O tricot

Tenho este livro precioso cá em casa. Foi-me emprestado pela minha colega Marisa.
A Marisa é uma especialista em livros antigos e uma apaixonada por livros em geral, tal como eu. Lá na loja há um tráfego constante de livros que às vezes me faz rir. Há dias em que os cacifos do armazém parecem um alfarrabista.
Ora a boa nova é que a Marisa quer vender este livro. E eu ofereci-me para o divulgar aqui no blog, sítio onde passam muitas pessoas interessadas em tricot.
A Rosa refere este livro no seu As Malhas Portuguesas, como sendo o primeiro livro português sobre tricot. E eu, que já o conheço, posso dizer que nunca tinha visto um livro tão exaustivo em informação sobre o tema. Para além disso, traz uns projectos deliciosos que apetece experimentar, como toucas para bebé, casacos de senhora e até gravatas.
Quem estiver interessado pode contactar a Marisa pelo e-mail: quasefomos@gmail.com
“O Tricot em todas as modalidades — à mão e à máquina”
Editorial “O Seculo”
4ª edição
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Na minha mesa

A D. Margarida — costureira que passava um dia por semana em casa da minha mãe quando eu era pequena — costumava dizer que uma secretária desarrumada é sinal de inteligência. Eu achava-lhe graça e passei a usar o subterfúgio de pensar nela cada vez que a minha mesa chega a um estado de caos difícil de aturar (até para mim própria).
Arrumar a minha mesa de trabalho — coisa que eu faço muito menos do que devia — ajuda-me a perceber que tenho demasiadas coisas por acabar. Esta é só uma pequena parte, garanto:
1. Uma mega-gola. Muito mais divertido do que perguntar a uma amiga onde comprou uma gola que a vejo usar é ficar a saber como a fez e ir a correr fazer uma igual (na verdade, parecida, porque estou a usar outra lã, outro número de agulhas e outras medidas). Obrigada, Inês.
2. A lã que a Rosa escolheu. Já lhe fiz umas cinco ou seis golas de diferentes cores mas elas insistem em desaparecer.
3. Esta camisola. Estou finalmente a acabá-la, depois de meses de preguiça (e de calor) em que não me apeteceu ir comprar a meada de lã que faltava.
4. Umas luvas para mim. Passei anos a namorar as lindas cores da lã dos Tapetes de Arraiolos. Há uns tempos decidi experimentar como resultaria tricotada. Não é uma lã macia mas adoro o tom mate e a solidez com que a malha ficou.
O passarinho da segunda imagem é do Laboratório d’Estórias.

Domingo

Há quase um ano que os Domingos passaram a ser de trabalho fora de casa. Não é fácil viver ao contrário dos horários do resto da família. Encho-as de beijos mil vezes antes de sair de manhã a correr. Tricoto-lhes luvas na hora de almoço. Volto para casa à noite.
A hora mudou hoje. Horário de Inverno com calor de Verão. Tudo está um pouco dessincronizado.

De mim

Uma das razões para um blog ser a plataforma certa para eu comunicar com o mundo é o facto de eu ser bicho do mato. E, no entanto, também sou uma criatura social.
Sou as duas coisas. Umas vezes mais isto, outras mais aquilo.
Daí as ausências. Daí eu voltar sempre.
Na segunda imagem está a minha amiga Rita, que tem sempre os sapatos perfeitos para eu fotografar.

Obrigada!

1. Elogiei o saco das ferramentas do técnico que nos veio arranjar o esquentador e ele ofereceu-mo. Eu insisti que não, nem pensar, era o que faltava. Mas ele foi irredutível.
E verdadeiramente generoso. Obrigada, Senhor Técnico!
2. Ontem vi esta ideia no blog da Paula Valentim e hoje comprei um cacho de bananas muito maduras para fazer gelado para o jantar. Obrigada, Paula!
3. A Inês C. apareceu um dia na loja com uma camisola acabada de tricotar. Vista na mão parecia tudo menos uma camisola; mal se conseguia perceber por onde entrariam os braços e a cabeça. Depois a Rita vestiu-a e quem estava à volta ficou de queixo caído — é um camisolão mesmo giro e facílimo de fazer. A Inês fez-me uns desenhos num papel e eu desatei a tricotar. Já só falta um bocadinho. Obrigada, Inês!