, reconstituirei o primeiro ano de vida de cada uma delas. Vou finalmente poder juntar no mesmo sítio as memórias dos dois anos mais intensos da minha vida. Para mais tarde recordar.
Cada exemplar é encadernado à mão pela minha mãe e cada página foi desenhada pela minha sobrinha Maria, uma designer portuguesa que anda a espalhar o seu talento pelo mundo (ela vai achar isto um exagero mas é a mais pura das verdades).
As duas juntas são uma equipa poderosa.
O resultado é lindo — um caderno para ir preenchendo ao sabor do crescimento do bebé ou puxando pela cabeça para que a memória não fuja. Sem bonecadas patetas, sem conversa delico-doce. Apenas um lindo caderno que apetece mesmo preencher.
Para saber mais, basta espreitar aqui ou no facebook.