WC

Quando alugámos esta casa gostámos de tudo menos da cozinha e da casa-de-banho. Ou melhor, até lhes reconhecemos potencial (luz natural e bom espaço de circulação) mas tivemos imensa pena de já não as podermos ter como eram de raíz, com mosaico hidráulico no chão e azulejos antigos nas paredes. Já tinham sido renovadas e, na nossa opinião, mal renovadas. Da cozinha tratámos logo.
A casa-de-banho tem sido um processo mais lento e o mais barato possível mas já consigo ver que está muito mais simpática do que era.
Alguns dos truques deste processo:
. Usar madeira. Nas prateleiras, no tampo da sanita e no engenhoso varão de cortina da banheira construído pelo João.
. Aproveitar o facto de haver uma janela e ter flores numa jarra ou plantas.
. Ter as toalhas lavadas à vista torna o espaço mais confortável.
. Pôr os estores-maravilha nas janelas para a luz ficar coada e bonita.
O que ainda falta:
. Pintar o móvel que comprámos numa venda de garagem (5 euros por um móvel de casa-de-banho antigo, cheio de arrumação e com o tampo em lioz parece-me o melhor negócio de todos os tempos!).
. Pintar as paredes.
. Mudar o horroroso candeeiro de tecto (um dia hei-de fazer um post sobre o meu ódio de estimação a candeeiros de tecto).

Do Verão

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Ainda agora a chuva começou e eu já suspiro a olhar para as fotografias do Verão.
E em cada uma delas descubro sempre alguma coisa feita pelas minhas mãos: um pompom que a Rosa transformou em colar, uma camisa modificada, uns calções debruados.

Dez minutos

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É o tempo que demora cada uma destas coisas boas.
1. Tornar este móvel ainda mais bonito:
besuntá-lo com óleo de linhaça e vê-lo ficar brilhante e tratado.
2. Fazer um brinquedo, como este que a Maria fez nas férias com as primas:
basta um bocado de cartão e meio metro de trapilho.
3. Renovar o assento de uma cadeira:
só é preciso um quadrado de tecido e uma agrafadora como esta.
4. Fazer um petisco para comer em casa ou para levar na mochila da escola:
juntar pão, camembert e rúcula.

W.I.P.

Esta parede da cozinha foi, até agora, o sítio que nos deu mais trabalho na casa nova. Cortámos as madeiras, colámo-las na parede (que estava num estado terrível, com tinta descascada por cima de azulejos impossíveis de recuperar) e pintámos tudo de branco. As prateleiras são de madeira porque queremos cortar o ar plasticoso (esta palavra não existe mas eu uso-a imenso) das bancadas.
Tudo o resto está mais ou menos como esta blusa (a que tirei as mangas por causa de uma nódoa impossível de remover) — por acabar, a meio caminho, em fase de acabamentos ou ainda por decidir qual o caminho a seguir.
Nota — É verdade, não usamos papel de cozinha. Os rolos de papel higiénico comum servem muito bem.

Transformar

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Se há coisa de que gosto é de camisas brancas.
Mas isto sou eu. A miúda de nove anos cá de casa não lhes acha grande graça.
E então eu puxo pela cabeça e dou-lhe a volta.
Corto as mangas, debruo-as com fita de viés e mudo os botões.
A Leonor adorou.
E sim, foi com uma destas mangas que fiz esta micro-saia branca.